domingo, 30 de dezembro de 2007

Takayama - um exemplo a seguir


A cidade de Takayama situa-se na região de Hida, no Japão.

Em 1996, o presidente da Câmara decidiu pôr em prática uma política que tinha como objectivo tornar a cidade acessível a todos. A principal meta era responder às consequências do envelhecimento da população; ao mesmo tempo melhorava-se a qualidade dos serviços turísticos. À época, Takayama tinha 66.000 habitantes, dos quais 17,8% era de pessoas idosas. Foram suprimidos inúmeros desníveis no pavimento, e um grande número de locais foi equipado com rampas de acesso para cadeiras de rodas.

Ao mesmo tempo, o município desenvolveu em 2000 um programa de subsídios de ajuda às empresas pivadas e às lojas para financiamento das despesas de adaptação dos acessos.
O lema da cidade é "Uma cidade onde os habitantes têm prazer em viver e os visitantes em estar".

Hoje a população já cresceu para os 95.000 habitantes e o turismo já ultrapassou a barreira dos três milhões por ano.

Para quando em Portugal o cumprimento do Decreto-Lei de 2006 que obriga o estado a garantir às pessoas com necessidades especiais a casas, edifícios, estabelecimentos públicos e via pública?

Fonte: Shinya Murase, jornal Asahi Simbun, Tóquio

sábado, 29 de dezembro de 2007

SNS - Que futuro?

















O Governo insiste na política de encerramentos de serviços iniciada em 2006:

SAP (Serviço de Atendimento Permanente) - fecho do serviço nocturno de 60 postos - mais de metade já deixaram de funcionar.
Urgências Hospitalares - concretizaram-se quatro; estão mais onze previstos.
Blocos de parto - foram encerrados nove até à data; estão previstos fechar, pelo menos, mais cinco.

Esta política é, de acordo com o Governo, para melhorar os serviços de saúde prestados à população. Excelente intenção, se não estivessemos a falar de regiões do interior onde, cada vez mais, as populações se sentem desprotegidas. Isto é, para as regiões onde se sente a maior desertificação do país, o Governo acha que o facto de se atenderem "poucos doentes" ou nascerem "poucas crianças" é motivo para se fecharem os serviços; a solução é que os utentes se desloquem 100 ou mais Kilómetros para serem atendidos.

Ora, em Portugal, como no resto da Europa, a assistência na Saúde é um direito constitucional. Não é um negócio para a obtenção de lucros. Para quem tanto apregoa a necessidade de nos aproximarmos do resto dos países europeus no que respeita ao déficit e ao desenvolvimento económico, não seria mau que o Ministro da Saúde fosse ver o que se passa na França, na Inglaterra, para já não falar da Dinamarca.

Entretanto as populações vão-se manifestando, como foi o caso há 2 dias de Vila Pouca de Aguiar. É claro que, não nos podemos esquecer que, para Sócrates, devem ser perigosos comunistas que por lá andam a corromper as boas intenções do Governo. Aliás, Vila Pouca de Aguiar é bem conhecido como concelho comunista.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Lisboa - Cais das Colunas




Autor: Eduardo Gageiro

Portanto é assim: O Metropolitano retirou as colunas para fazer a estação.

Agora para repor é preciso um concurso:

  • D.R. n.º 248, Série II de 2007-12-26

  • Não há pachorra!!!!

    Morreu uma mulher de coragem! - Benazir Bhutto
















    Benazir Bhutto foi hoje assassinada, vítima de um atentado na cidade de Rawalpindi na província do Punjab. Filha de Zulfikar Ali Bhutto, Presidente do Paquistão entre 1971 e 1973 e Primeiro Ministro entre 1973 e 1977. Zulfikar Ali Bhutto foi condenado à morte pelo governo de Muhammad Zia-ul-Haq em 1979. Nessa altura Benazir assumiu a liderança do PPP - Partido do Povo do Pasquitão, no lugar do pai.

    Primeira Ministra do Paquistão por duas vezes, nunca acabou o mandato até ao fim, tendo sido destituída por acusações de nepotismo e corrupção, acusações que ainda não foram completamente provadas na justiça.

    Benazir esteve exilada por duas vezes, a última das quais durante oito anos, desde que Pervez Musharraf, actual Presidente do Paquistão, tomou o poder, em 1999, através de um golpe militar.

    A 18 de Outubro deste ano, Benazir, depois de amnistiada, voltou ao Paquistão. No mesmo dia foi vítima de um atentado em que morreram cerca de 150 pessoas.

    Líder da oposição, num país em crise, à frente de todas as sondagens relativas às eleições que decorrem dentro de dias, Benazir Bhutto considerava-se a Líder dos Pobres e propunha-se levar o Paquistão para um processo democrático e de justiça social.

    Independentemente das opiniões pessoais que se tenham sobre esta mulher relativamente às suas opções políticas para o Paquistão, Bhutto foi vítima daqueles que são, na minha opinião, contrários à democracia, de extremistas que não têm qualquer contemplação pela vida humana.

    A situação no Paquistão está em crise há muito tempo. Com este atentado o futuro do país e da região tornou-se mais inseguro. A quem serve esta situação?

    Morreu uma democrata e uma mulher de coragem!

    Fado I - Carlos do Carmo

    Acabei de ver uma entrevista com Carlos do Carmo. Um dos meus fadistas preferidos.
    Vamos ouvi-lo a cantar!

    quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

    Fotos que fizeram História 7 - Obeijo de Times Square





















    O Beijo de Times Square

  • Autor: Victor Jorgensen

  • Fotografia tirada a 14 de Agosto de 1945 por Victor Jorgensen em que um soldado norte-americano beija apaixonadamente uma enfermeira. Ao contrário do que se poderia pensar, estas duas pessoas não se conheciam, eram completamente estranhas. A fotografia é hoje um ícone e celebra a alegria de voltar a casa e a comemoração do fim da guerra.

    Oscar Peterson (1925/2007)

    Oscar Peterson

    Howard Hawks (Goshen, Indiana, 30 de Maio de 1896 – Palm Springs, Califórnia, 26 de Dezembro de 1977)




















    Howard Winchester Hawks

    Hawks ficou conhecido pela sua versatilidade como realizador, tendo sido autor de comédias, dramas, westerns ou épicos sempre com o mesmo nível de qualidade e talento. Fez 42 filmes mas jamais ganhou um Óscar. Antes de se estrear na realização em 1942 com O Caminho da Glória, foi motorista de pesados, piloto, ascensorista, montador de películas e argumentista.

    O crítico Leonard Maltin considerou Hawks como o maior realizador americano cujo nome não é a marca de um electrodoméstico. De facto, ainda que a sua obra não seja tão valorizada quanto a de Ford, Welles, ou Hitchcock, continua, ainda assim, a ser um dos maiores vultos do cinema e um dos mais amados pelos cinéfilos.

