domingo, 5 de maio de 2013

Psico ou sociopatas?



Psicopata, a rigor designa um indivíduo, clinicamente perverso que tem personalidade psicopática.


Na Classificação Internacional de Doenças, este transtorno é chamado de Transtorno de Personalidade Dissocial (Código: F60.2). Na população em geral, as taxas dos transtornos de personalidade podem variar de 0,5% a 3%, subindo para 45-66% entre presidiários. Transtorno de personalidade caracterizado por um desprezo das obrigações sociais, falta de empatia para com os outros. Há um desvio considerável entre o comportamento e as normas sociais estabelecidas. O comportamento não é facilmente modificado pelas experiências adversas, inclusive pelas punições. Existe uma baixa tolerância à frustração e um baixo limiar de descarga da agressividade, inclusive da violência. Existe uma tendência a culpar os outros ou a fornecer racionalizações plausíveis para explicar um comportamento que leva o sujeito a entrar em conflito com a sociedade.

Embora popularmente a psicopatia seja conhecida como tal, ou como "sociopatia", cientificamente, a doença é denominada como sinónimo do diagnóstico do transtorno de personalidade antissocial.


Muitas vezes, ao ler os jornais ou a ver televisão, concluímos que, muitas destas pessoas, tiveram problemas na infância ou na adolescência:

Embora alguns indivíduos com psicopatia mais branda não tenham tido um histórico traumático, o transtorno - principalmente nos casos mais graves, tais como sádicos e serial killers - parece estar associado à mistura de três principais fatores: disfunções cerebrais/biológicas ou traumas neurológicos, predisposição genética e traumas sociopsicológicos na infância (ex, abuso emocional, sexual, físico, negligência, violência, conflitos e separação dos pais etc.). Todo indivíduo antissocial possui, no mínimo, um desses componentes no histórico de sua vida. Entretanto, nem toda pessoa que sofreu algum tipo de abuso ou perda na infância tornar-se-a um psicopata sem ter uma certa influência genética ou distúrbio cerebral; assim como é inadmissível afirmar que todo indivíduo com pré disposição genética se tornará psicopata apenas por essa característica. Portanto, a junção dos três fatores torna-se essencial; há de se considerar desde a genética, traumas psicológicos e disfunções no cérebro (especialmente no lobo frontal e sistema límbico).

Assim, coloca-se um grave problema para descrever Pedro Passos Coelho ou Vítor Gaspar.
Não há notícia de traumas na infância ou na adolescência. Até parece que tiveram uma vida perfeitamente normal.

Ora, torna-se assim indispensável apurar factos que possam esclarecer a justiça no dia em que estes indivíduos forem julgados. Porque só podem vir a ser julgados um dia.

Ou foram abusados em criança, ou têm problemas genéticos e, quem sabe, possam ser considerados inimputáveis, ou são meros criminosos que devem ir para a cadeia.

A História dirá!
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