Ideia: representação mental; representação abstrata e geral de um objeto ou relação; conceito; juízo; noção; imagem; opinião; maneira de ver; visão; visão aproximada; plano; projeto; intenção; invenção; expediente; lembrança. Dicionário de Língua Portuguesa da Texto Editora
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quinta-feira, 24 de abril de 2014
Amanhã ao Carmo às 11 horas
A Direcção da Associação 25 de Abril informa que decidiu levar a efeito uma evocação a Salgueiro Maia, nela personificando a homenagem a todos os militares de Abril, no Largo do Carmo, no dia 25 de Abril às 11.00, evento para o qual desafia toda a população.
Mais informa que, nessa circunstância, o Presidente da Direcção da A25A proferirá uma intervenção de fundo na linha da que seria feita na sessão solene na Assembleia da República.
Após esse tributo, será organizada uma romagem ao edifício onde funcionava a PIDE/DGS, na Rua António Maria Cardoso, para evocação da memória dos cidadãos ali assassinados no fim da tarde de 25 de Abril.
Todos ao largo do Carmo às 11h00 de dia 25 de Abril
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domingo, 29 de dezembro de 2013
Villas
José Luís Villalobos Filipe, Villas, foi um militar de abril. Piloto de helicópteros. Um homem doce, sempre com um sorriso, um amigo. Foi fundador da Associação 25 de abril e do movimento Não apaguem a memória! onde o conheci. Fiquei muito triste com a sua morte. E, o que é mais importante: eu gostava muito dele e ele de mim.
Até sempre Villas! Ficas no meu coração e na minha memória. Foi um privilégio ter-te conhecido.
Comunicado da Associação 25 de abril:
É com enorme pesar que comunico o falecimento do coronel da Força Aérea, piloto aviador, José Luís VILLALOBOS Filipe, militar de Abril da primeira e de todas as horas. Sócio fundador da Associação 25 de Abril, onde desempenhou vários cargos directivos, nomeadamente o de vice-presidente da Direcção, o Villalobos foi um extraordinário e permanente militante dos valores de Abril.
Mestre em Economia, desempenhou várias actividades nessa área, nomeadamente junto das autarquias, o que, contudo, nunca o levou a descurar a acção junto das escolas, que privilegiava nas suas preocupações de militar e militante de Abril.
A Associação 25 de Abril perde assim um dos seus melhores, Portugal fica mais pobre com o falecimento de um Homem bom, digno, humilde, patriota e progressista.
Por nós, seus camaradas e companheiros de Abril, temos de tentar ser dignos da sua acção.
Recordamo-lo, com as palavras por ele proferidas no passado dia 25 de Abril de 2013, quando no Rossio, nos representou e aí encerrou as Comemorações Populares desse ano: "Portugal chegou a uma nova encruzilhada da sua História e, como em todas as outras, terá de ser o seu Povo a encontrar em si a vontade e a energia para a ultrapassar, na certeza de que a austeridade não contribui para amortização da dívida, antes a agrava." e "É imperioso que todas as forças se unam patrioticamnete, para, todos juntos, vencermos esta crise."
E, como ele o fez no fim da sua intervenção, citamos Ary dos Santos: "Isto vai meus amigos. Isto vai!"
Até sempre, caro Villas, um grande abraço amigo do
Vasco Lourenço
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
"Abril não Desarma" - Manifesto da Associação 25 de abril
Há 38 anos, os Militares de Abril pegaram em armas para libertar o Povo da ditadura e da opressão e criar condições para a superação da crise que então se vivia.Fizeram-no na convicta certeza de que assumiam o papel que os Portugueses esperavam de si.
Cumpridos os compromissos assumidos e finda a sua intervenção directa nos assuntos políticos da nação, a esmagadora maioria integrou-se na Associação 25 de Abril, dela fazendo depositária primeira do seu espírito libertador.