    Hawks tinha tendência para inventar histórias sobre o negócio cinematográfico, de forma a inflaccionar as suas próprias contribuições na sétima arte. Uma destas histórias sustentava que, em conversa com Ernest Hemingway, lhe tinha dito que conseguiria fazer um bom filme com o pior que Hemingway alguma vez tivesse escrito. O escritor terá desafiado Hawks a realizar um filme baseado em To Have and Have Not (Ter ou não ter) - um dos grandes clássicos de Hawks.

    Morreu aos 81 anos em virtude de uma violenta queda sofrida em casa.



    Filmografia

    Rio Lobo (1970)
    El Dorado (1966)
    Red Line 7000 - Faixa Vermelha 7000 (1965)
    Man's Favorite Sport? - O desporto favorito dos homens (1964)
    Hatari! (1962)
    Rio Bravo (1959)
    Land of the Pharaohs - Vale dos Reis (1955)
    Gentlemen Prefer Blondes - Os homens preferem as louras (1953)
    O. Henry's Full House - Páginas da Vida (1952)
    Monkey Business - A culpa foi do macaco (1952)
    The Big Sky - Céu aberto (1952)
    The Thing From Another World ( (1951)
    I Was a Male War Bride (1949)
    A Song Is Born (1948)
    Red River -Rio Vermelho (1948)
    The Big Sleep - À Beira do abismo (1946)
    To Have and Have Not - Ter e não ter (1944)
    The Outlaw - O fora da lei (1943)
    Air Force - Águias Americanas (1943)
    Ball of Fire - Bola de fogo (1941)
    Sargeant York - Sargento York (1941)
    His Girl Friday - O Grande Escândalo (1940)
    Only Angels Have Wings - Anjos sem asas (1939)
    Bringing Up Baby - As duas feras (1938)
    Come and Get It (1936)
    The Road to Glory - O caminho da Glória (1936)
    Sutter's Gold (1936)
    Ceiling Zero (1936)
    Barbary Coast - Terra sem lei (1935)
    Twentieth Century - Século XX (1934)
    Viva Villa! (1934)
    The Prizefighter and the Lady (1933)
    Today We Live (1933)
    Tiger Shark (1932)
    The Crowd Roars (1932)
    Scarface - O Homem da cicatriz (1932)
    La Foule hurle (1932)
    The Criminal Code (1931)
    The Dawn Patrol (1930)
    Trent's Last Case (1929)
    The Air Circus (1928)
    Fazil (1928)
    A Girl in Every Port (1928)
    Paid to Love (1927)
    The Cradle Snatchers (1927)
    Fig Leaves (1926)
    The Road to Glory (1926)

    • Recebeu uma nomeação ao Óscar de Melhor Realizador, por Sargeant York (1941).

    • Ganhou em 1975, um Óscar honorário concedido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

    segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

    Ladaínha dos póstumos Natais

    Há-de vir um Natal e será o primeiro
    em que se veja à mesa o meu lugar vazio

    Há-de vir um Natal e será o primeiro
    em que hão-de me lembrar de modo menos nítido

    Há-de vir um Natal e será o primeiro
    em que só uma voz me evoque a sós consigo

    Há-de vir um Natal e será o primeiro
    em que nã viva já ninguém meu conhecido

    Há-de vir um Natal e será o primeiro
    em que nem vivo esteja um verso deste livro

    Há-de vir um Natal e será o primeiro
    em que terei de novo o Nada a sós comigo

    Há-de vir um Natal e será o primeio
    em que nem o Natal terá qualquer sentido

    Há-de vir um Natal e será o primeiro
    em que o Nada retome a cor do Infinito

    David Mourão-Ferreira

    domingo, 23 de dezembro de 2007

    Mas afinal quem é o Pai Natal?


    Lendário distribuidor de prendas do Natal, um homem gorducho e bonacheirão de farta barba branca trajado de um fato vermelho com orlas brancas, e conduzindo pelo espaço um trenó puxado por oito renas carregado de brinquedos. O Pai Natal ( também chamado St. Nicholas, St Nick ou Santa Claus), assim reza a história, visita todas as casas na noite de Natal descendo pela chaminé para deixar presentes na arvore, peúgas ou sapatos de todas as crianças bem comportadas. Embora esta imagem que nos é familiar do Pai Natal tenha sido introduzida nos Estados Unidos a partir da Holanda no século XVII, e em Inglaterra a partir da Alemanha no meio do século XIX, as suas raízes remontam ao antigo folclore Europeu e influenciaram as celebrações do Natal no mundo inteiro.

    St. Nicholas foi um bispo da Ásia Menor do século IV referenciado precocemente quanto às lendas de Natal por salvar marinheiros das tempestades, defender crianças e oferecer generosas prendas aos mais pobres. Embora muitas das “histórias” de Nicholas sejam de autenticidade duvidosa ( como entregar um saco de ouro deixando-o cair pela chaminé ) o que é certo é que a lenda correu a Europa dando-lhe um papel de tradicional “ dador“ de prendas.

    O dia de St. Nicholas, em que se recebiam as prendas, era originalmente celebrado a 6 de Dezembro mas, depois da Reforma, os protestantes Germânicos deram especial ênfase ao Christkindl (Menino Jesus) como sendo o “dador de prendas” no dia da Sua própria festa a 25 de Dezembro. Quando a tradição de Nicholas prevaleceu ficou colada ao próprio Natal. ( Em 1969 por a vida do Santo estar escassamente documentada, o Papa Paulo VI ordenou que a festa de St Nicholas fosse retirada do calendário oficial Católico Romano. )

    Outros “dadores de prendas” de Natal no folclore Europeu como o Père Nöel em França, Julenisse na Escandinávia, Father Christmas em Inglaterra e o nosso Pai Natal estão tenuamente relacionados com St Nicholas.

    Todos os anos na época do Natal em muitos lugares do mundo, anúncios, cartões de boas festas, decorações sazonais e a presença de pessoas vestidas de Pai Natal documentam a lenda moderna de Santa Claus (Pai Natal). Crianças de todo o mundo escrevem cartas ao Pai Natal e na noite de Natal, algumas, deixam-lhe comida e bebida para uma rápida merenda a quando da sua passagem.

    Apesar do prazer nostálgico com que muitos adultos vêem o acreditar das crianças no Pai Natal, a ideia do santo “dador de prendas” tem actualmente alguns detractores. A maioria das pessoas vê o Pai Natal como uma maneira meramente disfarçada do espirito de dar, e aceita a inevitável descoberta das crianças sobre o misticismo do Pai Natal como um ritual de passagem para o mundo adulto. Outros argumentam que a história do Pai Natal colide com o verdadeiro significado do Natal promovendo meramente a ganância e o “comercialismo”. Para reconciliar a história do Pai Natal com o significado religioso do Natal, alguns Cristãos recordam-nos que as caracteristicas modernas derivam de lendas de um antigo santo cuja vida foi um símbolo de amor, carinho e generosidade.


