segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Um novo paradigma energético?


O gás de xisto está a revolucionar o mundo da energia. Relações económicas, relações políticas e políticas internacionais podem vir a ser totalmente diferentes daqui a poucos anos. Um novo paradigma energético?

No México, o governo promove a fraturação hidráulica de forma imprudente e despreza as consequências ecológicas, entre as quais o aumento dos riscos sísmicos:

Pemex inició en febrero pasado la extracción de gas shale en Coahuila, 2.9 millones de pies cúbicos diarios, nada en comparación con los 680 billones de pies cúbicos diarios potenciales. Según la Secretaría de Energía, las reservas mexicanas de este combustible son once veces mayores que las de gas natural y su explotación podría atraer hasta 10 mil millones de dólares anuales. Los yacimientos se localizan en Chihuahua, Coahuila y Tamaulipas a lo largo de la frontera con Texas y en diversos sitios de Veracruz. Hay diez pozos de evaluación en los planes de Pemex.

Quando já não precisarem do petróleo dos estados do Golfo, os Estados Unidos talvez deixem de fazer de polícias da região. O que não será, necessariamente, uma boa notícia para a China:


A bridge is being built between the Far East and the Middle East that could change the world of oil.

Nos Estados Unidos, o boom do gás de xisto está a ser acompanhado por um renascimento industrial. Por todo o país, fábricas, petroquímicas e siderurgias relançam as suas atividades, tirando partido de uma fonte de energia abundante e barata:

The shale gas revolution is firing up an old-fashioned American industrial revival, breathing life into businesses such as petrochemicals and glass, steel and toys.

Na Rússia, alerta vermelho para a Gazprom; ao fazer cair os preços do gás natural no mercado europeu, a revolução do gás de xisto desarticula por completo a estratégia a longo prazo do gigante russo do gás:

Sur le marché international du gaz, cela fait cinq ans qu’il est question de “révolution du schiste”. Depuis l’an 2000, les Etats-Unis ont accru de façon spectaculaire leurs extractions de gaz non conventionnel. Même si cela ne représente pas encore un énorme volume à l’échelle mondiale, le phénomène est susceptible de transformer le secteur et d’avoir une influence non négligeable sur la Russie. Pourtant, Gazprom, le premier producteur de gaz de la planète et la plus importante société de notre pays, n’avait jusqu’à présent que mépris pour le gaz de schiste, et, pire, avait convaincu le pouvoir.

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