domingo, 21 de julho de 2013

Cavaco continua a falar de agricultura


Tal como era de esperar, a comunicação ao país de Cavaco Silva falou de agricultura. Uma continuação do discurso do 10 de junho: as sementes que foram semeadas nestes dias de conversações entre os 3 partidos do "arco governamental" (seja lá isso o que for) vão dar frutos no futuro.

Não ficámos a saber é quando é a colheita.

Mas, mais importante ainda, ficámos a saber que o governo vai apresentar uma moção de confiança ao parlamento. Importante este anúncio no sentido em que passámos a interrogar-nos, mais uma vez, quem é o 1º ministro. Há duas semanas, ficou-nos a dúvida entre Passos Coelho e Paulo Portas; agora há mais um peão no xadrez do pântano - Cavaco. O país fica a saber, sem o governo o anunciar, que vai haver uma moção de confiança.

A minha interpretação é que essa moção vai configurar a remodelação do governo de acordo com o anúncio feito anteriormente: Cavaco delega em Paulo Portas e no CDS (partido que tem 12% de votantes) o seu governo de iniciativa presidencial.

Portanto, para o "PR" (entre aspas de propósito) a democracia continua a ser uma chatice. Essa coisa de haver eleições não é para nós, que somos "um país médio". Deve ser para os que têm mais de 100.000 Km.

Estamos no momento de criar a resistência de quem se encontra em protetorado (CDS dixit).

Estamos no momento de impedir que os "colaboracionistas" mandem no país.

Estamos no momento dos portugueses saírem da letargia em que se encontram enquanto não morrem de fome; a partir daí...
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