    Fonte: Cabana VC

    Contudo, Neil Kitchen apresenta-nos um relato um pouco diferente:

    1) Nenhuma espécie conhecida de renas pode voar. MAS há mais de 300.000 espécies de organismos vivos ainda por classificar, e apesar da maioria serem insectos e germes, isto não elimina por completo a possibilidade de renas voadoras.

    2) Há cerca de 2 biliões de crianças no mundo (pessoas com menos de 18 anos). Mas como o Pai Natal não aparece (aparentemente) a crianças muçulmanas, hindus, judias e budistas, isso reduz o trabalho a 15% do total - 378 milhões. A uma média de 3,5 crianças por casa, temos 91,8 milhões de casas. Presumimos que há pelo menos uma criança bem comportada em cada.

    3) O Pai Natal tem 31 horas para trabalhar, graças às diferenças horárias e à rotação da Terra, assumindo que viaja de este para oeste (o que parece ser lógico). Isto representa 822,6 visitas por segundo. Isto significa que para cada casa com crianças o Pai Natal tem 1/1000 de segundo para estacionar, saltar do trenó, descer a chaminé, deixar os presentes, comer qualquer coisinha que esteja na mesa, voltar a subir a chaminé, saltar para o trenó, e partir para a próxima casa. Assumindo que cada um dos 91,8 milhões de stops estão distribuidos uniformemente (o que sabemos ser falso, mas que aceitamos para efeitos de cálculo), estamos a falar de cerca de 1,25 Km por casa, uma viagem total de 121,5 milhões de Km.

    Isto significa que o trenó viaja a cerca de 1045 km/segundo. Para comparação, o veiculo humano mais rápido na Terra, a nave espacial Ulisses, desloca-se a 44 km/segundo - uma rena pode correr a 24 km/hora.

    4) O peso do trenó adiciona outro elemento de interesse. Assumindo que cada criança recebe apenas uma caixa Lego média (900 gramas), o trenó carrega 321,300 toneladas, não contando com o Pai Natal, que é sempre descrito como sendo pesado. Em terra, uma rena convencional pode puxar até 135 quilos. Mesmo aceitando que uma "rena voadora" (ver ponto 1) pode puxar DEZ vezes mais, isso não é possivel com oito ou nove renas. Precisamos de 214.200 renas. Isto aumenta a carga - sem trenó - para 353.430 toneladas. Para comparação: isto é quatro vezes o peso do Queen Elizabeth.

    5) 353.000 toneladas viajando a 1000 km/segundo cria uma enorme resistência do ar- isto aquece o trenó do mesmo modo que uma nava a reentrar na atmosfera terrestre. O par de renas da frente absorve 14,3 quintilhiões de Joules de energia. Por segundo. Cada. Em resumo, rebentam em chamas quase instantaneamente, expondo as renas de trás, e criando um som ensurdecedor. O grupo de renas vaporiza-se em 0,00426 segundos. O Pai Natal, entretanto, é sujeito a forças centrífugas 17.500,06 vezes a gravidade. Um Pai Natal de 110 quilos (valor que não parece demasiado) seria enterrado no assento do trenó por uma força de 2000 quilos.

    sábado, 22 de dezembro de 2007

    RIO SAGRADO

    " Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade" como o Jean Renoir. Vi hoje, pela primeira vez, o Rio Sagrado. E ainda dizem que não há milagres...

    A prenda de Natal de Paulo Branco




    Paulo Branco deu-nos uma excelente prenda de Natal. Uma versão restaurada da obra prima de Douglas Sirk , Imitação da Vida (Imitation of Life).

    Imitação da Vida adapta um romance de Fanny Hurst. É a história de quatro mulheres, duas mães e duas filhas, com os seus sonhos, as miragens de uma vida melhor e as decepções.

    Com: Lana Turner, John Gavin, Robert Alda e Sandra Dee, entre outros.

    Filme de 1959, Imitação da Vida é considerado a obra-prima do realizador e é o seu maior êxito comercial.

    Paralelamente, Paulo Branco lançou uma caixa de DVD's com algumas obras intemporais deste fantástico realizador.

    Douglas Sirk nasceu a 26 de Abril de 1900 e morreu a 14 de Janeiro de 1987.
    Nascido na Alemanha como Hans Detlef Sierck. Iniciou a sua carreira em 1922 no Teatro da República Weimar.

    Em 1937 deixou a Alemanha devido às suas convicções políticas e, fundamentalmente, por ser casado com uma judia. Nos Estados Unidos da América mudou o nome para aquele que viria a ser um génio do cinema.

    quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

    A Beleza através dos anos

    Recebido por mail, este fantástico vídeo mostra-nos a evolução do conceito da beleza feminina através dos anos.

    Composto por fotos de actrizes de cinema famosas, algumas da minha especial preferência, é de uma grande originalidade e, também, de grande beleza.

    Fotos que fizeram História 6 - Ann Frank

    Anne Frank

    Seis milhões de judeus morreram no Holocausto. Para muita gente pelo mundo fora, uma adolescente deu-lhes uma história e uma cara. Anne Frank, a adolescente que, segundo o seu diário, conservou a esperança enquanto esteve escondida com a família num sótão em Amsterdam. Em 1944 os Nazis prenderam os Frank; Anne e a irmã morreram de tifo em Bergen-Belsen, um mês antes do campo ser libertado. O mundo veio a conhecê-la através das suas palavras e do seu retrato de menina de 14 anos. Fita-nos com os seus grandes olhos, com uma expressão enigmática para um futuro que, sabemos hoje, nunca chegaria

    domingo, 16 de dezembro de 2007

    Conferência Internacional da ONU sobre alterações climáticas 4



    Os principais pontos do acordo:





    Estão lançadas as negociações, com vista a um novo tratado para conter o aquecimento global, a concluir até 2009 e incluindo os Estados Unidos.

    Para todos os países desenvolvidos, serão consideradas, nestas negociações, novos “compromissos” ou “acções”, incluindo metas de redução ou limitação de gases com efeito de estufa. Os compromissos deverão ser comparáveis entre si e levar em conta as realidades próprias de cada país.

    Para os países em desenvolvimento, serão estudadas “acções” nacionais voluntárias, suportadas por apoios na área da tecnologia, capacitação e finanças.

    O acordo não inclui nenhuma meta indicativa de redução de emissões de gases com efeito de estufa no futuro. Mas cita, numa nota de rodapé, um capítulo de um relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, onde essas metas indicativas são referidas.- Nas negociações para um novo tratado, serão considerados também os temas da adaptação, tecnologia e financiamento.

    O tratado também deverá considerar “incentivos positivos” para combater a desflorestação e a degradação de florestas.

    Paralelamente, correrá o processo de revisão do Protocolo de Quioto, que não inclui os EUA, e a fixação de novas metas de redução de emissões após 2012 para os países que ratificaram aquele acordo.

