terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Taxa Tobin - Um texto de James Tobin de 1978

Ao longo dos últimos vinte anos, as prescrições dos economistas para a reforma do sistema monetário internacional tomaram diversas formas. A sua premissa comum era a de insatisfação com o regime Bretton Woods à medida que evoluía nos anos 50. Robert Triffin despertou o mundo para as contradições e instabilidades do sistema das paridades indexadas que se baseia nas dívidas da moeda de reserva, maioritariamente dólares, para corresponder às necessidades crescentes para as reservas oficiais. Triffin e os seus seguidores consideraram que a resposta era a internacionalização das reservas e ativos de reserva; a solução a que chegaram foi um banco central mundial. Outros diagnosticaram o problema não tanto em termos de liquidez mas de inadequação nos mecanismos de ajuste da balança de pagamentos no mundo atual. As inadequações eram especialmente evidentes sob o padrão de paridades fixas de câmbio do ouro quando, como nos anos 60, o centro de reservas de moeda entrou estruturalmente em défice crónico. Estes analistas procuraram “regras do jogo” melhores e mais simétricas para o ajuste relativo a países deficitários ou excedentários, normalmente incluindo mais flexibilidade na configuração das paridades cambiais, indexações baixas, e medidas semelhantes. Muitos economistas, dos quais Milton Friedman era um eloquente e persuasivo porta-voz, defendiam desde o início as taxas de câmbio flutuantes, determinadas em mercados privados sem intervenções oficiais.

Na íntegra aqui
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