Ideia: representação mental; representação abstrata e geral de um objeto ou relação; conceito; juízo; noção; imagem; opinião; maneira de ver; visão; visão aproximada; plano; projeto; intenção; invenção; expediente; lembrança. Dicionário de Língua Portuguesa da Texto Editora
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domingo, 24 de janeiro de 2016
O meu candidato não passou à 2ª volta. Estou triste.
O meu candidato não passou à 2ª volta. Estou triste.
Mas não quero deixar de deixar aqui a minha opinião sobre estas eleições:
Em 1º lugar dizer que a abstenção de 49% envergonha a democracia mais uma vez. Não sendo o voto obrigatório e, portanto, o não voto um direito, não quero deixar de dizer que quem não exerce o seu dever de voto não é um cidadão completo.
Em 2º lugar dizer que o meu candidato, Sampaio da Nóvoa, teve uma prestação relevante e muito importante para a mudança de paradigma relativamente ao cargo de Presidente da República; está demonstrado que é possível um cidadão independente vir a ser Presidente. Espero ver esse dia com um bom candidato. Foi uma honra ter sido voluntária nesta candidatura.
Em 3º lugar. uma palavra para a minha querida Marisa Matias: uma mulher de combate e de causas; demonstrou que ser jovem, credível, honesta e frontal são qualidades a que os portugueses são sensíveis. Continua Marisa.
Em 4º lugar, não posso deixar de falar de Maria de Belém e Edgar Silva: o PCP tem que repensar a sua estratégia autista que põe à frente dos interesses do país os interesses do partido; Maria de Belém é a prova de que o cheiro a bafio não agrada aos cidadãos, nem tão pouco as manobras partidárias de bastidores.
Em 5º lugar, dou os parabéns a Marcelo Rebelo de Sousa: espero que me venha a cortar o cabelo e a engraxar os meus sapatos.
Finalmente, bye bye Cavaco: uma grande alegria partilhada, tenho a certeza, por milhões de portugueses.
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
Voto Sampaio da Nóvoa

A primeira vez que ouvi Sampaio da Nóvoa foi a 10 de junho de 2012 num discurso memorável.
A segunda vez foi a 31 de maio de 2013 na Aula Magna noutro discurso memorável.
No próprio dia pensei que este homem devia ser Presidente da República:
- A força das ideias, do discurso, da esperança transmitida seria aquilo de que os portugueses precisavam para se erguerem da humilhação que estavam a viver e que continuaram a viver.
Hoje continuo a pensar o mesmo. Desde que apresentou a sua candidatura que decidi apoiá-lo e, ao longo destes meses, consolidei a minha opção.
Sampaio da Nóvoa é, neste momento, o único candidato que pode passar à 2ª volta e concorrer com Marcelo Rebelo de Sousa – o candidato da austeridade e da continuidade de Cavaco Silva.
Para além disso, demonstrou na campanha a cultura, inteligência e idoneidade que lhe reconheci desde o início.
As palavras podem ser só palavras. Mas também podem ser a força das ideias.
Neste caso, as palavras são de esperança, de força.
Voto Sampaio da Nóvoa!
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Afinal porque é que não se deve acreditar nas sondagens?
Republico hoje o post de 22/9 sobre sondagens com uma atualização:
As duas sondagens que foram publicadas há pouco sobre as eleições presidenciais são bem ilustrativas:
SIC/Expresso:
RTP/U. Católica:
Alguém nota a diferença?
A 2ª volta pode estar aí!
A manipulação de sondagens é um facto indiscutível em todos os países: basta lembrar que 2 dias antes das eleições gregas as sondagens davam um empate técnico entre o Syriza e a Nova Democracia; o resultado está à vista.
Mas afinal o que são sondagens? Este artigo é importante para esclarecer alguma coisa deste mistério:
Sendo as eleições um dos pilares dos regimes democráticos é importante que um instrumento com tal poder de influência seja conhecido dos cidadãos, sob pena de poder ser usado para instrumentalizar a sua vontade e desvirtuar um processo essencial para a estabilidade da vida política. Nesta perspectiva, saber ler os resultados de uma sondagem é uma competência fundamental numa sociedade democrática.
Em 2011 as sondagens deixaram muito a desejar. Este exemplo é ilustrador:
Nas sondagens relativas às eleições de 2015 é extraordinária a manipulação feita pela televisão do estado: hoje adiantaram que é possível a PàF ter maioria absoluta. O Expresso e a SIC, por seu lado, têm uma sondagem que dá mais 0,5% ao PS.
Alguém percebe?
Eu percebo. Trabalhei durante 8 anos num departamento de uma empresa que fazia estudos de opinião. Tudo é possível!
Importante é a amostra e a forma de contacto. Será natural que em pleno século XXI o contacto seja o telefone fixo? Quantos jovens ficam de fora? Há em Portugal mais de 10 milhões de telemóveis e as listas telefónicas quase parecem, hoje em dia, um pequeno caderno de apontamentos.
Importante é a amostra e a forma de contacto. Será natural que em pleno século XXI o contacto seja o telefone fixo? Quantos jovens ficam de fora? Há em Portugal mais de 10 milhões de telemóveis e as listas telefónicas quase parecem, hoje em dia, um pequeno caderno de apontamentos.
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domingo, 17 de janeiro de 2016
"PARA UM NOVO TEMPO, POR UM NOVO TEMPO"
Escrever PARA UM NOVO TEMPO, que é também escrever por um novo tempo, é um projecto colectivo de escrita em torno da candidatura de Sampaio da Nóvoa à Presidência da República. Na pluralidade de vozes, de sensibilidades, de estilos, e até de materiais a publicar. queremos criar um debate de ideias que enriqueça este percurso.