    Fonte: Público

    Dossier África - Sebastião Salgado 1

    Grupo Dinka num campo de gado em Pagarau, no Sul do Sudão, em 2006

    Ingrid Betancourt - refém das FARC desde 2002




















    Ingrid Betancourt, cidadã franco-colombiana e ex-candidata presidencial, capturada em 2002, está entre os cativos com mais notoriedade no poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), a guerrilha mais antiga da América Latina.

    As FARC querem trocar Ingrid e três americanos por combatentes rebeldes presos. No entanto, esforços recentes do Presidente venezuelano Hugo Chavez para um acordo sobre reféns falhou, depois de a Colômbia lhe ter suspendido o papel de mediador em quaisquer conversações para libertar vítimas de rapto dos rebeldes.


    Declaração Universal dos Direitos Humanos

    Em 2008 decorrem 60 anos sobre a proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos.


    The Elders lançaram uma campanha sob o lema Todos os seres humanos têm Direitos.

    The Elders entendem ser esta uma oportunidade única para que, por todo o planeta, se descubra e redescubra a Declaração Universal dos Direitos Humanos e pedem-nos que assumamos um compromisso de vida e de acção ao subscrevermos a título individual a Declaração.

    Compromisso

    Eu decido assinar esta declaração porque:

    Desejo assumir a responsabilidade de apoiar os objectivos da Declaração Universal dos Direitos Humanos na minha vida diária e na minha comunidade.

    Farei o meu melhor na defesa da liberdade e dos direitos dos outros, na minha comunidade.
    E afirmo o seguinte princípio:


    "Todos os seres humanos tem o direito a todos os direitos e liberdades enunciados nesta Declaração, sem distinção de qualquer tipo, tal como raça, cor, sexo, idioma, religião, política ou outra opinião, nacionalidade ou origem social, bens, nascimento ou outro status”.

    Eu acredito que todos os seres humanos tem Direitos.

    Por isso vou subscrever a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

    Pode assinar aqui

    sábado, 15 de dezembro de 2007

    Fernanda Botelho (1926/2007)


    Maria Fernanda Botelho nasceu no Porto, em 1926, e frequentou em Coimbra o curso de Filologia Clássica, que terminaria já em Lisboa.

    Na capital, iniciou uma longa amizade com a escritora Maria Judite de Carvalho e relacionou-se com o poeta e dramaturgo António Manuel Couto Viana, o poeta e romancista David Mourão-Ferreira e o poeta Luís de Macedo, com quem fundou e dirigiu os cadernos de poesia Távola Redonda, no primeiro dos quais se estreou, em Janeiro de 1950, com seis poemas, tendo publicado um total de 23 até Julho de 1954.

    Manteve colaborações em várias outras revistas e jornais - Graal, Europa, Panorama, Tempo Presente e Diário de Notícias - bem como na televisão, num programa chamado Convergência.

    Da sua obra ficcional, cuja publicação iniciou em 1956, com O Enigma das Sete Alíneas, fazem parte títulos como O Ângulo Raso (1957), Calendário Privado (1958), A Gata e a Fábula (1960), Xerazade e os Outros (1964), Terra sem Música (1969), Lourenço É Nome de Jogral (1971), Esta Noite Sonhei com Brueghel (1987), Festa em Casa de Flores (1990) e Dramaticamente Vestida de Negro (1994).

    Os seus romances valeram-lhe diversos prémios, entre os quais o Prémio Camilo Castelo Branco, atribuído em 1960 pela Sociedade Portuguesa de Escritores para A Gata e a Fábula, o Prémio da Crítica da Associação Portuguesa de Críticos Literários em 1987, por Esta Noite Sonhei com Brueghel, o Prémio Municipal Eça de Queirós, atribuído em 1990 pela Câmara de Lisboa para Festa em Casa de Flores e o Prémio PEN Clube Português de Ficção, para Dramaticamente Vestida de Negro.

    Além da obra ficcional, destacou-se também no campo da tradução, nomeadamente de O Inferno, de Dante, pela qual recebeu uma medalha da Direcção-Geral das Relações Culturais de Itália, tendo igualmente seleccionado, traduzido e prefaciado uma Antologia da Literatura Flamenga.

    Em 1951, tornou-se secretária da delegação em Lisboa do Turismo Oficial da Bélgica, tendo mais tarde assumido a direcção da mesma.

    Em Portugal, foi distinguida com o grau de Grande Oficial da Ordem do Mérito e na Bélgica com a Ordem de Leopoldo I.

    Fonte: Lusa

    quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

    "Tudo ao Molho"

    Tudo ao Molho de Anliang

    Problemas ambientais 4 - Conferência Internacional da ONU sobre alterações climáticas 3


    Foto: Site da OMM
    Artigo de Pedro Rosa Mendes da Lusa:

    A década de 1998-2007 foi a mais quente de que há registo, segundo um estudo divulgado hoje pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM)

    Dados recolhidos e analisados pelos meteorologistas da OMM indicam que a temperatura média actual da superfície terrestre está 0,41 graus centígrados acima da média anual de 14 graus do período 1961-1990.

    Outro dos fenómenos climáticos globais excepcionais registados em 2007 pela OMM é o nível mais baixo de sempre de extensão de gelo no Árctico.

    A plataforma de gelo diminuiu de tal forma que levou à primeira abertura de que há registo da Passagem do Noroeste do Canadá, anunciou a OMM num comunicado apresentado hoje em Genebra, Suíça, e em Bali, Indonésia, onde decorre a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas.

    A OMM refere também o Buraco de Ozono da Antártida relativamente pequeno, o desenvolvimento do La Niña no Pacífico Equatorial central e oriental e cheias devastadoras, seca e tempestades de areia em muitos lugares em todo o mundo.

    Os dados analisados pela OMM são constantemente actualizados e referem-se a medições em estações terrestres, navios e satélites, envolvendo os serviços meteorológicos e hidrográficos dos 188 países membros da organização.

    O aumento da temperatura média global em 2007 registou valores diferentes para os dois hemisférios, diz a OMM.

    No Hemisfério Norte, a superfície terrestre é talvez a segunda mais alta de que há registo, com 0,63 graus acima da média de 14,6 graus em 30 anos.

    No Hemisfério Sul, a temperatura média de superfície é 0,20 graus mais elevada que a média dos 30 anos, que é de 13,4 graus centígrados, tornando-a a nona mais elevada desde as medições instrumentais iniciadas em 1850.

    A OMM avisa também que o nível do mar continuou a subir a ritmos substancialmente superiores aos da média do século XX de 1,7 milímetros por ano.

    Os dados disponíveis indicam que o nível do mar é cerca de 20 centímetros mais alto do que a estimativa para 1870.

    Medições por satélite nos últimos anos indicam uma subida do nível do mar de 03 milímetros por ano.

    quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

    Problemas ambientais 3 - Conferência Internacional da ONU sobre alterações climáticas 2



    A oposição dos Estados Unidos da América e de dois dos seus aliados, Japão e Canadá, para incluir metas de redução de gases como acordo na Conferência de Bali pode ter colocado a Conferência num impasse.