Hoje, não abdicando da nossa condição de cidadãos livres, conscientes das obrigações patrióticas que a nossa condição de Militares de Abril nos impõe, sentimos o dever de tomar uma posição cívica e política no quadro da Constituição da República Portuguesa, face à actual crise nacional.
A nossa ética e a moral que muito prezamos, assim no-lo impõem!
Fazemo-lo como cidadãos de corpo inteiro, integrados na associação cívica e cultural que fundámos e que, felizmente, seguiu o seu caminho de integração plena na sociedade portuguesa.
Porque consideramos que:
■ Portugal não tem sido respeitado entre iguais, na construção institucional comum, a União Europeia.
■ Portugal é tratado com arrogância por poderes externos, o que os nossos governantes aceitam sem protesto e com a auto-satisfação dos subservientes.
■ O nosso estatuto real é hoje o de um “protectorado”, com dirigentes sem capacidade autónoma de decisão nos nossos destinos.
■ O contrato social estabelecido na Constituição da República Portuguesa foi rompido pelo poder. As medidas e sacrifícios impostos aos cidadãos portugueses ultrapassaram os limites do suportável. Condições inaceitáveis de segurança e bem-estar social atingem a dignidade da pessoa humana.
■ Sem uma justiça capaz, com dirigentes políticos para quem a ética é palavra vã, Portugal é já o país da União Europeia com maiores desigualdades sociais.
■ O rumo político seguido protege os privilégios, agrava a pobreza e a exclusão social, desvaloriza o trabalho.
Entendemos ser oportuno tomar uma posição clara contra a iniquidade, o medo e o conformismo que se estão a instalar na nossa sociedade e proclamar bem alto, perante os Portugueses, que:
- A linha política seguida pelo actual poder político deixou de reflectir o regime democrático herdeiro do 25 de Abril configurado na Constituição da República Portuguesa;
- O poder político que actualmente governa Portugal, configura um outro ciclo político que está contra o 25 de Abril, os seus ideais e os seus valores;
Em conformidade, a A25A anuncia que:
- Não participará nos actos oficiais nacionais evocativos do 38.º aniversário do 25 de Abril;
- Participará nas Comemorações Populares e outros actos locais de celebração do 25 de Abril;
- Continuará a evocar e a comemorar o 25 de Abril numa perspectiva de festa pela acção libertadora e numa perspectiva de luta pela realização dos seus ideais, tendo em consideração a autonomia de decisão e escolha dos cidadãos, nas suas múltiplas expressões.
Porque continuamos a acreditar na democracia, porque continuamos a considerar que os problemas da democracia se resolvem com mais democracia, esclarecemos que a nossa atitude não visa as Instituições de soberania democráticas, não pretendendo confundi-las com os que são seus titulares e exercem o poder.
Também por isso, a Associação 25 de Abril e, especificamente, os Militares de Abril, proclamam que, hoje como ontem, não pretendem assumir qualquer protagonismo político, que só cabe ao Povo português na sua diversidade e múltiplas formas de expressão.
Nesse mesmo sentido, declaramos ter plena consciência da importância da instituição militar, como recurso derradeiro nas encruzilhadas decisivas da História do nosso Portugal. Por isso, declaramos a nossa confiança em que a mesma saberá manter-se firme, em defesa do seu País e do seu Povo. Por isso, aqui manifestamos também o nosso respeito pela instituição militar e o nosso empenhamento pela sua dignificação e prestígio público da sua missão patriótica.
Neste momento difícil para Portugal, queremos, pois:
1. Reafirmar a nossa convicção quanto à vitória futura, mesmo que sofrida, dos valores de Abril no quadro de uma alternativa política, económica, social e cultural que corresponda aos anseios profundos do Povo português e à consolidação e perenidade da Pátria portuguesa.
2. Apelar ao Povo português e a todas as suas expressões organizadas para que se mobilizem e ajam, em unidade patriótica, para salvar Portugal, a liberdade, a democracia.
Viva Portugal!
Associação 25 de abril.
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