Valorizando a sua capacidade de provocar, de desafiar, de partilhar.
A equipa inicial, conta com António Ângelo Vasconcelos, António Loja Neves, Amadeu Basto Lima, Luísa Branco Vicente, Carlos Alberto Augusto, Catarina Alves Costa, Carla Baptista, Carlos Vieira de Almeida, Carlos Fragateiro, Fernando Mora Ramos, Gustavo Cardoso, Joana Lobo Antunes, Jorge Ramos do Ó, Joaquim Paulo Nogueira, Margarida Paredes, Paula Cabeçadas, Pedro Sena Nunes, Rui Vieira Nery, Rui Nunes, Rui tavares, Rui Zink, Tomás Vasques, Vasco Pimentel e Vítor Belanciano.
Acompanhe aqui.
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
O que é que direita tem contra Marcelo? - "Tenhamos piedade de Marcelo" - Henrique Raposo
A direita não gosta de Marcelo Rebelo de Sousa. Não quer dizer que, no final, não vá votar nele. Mas esta direita radical está zangada com o candidato.
No blogue A Estátua de Sal foi transcrito o artigo de Henrique Raposo de 09/01 no Expresso. Por respeito ao "dono" do blogue, transcrevo a totalidade do post:
(Nota Introdutória – Nunca imaginei que alguma vez iria publicar um texto de um dos mais radicais plumitivos da Direita que opina com regularidade no espaço público, a saber, Henrique Raposo. Mas, perdoem-me os que me leem e seguem, não resisti. É que o escriba, tem jeito e o retrato que faz de Marcelo é arrasador. E mais, é insuspeito por vir de quem vêm. Provavelmente retrata aquilo que alguns sectores de Direita pensam de Marcelo. Contudo, eles são pragmáticos. No dia das eleições lá colocarão a cruz. E talvez nem precisem de tapar os olhos e engolir sapos como tiveram os comunistas que fazer em 1986 quando votaram em Mário Soares contra Freitas do Amaral a conselho do próprio Álvaro Cunhal. – Estátua de Sal, 09/01/2016)
Marcelo Rebelo de Sousa costumava passar o Ano Novo no Brasil com o amigo Ricardo Salgado. Contudo, Marcelo não apanhava sol à beira da piscina ou mar. Não queria chegar ao Portugal invernoso com um brutal bronzeado, porque achava que o público da TVI iria ficar enraivecido com aquele sinal de riqueza. Este episódio (descrito há tempos por Pedro Santos Guerreiro) diz-nos quase tudo sobre a cobardia intrínseca desta personagem. Um homem que recusa apanhar sol no Brasil só porque isso pode parecer mal ao povo é uma pessoa tão calculista que não pode merecer confiança. Há qualquer coisa de Dâmaso Salcede em Marcelo. É uma cabeça pequenina, escorregadia, que sobrevive pela lisonja. O curioso é que, ao contrário do Salcede original, a cópia marcelista tem boa imprensa. Porquê? Nasceu no topo social de Lisboa. Se passassem férias no Brasil com um amigo banqueiro, Passos, Cavaco ou Seguro nem sequer teriam arrancado como políticos, teriam sido destruídos à nascença. E, se tivessem protagonizado a cómica cena brasileira (recusar apanhar sol), seriam ridicularizados todos os dias. Marcelo pode quase tudo, porque é do círculo social certo. Passos, Cavaco e Seguro não podem quase nada, porque vêm de sítios com marquises.
A questão Ricardo Salgado vai muito além deste episódio brasileiro. Durante um ano, o Marcelo-comentador falou sobre o caso BES como se o Marcelo-cidadão não fosse amigo de Salgado e como se a sua companheira ou ex-companheira não fizesse parte da administração do banco. Debaixo do silêncio crítico do tal meio lisboeta, Marcelo pôde assim defender as posições do amigo Ricardo como se fosse um agente neutral e arbitral, como se fosse um anjo caído dos céus. Ora, perante o descalabro do BES, Marcelo só tinha uma saída transparente: recusar comentar o caso. No entanto, o “professor” nunca mostrou esse respeito pelos espectadores e pela ideia de espaço público. O que não surpreende. Durante as últimas décadas, Marcelo foi o grande mordomo do regime e um dos responsáveis pela ausência de debate sério sobre os problemas de Portugal. Sim, Henrique Neto tem razão quando acusa Marcelo de ser um dos co-responsáveis pela situação do país. O ex-discípulo de Marcello Caetano foi o idiota útil dos donos do sistema, o fala-barato que encheu o ar com pólvora seca. Alguém se lembra de uma crítica forte de Marcelo aos Salgados e aos Sócrates? Nos milhares de horas gravadas por Marcelo, alguém consegue sacar uma ideia, uma causa, um projeto?
Esta falta de transparência está relacionada com a sua tibieza intrínseca, que está a ficar claríssima nesta campanha eleitoral. Marcelo não acredita em nada. É uma máquina discursiva sem nada lá dentro. E chega a ser patético ou até comovente, diga-se, a forma como ele procura agradar a toda a gente. Por exemplo, disse a Marisa Matias que não iria tocar na lei do aborto, mas, se tivesse pela frente um candidato católico a lutar pelo “não”, Marcelo teria dito o exato contrário ou, pelo menos, teria dito que é necessário mudar a lei (recorde-se que Marcelo defendeu o “não” há dez anos). Já senti repulsa por Marcelo, mas confesso que agora só sinto pena.
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quarta-feira, 29 de abril de 2015
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