    O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki Moon, Al Gore e outras individualidades estarão presentes nos próximos dias em Bali na tentativa de encontrar documento consensual que suceda ao Acordo de Kyoto que expira em 2012.

    Todos podemos ter um papel importante para obrigar estes três países: assinar esta petição de emergência.

  • Aqui fica o link.


  • Fontes: Herald Tribune, avaaz

    terça-feira, 11 de dezembro de 2007

    Petição - Hospital D. Estefânia














    "Excelentíssimo
    Sr. Presidente da República Portuguesa,
    Professor Anibal Cavaco Silva
    Sr. Presidente,
    Nós, abaixo assinados:
    • Pais e mães das crianças de Portugal;
    • Amigos das crianças de todo o mundo, que há várias gerações o Hospital de Dona Estefânia carinhosamente acolhe;
    • E todos os que com sua acção dão continuidade ao trabalho de gerações de funcionários administrativos, técnicos, médicos e enfermeiros, que elegeram como razão principal das suas vidas a dedicação à saúde e ao conforto das crianças que neste hospital confiantemente os procuram;

    Vimos por meio deste Abaixo-assinado solicitar a V. Ex.ª que, como representante da Nação Portuguesa, se digne diligenciar no sentido de salvaguardar uma das suas conquistas mais belas, progressivas e de elevado cunho moral e humanitário, que se alcançou em 1877:
    - O reconhecimento da especificidade da infância, no que concerne ao direito de tratamento em ambiente próprio e protegido. Princípio que foi materializado há 130 anos, quando da construção de um Hospital Infantil na cidade de Lisboa : - O Hospital de Dona Estefânia.

    Este hospital foi fruto da concretização de um sonho da Rainha Dona Estefânia:
    -Propiciar às crianças portuguesas de então (e também às vindouras) ambiente apropriado ao seu tratamento de saúde. Até esta época, as crianças em Portugal eram internadas em enfermarias comuns, juntamente com os adultos, não usufruindo por isso das especificidades de ambiente físico e humano, que sabemos tão necessárias à recuperação da sua saúde física, emocional e espiritual. Ficando, para além disso, expostas a uma realidade que muitas vezes actuava como um golpe violento na sua já frágil constituição.

    O Hospital de Dona Estefânia foi construído em local privilegiado, dentro de concepção arquitectónica arrojada, com recursos provenientes da doação de bens pessoais, numa época de grande penúria da nação. Tornou-se um exemplo vivo de que não é a pobreza de bens materiais, mas sim a de espírito, que contraria o progresso. Já na altura da sua construção foi considerado um melhores do mundo, tendo elevado o nome de Portugal no cenário mundial de cuidados de Saúde Infantil.

    Este Hospital, que se orgulha de ser o berço da pediatria portuguesa, com 130 anos de existência, esteve sempre à altura do anseio de quem o sonhou. Desenvolveu-se, e tem sido, durante todo este longo tempo, espaço privilegiado de actuação de insignes mestres da medicina, alguns deles tendo alcançado renome mundial.

    Ampliou também a dimensão da sua vocação com o atendimento à Mãe e à Maternidade. Especializou-se em cada um desses novos campos de atendimento, sempre cônscio da sua mútua complementaridade e de acordo com o princípio segundo o qual “sem mãe saudável, não há criança saudável”.
    O Hospital de Dona Estefânia, além da sua actuação social directa evidente, constitui-se também como património nacional (físico e humano) responsável pelo acumulo e transmissão de conhecimentos de valor incalculável, na área da Saúde Materno-infantil.

    Este Hospital, que surgiu da visão de um espírito nobre e avançado no seu tempo, foi acolhido no coração do nosso povo e por ele reconhecido como um património não alienável da mãe e da criança. A sua identidade, que se funde com a da própria Nação, ora representada por Vossa Excelência, está agora a ser ameaçada por uma gradativa diluição no Centro Hospitalar de Lisboa Central e, a seu tempo, no futuro Hospital de Todos os Santos sem qualquer enquadramento em uma rede de cuidados de saúde materno – infantis a nível nacional que urge criar. Havendo ainda indefinição, ou falta de transparência, quanto ao destino a que seria votado o actual espaço físico (património nacional) do Hospital de D. Estefânia.

    Sr. Presidente trata-se da defesa de um Hospital Moderno.
    Moderno no espírito que o criou há 130 anos e moderno na sua contemporaneidade de corpo tecnologicamente diferenciado com múltiplas sub-especilizações, e que não se coaduna com os planos em execução que reduzem-no a um conjunto de Serviços integrados em um Hospital Geral.

    Sr. Presidente da República Portuguesa; nós, abaixo assinados, reiteramos à Vossa Excelência o pedido de uma urgente intervenção em favor desta causa de dimensão nacional:

    -Salvaguardar e apoiar institucionalmente, de forma incondicional, a manutenção e o desenvolvimento do Hospital de Dona Estefânia! "


    Já assinei.

  • Aqui fica o link.
  • Círculo das Letras


    Abriu uma nova Livraria em Lisboa!

    O meu Amigo Fernando Vicente abriu uma nova Livraria em Lisboa. É na Av. Óscar Monteiro Torres, ali ao pé da Av. de Roma.


    A inauguração oficial decorreu hoje, dia 11, em simultâneo com o lançamento de uma Antologia de Fernão Lopes de António Borges Coelho, com ilustrações de Rogério Ribeiro (chancela Campo das Letras).

    Paralelamente, foi inaugurada uma exposição de Rogério Ribeiro.


    Este espaço será aquilo que quisermos. Mas, para o Fernando, a amizade, o afecto, o debate de ideias, a inovação será o espaço ideal.



    A inauguração foi um sucesso. Com intervenções de Fernando Vicente, Borges Coelho e Rogério Ribeiro, teve lugar o convívio certo para este lugar de livros e ideias.

    Grande qualidade. A visitar!

    segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

    Portugal é possível! - Eliana Souto, Anabela Rolo e Iola Duarte














    Ciência: três cientistas portuguesas premiadas

    Eliana Souto, Anabela Rolo e Iola Duarte são três jovens cientistas portuguesas distinguidas com as Medalhas de Honra L'Oréal Portugal.

    O prémio de 20 mil euros tem como objectivo incentivar o trabalho das mais promissoras jovens cientistas, doutoradas até há cinco anos, e com menos de 35 anos de idade, motivando-as a prosseguir a sua investigação no âmbito das ciências da vida.

    Eliana Souto trabalha na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Fernando Pessoa, no Porto, onde está a desenvolver a melhoria da eficácia de determinados fármacos na área da cosmética e do tratamento de doenças de pele.

    Iola Duarte é investigadora do Laboratório Associado CICECO da Universidade de Aveiro, onde está a tentar compreender o interior dos tecidos pulmonares saudável e cancerosos, através da ressonância magnética nuclear.

    Anabela Rolo, da Universidade de Coimbra, está a trabalhar na identificação de alterações metabólicas e moleculares associadas ao desenvolvimento do síndrome metabólico pré-diabetes.

    Este prémio é atribuído pela multinacional francesa em conjunto com a comissão nacional da UNESCO e a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

    Não são o(a)s primeiro(a)s cientistas portuguese(a)s a serem distinguido(a)s com prémios internacionais. Nem serão, com certeza, o(a)s último(a)s.

    Em Portugal há excelentes cientistas. É preciso é terem os apoios necessários para desenvolverem os seus projectos.

    Fonte: Lusa

    domingo, 9 de dezembro de 2007

    Fotos que fizeram História 5 - Thich Quang Due

    Thich Quang Duc
  • Autor: David Halberstam


  • Thich Quang Duc, nascido em 1897, foi um monge budista vietnamita (bonzo) que se imolou numa avenida de Saigão a 11 de Junho de 1963. O seu acto, que foi repetido por outros monges, foi recordado por David Halmerstam. Enquanto o seu corpo ardia, esteve sempre completamente imóvel. Não gritou, não fez qualquer ruído.

    Thich Quang Duc protestava contra a forma como o Governo do seu país oprimia a religião budista. Depois da sua morte, o corpo foi cremado, de acordo com a tradição budista. Durante a cremação, o seu coração manteve-se intacto, pelo que foi considerado santo e o corpo trasladado para o Banco de Reserva do Vietname como relíquia.

    Lisboa - 100 anos do Animatógrafo do Rossio

    Foto de Artur Goulart, 1961, acervo do Arquivo Fotográfico Municipal

    Fez ontem 100 anos que abriu o Animatógrafo de Lisboa. Para quando um futuro digno para este edifício, um dos poucos em Lisboa no estilo Arte Nova?

    sábado, 8 de dezembro de 2007

    Dossier África - Cimeira Europa - África 2

    Enquanto os Chefes de Estado africanos que vieram a Lisboa descansam nos 20 hotéis de luxo reservados para a sua estadia, milhões de africanos morrem à margem duma Cimeira que nem sabem que existe.

    A beleza de África

    A "vida" de África

    8 de Dezembro de 1980 - morreu John Lennon

    sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

    Dossier África - Vigília

    É preciso participar!

    "Sua assinatura vale + do que pensa"


    Vídeo de sensibilização para a importância da participação de cada um de nós em petições e cartas contra a guerra, a tortura e outras formas de violência. Vencedor da sua categoria na edição de 2007 do Festival de Cannes. Produzido pela Amnistia Internacional.


    quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

    Dossier África - Cimeira Europa - África 1

    A Cimeira Europa – África, que tem lugar em Lisboa nos dias 7, 8 e 9 de Dezembro de 2007, é um acontecimento da maior importância para o combate à pobreza e a promoção do desenvolvimento sustentável no continente africano e para o futuro das relações de cooperação entre a União Europeia e a União Africana.

    Algumas Organizações Não Governamentais organizam eventos alternativos com vista a chamar a atenção para os problemas desse Continente em que milhões de pessoas sofrem diariamente a fome, a guerra e atentados aos mais elementares direitos humanos.

    O primeiro realizou-se hoje no Centro Europeu Jean Monnet em Lisboa. Organizado pela Amnistia Internacional, com o apoio da deputada portuguesa no Parlamento Europeu, Ana Gomes, sob o tema Direitos Humanos e Desenvolvimento - Uma estratégia para África, o evento teve a participação de vários deputados portugueses no Parlamento Europeu e de personalidades africanas que lutam por uma África melhor.



    Um dos oradores foi Salid Mahmoud Osman, vencedor do prémio Shakarov 2007 e um ex-preso político da Etiópia.

    Salid Mahmoud Osman admitiu manter poucas expectativas sobre os resultados da cimeira UE-África e apelou ao Governo português que suscite a questão dos direitos humanos. Para ele "a cimeira é um teste à validade dos valores europeus como os direitos humanos e o Estado de Direito". Evocando a situação no Darfur, afirmou:
    "Nós não esperamos muito desta cimeira. Infelizmente a Europa e o ocidente não parecem preocupar-se muito com o sofrimento na Etiópia", afirmou, frisando que as ajudas internacionais ao seu país "estão a apoiar um governo ditatorial. Quais são afinal os valores da Europa? Porque é que a Europa e os EUA estão a apoiar esta ditadura", questionou, afirmando ser "difícil ver Mugabe [presidente do Zimbabué] beber champanhe com os líderes europeus".

    Fonte: Lusa

    terça-feira, 4 de dezembro de 2007

    Jazz para miúdos


    Durante o ano de 2007, o JACC - JAZZAOCENTRO CLUB organizou o 1º Festival itinerante de Jazz.

    O Festival, realizado em parceria com o CCB, levou concertos a 23 municípios e fez acções pedagógicas com mais de 2.000 jovens em oito meses.

    O projecto arrancou no ano passado com o objectivo de mostrar o jazz criado por grupos portugueses e músicos estrangeiros a residir em Portugal, acompanhando os concertos com acções pedagógicas.

    Nesta primeira edição, um total de 90 músicos de jazz de norte a sul do país realizaram concertos em 23 municípios e acções pedagógicas para crianças entre os 10 e os 15 anos, durante os quais foi abordada a história do jazz, as características deste género musical e os seus instrumentos.

    Ontem, no CCB, o encerramento do festival realizou uma acção pedagógica para 175 crianças da região de Lisboa intitulada O Jazz trocado por miúdos e, no Grande Auditório, realizou-se um concerto com quartetos da Escola de Jazz do Barreiro, do Hot Clube, da Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo (ESMAE) e da Orquestra de Jazz de Matosinhos.



    Como apaixonada de Jazz, não posso deixar de referir esta iniciativa da maior importância para a divulgação do Jazz em Portugal, em particular nas camadas mais jovens. Espero que continue.

    segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

    Problemas ambientais 2 - Conferência Internacional da ONU sobre alterações climáticas 1


    Teve hoje início em Bali, na Indonésia, a Conferência Internacional da ONU sobre alterações climáticas.

    Já se sabe que as alterações climáticas são uma realidade e que é preciso agir rapidamente. Mas o que é que deve ser feito para minimizar o problema? Quando, como e com que meios? E como se devem distribuir os inevitáveis esforços que serão necessários? Ainda não é agora que a comunidade internacional vai encontrar uma resposta cabal a esta pergunta. Mas a partir de hoje, e nas próximas duas semanas, representantes de cerca de 180 países vão tentar lançar as bases para a negociação de um novo tratado sobre o aquecimento global.

    Para já, uma boa notícia: o primeiro-ministro australiano Kevin Rudd anunciou hoje que ratificou o Protocolo de Quioto sobre alterações climáticas, deixando os Estados Unidos isolados na cena internacional climática.

    domingo, 2 de dezembro de 2007

    Serviço Nacional de Saúde

    Num artigo particularmente lúcido e informado publicado no Le Monde diplomatique - edição portuguesa - do mês de Novembro, Isabel do Carmo analisa como se conjugam interesses e mobilizam meios para inviabilizar o SNS e e escancarar a porta aos interesses privados na área da saúde . A consistência com que é feita a análise só por si recomendaria o artigo, mas a ela junta-se também um olhar menos habitual sobre as várias caixas de ressonância destes designios , caixas de ressonância que se estendem da direita à esquerda e da comunicação social ao que a autora chama "o bota-abaixo anedótico e circunstancial criador de ambiente de insegurança e aproveitado pelos populismos de vários tons ideológicos" em que estamos todos mais ou menos envolvidos muitas vezes com boas razões mas com insuficiente informação.
    Com uma clareza meridiana o artigo informa mesmo, o que é raro. Mais raro ainda : propõe que se aproveitem "brechas" na selva do neoliberalismo e que deixemos de " escrever ao Presidente ( ou assinar a petição na Internet)" para passarmos a "inventar e propor soluções".
    Já estamos em Dezembro mas o jornal ainda se pode encontrar e o artigo é mesmo a não perder.

    A missa do professor Marcelo

    Há muito que deixei de assistir às «missas» de MRS. Mas hoje, inadvertido zaping fez-me cair nos braços, salvo seja, do professor quando explicava a Sócrates o que devia fazer para robustecer o seu Governo e assim se manter mais tempo no poder.
    A modorra da digestão e a pouca vontade de dedilhar os últimos retoques num projecto de regulamento que me comprometi a apresentar, fez-me estar para ali a ver até onde ia a estultícia de Marcelo. Pois ele acha que Sócrates deve substituir o ministro do Ambiente, e o da Agricultura e a ministra da Cultura isso numa mini-remodelação mas, numa boa, mesmo boa remodelação, deveria ainda substituir o ministro da Saúde, o das Obras Públicas e a ministra da Educação.
    Já Luís Filipe Menezes também se esmera a dar conselhos a Sócrates para melhorar o Governo e assim - penso eu - a eternizá-lo no poder em prejuizo das suas próprias ambições governativas.
    Isto será alguma técnica moderna de fazer oposição ou estão a gozar com o Zé?

    Atlas Group










    Atlas Group
    é um projecto de Walid Raad, criado em 1999, para pesquisar e documentar a história contemporânea do Líbano.

    Walid Raad é o que se chama um artista de media cujos trabalhos incluem vídeo, fotografia e ensaios literários. Todos, de uma ou outra forma, falam da história contemporânea do Líbano com particular realce para as guerras ocorridas entre 1975 e 1991. Raad encontrou e produziu documentos áudio, visuais e literários que convocam e desvendam essa história. Os documentos foram preservados no Arquivo do Atlas Group, localizado em Beirute e Nova Iorque.

    Vale a pena ver a exposição que decorre na Culturgest.

    sexta-feira, 30 de novembro de 2007

    Petição - Memorial às vítimas do massacre de 1506


















    "Durante três dias (19, 20 e 21) do mês de Abril do ano de 1506, em Lisboa, num processo que teve início na Igreja de S.Domingos, uma multidão em fúria, incitada por fanáticos religiosos, perseguiu, chacinou e queimou, em duas enormes fogueiras acesas no Rossio e na Ribeira, cerca de 2.000 pessoas suspeitas de judaísmo, naquele que terá sido, porventura, o mais brutal acontecimento singular da história da intolerância em Portugal.

    Recentemente, um grupo de vereadores da C.M. de Lisboa avançou com a proposta de instalar na cidade, precisamente no Largo de S.Domingos, um Memorial às Vítimas da Intolerância, monumento que seria evocativo do massacre de 1506, bem como de todas as vítimas que sofreram a discriminação e o aviltamento pessoal pelas suas origens, convicções ou ideias.

    A deliberação final sobre essa proposta tinha sido inicialmente agendada para 31 de Outubro passado mas foi entretanto adiada «sine die», pelo que o Memorial a que ela se refere poderá mesmo... não vir a ser edificado de todo…!

    Entendendo que se trata de uma iniciativa de grande alcance simbólico foi disponibilizada na Internet esta petição.

    Já assinei.
  • Aqui fica o link.
  • quinta-feira, 29 de novembro de 2007

    Petição - Protecção do Estado em relação às crianças confiadas à guarda de Instituições


    Recebida por mail, para o estabelecimento de medidas sociais, administrativas, legais e judiciais, que realizem o dever de protecção do Estado em relação às crianças confiadas à guarda de instituições, assim como as que assegurem o respeito pelas necessidades especiais da criança vítima de crimes sexuais, testemunha em processo penal.

    Já assinei.

  • Aqui fica o link.
  • quarta-feira, 28 de novembro de 2007

    Fotos que fizeram História 4 - Ao encontro da morte

    Ao encontro da morte
  • Autor: Kevin Carter

  • Em 1994, o genial fotógrafo Kevin Carter ganhou o prémio Pulitzer com esta fotografia tirada na região de Ayod, uma pequena aldeia no Sudão.

    A foto correu mundo e nela pode ver-se uma menina desnutrida, totalmente esquelética, recostada na terra, quase a morrer, enquanto, atrás, pode ver-se a figura de um abutre à espera da sua morte.

    Quatro meses depois, Kevin Carter suicidou-se.

    terça-feira, 27 de novembro de 2007

    Minorias


    "Os ignorados do Gujarate"

    "Duas filas de casas inacabadas alinham-se numa pequena clareira de Rajgadah, no Estado do Gujarate, no noroeste da Índia. Um painel anunciando “campo de refugiados” está pendurado à entrada, testemunho de uma vontade passada.

    Viviam aqui cerca de 40 famílias muçulmanas. Algumas foram expulsas das suas casas, outras preferiram fugir, com medo das perseguições (em Março de 2002, ultranacionalistas hindus cometeram assassínios sistemáticos, de que resultaram mais de mil mortos e milhares de deslocados). Mas, como explica um habitante, Hasibanibi Makrani, a organização não governamental (ONG) que começou a construção teve de parar a obra a meio, devido a uma intervenção política. As primeiras famílias já estavam instaladas nas casas em construção quando os polícias vieram correr com os operários.

    Os refugiados pensam que a ONG não estava na posse de todos os documentos necessários para lançar a obra. Há quem pergunte, contudo, se não terá sido o Bhartiya Janata Party (BJP, partido ultranacionalista hindu) que dirige este Estado e que se mostra indiferente ao destino da população muçulmana, a entravar o processo. O carácter ilegal da aldeia bastou para que as forças da ordem privassem estes deslocados de infra-estruturas de base. Temendo pela sua segurança e incapazes de regressar às suas casas, com medo das ameaças dos vizinhos hindus, 11 famílias ficaram em Rajgadah. A sua história repete-se por cerca de 80 aldeias improvisadas, onde se reuniram mais de quatro mil famílias dos Gujarate.

    Em Outubro de 2006, um estudo encomendado pela Oxfam (ONG que luta contra a pobreza e a injustiça) revelou que aqueles campos não beneficiam praticamente de nenhuma infra-estrutura pública. E a situação não melhorou desde a sua instalação. Isso acontece, provavelmente, porque não partiram de iniciativas do Governo, que deixa estas pessoas ao abandono. O primeiro reconhecimento oficial da existência desses habitantes data de Junho de 2007, quando lhes deram cartões de eleitor, seguindo recomendações da Comissão Nacional dos Direitos Humanos.

    Mas há muito por fazer. As vítimas dos distúrbios quase não receberam compensações. Têm para mais de lutar para sobreviver numa sociedade que os ignora e não quer saber da sua sorte. O mais irónico é que os residentes não possuem sequer títulos de propriedade das suas casas, quando elas foram construídas por empresas muçulmanas, com o apoio de ONG’s. Vivem, pois, sob a ameaça permanente de expulsão.

    Após diversas visitas, em Outubro de 2006, a Comissão Nacional para as Minorias elaborou uma lista sobre as inúmeras dificuldades com que se defronta a população destes campos e deu conta disso ao Governo central de Nova Deli. O relatório indicava que não havia qualquer infra-estrutura de base, como acesso a água potável, esgotos, escolas, centros de cuidados de emergência e estradas de acesso.

    Os relatores sublinhavam ainda que as autoridades locais nada tinham feito para facilitar o regresso dos deslocados às suas moradias de origem. O inquérito acrescentava que esses refugiados se sentiam “frustrados” por não poderem ganhar as suas vidas e explicava que, antes dos distúrbios, grande parte deles eram comerciantes, artesãos ou empresários, cujos clientes “já não desejam utilizar os seus serviços”.

    O exame às casas revelou que vivem numa “pobreza abjecta”. O estudo relata, por fim, o clima de insegurança e hostilidade em que vivem os residentes, nomeadamente devido à intervenção da polícia (que, em 2002, deixou massacrar os muçulmanos sem intervir).

    Em Junho passado, uma comissão encarregue pelo Supremo Tribunal de estudar planos nacionais de distribuição de comida revelou que, das 4.545 famílias deslocadas do Gujarate, apenas 725 eram consideradas como estando abaixo do limiar de pobreza (podendo beneficiar de ajuda alimentar). Na verdade, todas se defrontam com uma situação económica desastrosa. A Comissão Nacional para as Minorias pediu ao secretário-geral do Gujarate, Sudhir Mankad, (que se reformou em Agosto de 2007), para prestar explicações sobre as condições de vida catastrófica dos refugiados, reveladas pela Comissão.

    Em Agosto de 2007, o Governo do Gujarate reconheceu, pela primeira vez, que 3.600 famílias deslocadas devido aos distúrbios de 2002 viviam ainda em 69 campos temporários. Para Gagan Sethi, administrador da ONG Jan Vikas, que se bate pela justiça social, esse gesto representa uma etapa significativa. Durante cinco anos, as mesmas autoridades não cessaram de negar, incluindo perante o Supremo Tribunal, a existência desses refugiados. Este reconhecimento oficial permite aos residentes fazerem ouvir as suas reivindicações.

    Após cinco anos de espera, e seguramente graças à persistência das suas queixas, a minoria muçulmana começa a ver evoluir a situação. A Administração Pública começou a fornecer cartões de racionamento às pessoas que vivem abaixo do limiar de pobreza. Ainda que seja uma evolução importante, Sethi sublinha que “nada tem sido feito para melhorar as infra-estruturas nos campos”. A comunidade não desiste, mas declara que não vai acreditar em novas promessas, a não ser quando se concretizarem nas suas aldeias."

    Deepa A - Jornal HIMAL

    domingo, 25 de novembro de 2007

    Ainda a pena de morte

    Pintura de Pinasello (1436-1438)

    Lista dos países que ainda têm pena de morte:

    Afeganistão
    Antigua e Barbuda
    Arábia Saudita
    Autoridade Palestiniana
    Bahamas
    Bangladesh
    Barbados
    Barém
    Belize
    Bielorrússia
    Botswana
    Burundi
    Camarões
    Cazaquistão
    Chade
    China
    Comores
    Congo (República Democrática)
    Coreia do Norte
    Coreia do Sul
    Cuba
    Egipto
    Emirados Árabes Unidos
    Estados Unidos da América
    Etiópia
    Guatemala
    Guiana
    Guiné Equatorial
    Guiné-Conakri
    Iémen
    Índia
    Indonésia
    Irão
    Iraque
    Jamaica
    Japão
    Jordânia
    Kuwait
    Lesoto
    Líbano
    Líbia
    Malásia
    Mongólia
    Nigéria
    Oman
    Paquistão
    Quatar
    República Dominicana
    Saint Christopher & Nevis
    Santa Lúcia
    São Vicente e as Granadinas
    Serra Leoa
    Singapura
    Síria
    Somália
    Sudão
    Tailândia
    Taiwan
    Tajiquistão
    Trinidade e Tobago
    Uganda
    Uzbequistão
    Vietname
    Zimbabué

    sábado, 24 de novembro de 2007

    Dança 1 - Morreu Maurice Béjart

















    O coreógrafo francês Maurice Béjart morreu esta quinta-feira aos 80 anos, na sequência de problemas cardio-respiratórios que determinaram a sua hospitalização a 16 de Novembro.

    Apesar da fragilidade da sua saúde, o coreógrafo encontrava-se a trabalhar na sua última peça, Tour du Monde en 80 minutes, com estreia marcada para Lausanne no dia 20 de Dezembro e digressão a Paris prevista para Fevereiro.

    Nascido em Marselha em Janeiro de 1927, Béjart (nome artístico) estreou-se em 1946, em Vichy, depois de ter aprendido dança clássica com Madame Egorova, Madame Rousanne et Léo Staats. A dança que ajudaria a revolucionar, ao longo da última metade do século XX, não foi, porém, a sua primeira escolha. Na verdade, o filho do filósofo Gaston Berger seguiu o caminho do pai e formou-se em Filosofia. Só depois, e por indicação médica, se dedicou à dança. Em 1960, fundou a companhia Ballet du XXe Siècle, em Bruxelas, um ano depois de ter apresentado uma encenação marcante da Sagração da Primavera.



    Radicado, desde 1987, na Suíça, onde fundou o Béjart Ballet Lausanne, o coreógrafo tornou-se um dos nomes mais importantes da dança contemporânea mundial e a sua companhia numa das mais prestigiadas. As opções por Bruxelas e pela Suíça só surgiram devido ao facto de nunca ter conseguido que lhe dessem um teatro no seu país. A Portugal, Béjart veio várias vezes, a última das quais em 2004. A mais marcante remonta a 1968, quando foi expulso pela PIDE pelo facto de ter pedido um minuto de silêncio pelas vítimas da guerra colonial, no início de um espectáculo que apresentou no Coliseu. Voltaria em 1974, já depois do 25 de Abril, e várias vezes depois.

    Fonte: Jornal Expresso de 24/11/2007