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terça-feira, 17 de julho de 2018

Para um homem bom



Pedra filosofal

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,

como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho alacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.


ATÉ SEMPRE JOÃO!

terça-feira, 18 de março de 2014

Medeiros Ferreira


Historiador, político, anti fascista. Morreu um homem coerente. Nos últimos tempos, Medeiros Ferreira andava por aí a combater o governo.

domingo, 7 de julho de 2013

A não política


Irrevogável: 

latim irrevocabilis, -e)

adj. 2 g.
1. Que não se pode revogar.
2. Definitivo.
3. Que não torna atrás.


Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

Aquilo a que se está a assistir relativamente à coligação PSD/CDS-PP é um ato de descrédito relativamente à política e aos políticos e um ato criminoso contra o país.

A política em si é uma atividade nobre. Aqueles que fazem política são, teoricamente, cidadãos que põem acima dos seus interesses pessoais os interesses da nação e do país. Já houve políticos assim em Portugal. E não precisamos de ir muito longe em anos. Não é preciso o século XIX ou o início do século XX (Bernardino Machado, Manuel de Arriaga, Fontes Pereira de Melo, Teófilo Braga, José Relvas, José Mendes Cabeçadas Jr.), podemos vislumbrar o pós 25 de abril em que muitos homens e mulheres não deixaram de ser verdadeiros políticos; com ideologia, com desinteresse, com elevação (Álvaro Cunhal, Freitas do Amaral, Sá-Carneiro, Adriano Moreira, Maria de Lurdes Pintasilgo, etc. e, mais tarde, Miguel Portas, Francisco Louçã, Ana Drago, Jerónimo de Sousa, Luís Sá, etc.). Gente com palavra, coerente, independentemente de concordarmos ou não com as suas ideias.

Hoje, aquilo a que se assiste com esta coligação e com estes "políticos" é a não política. É o vale tudo para se manterem interesses próprios, de família, de negócio.

Chegámos ao fundo do poço da indecência.

O acordo a que o PSD e o CDS-PP chegaram neste fim de semana é o fim da credibilidade da política enquanto atividade credível.

O que aí vem ninguém sabe. Uma coisa é certa: o descrédito passou a ser o paradigma.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Francisco Lucas Pires, da classe dos Políticos em extinção - (m. 22/05/1988)


Portugal já teve políticos. Há, ainda, um ou dois vivos. Ao que se chama hoje políticos... bem! são uma caricatura. Este foi um dos grandes. Não era da minha área política, mas tinha classe, cultura, sabia discutir. 

Francisco Lucas Pires

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Assim vai a Europa! - "Hollande must heed lessons of Louis XVI"


French leader may come to be seen as the victim of a revolt against modern elites, says Dominique Moïsi.

François Hollande may have had François Mitterrand as his role model – a Machiavellian operator. One might have wished he would be a French Gerhard Schroeder – a tough reformer. But, in the wake of the Cahuzac scandal, France’s president looks ever more like a modern Louis XVI – the king guillotined by revolutionaries.

Na íntegra aqui.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Quem foi Margaret Thatcher?


Nasceu a 13 de outubro de 1925.

Depois de uma carreira política em que percorreu o Parlamento, o Ministério da Educação, líder da oposição, chegou a 1ª ministra em 1979.

Ficou célebre por reduzir e aumentar a inflação, pela redução da produção industrial inglesa e o aumento do desemprego, privatizar os principais setores económicos, reduzir os serviços sociais e, na prática, abolir o salário mínimo nacional.

Enfrentou a maior greve de sempre dos mineiros ingleses com uma das maiores repressões de que há memória.

Os argentinos não a vão esquecer graças à guerra das Malvinas.

Considerava Nelson Mendela um terrorista.

Deixou morrer à fome Bobby Sands.

Morreu hoje.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

"Francisco Louçã comunica fim de mandato de deputado" - vídeo

 
Nesta declaração, Francisco Louçã salienta que continuará na vida política "com os mesmos valores e com a mesma dedicação ao Bloco", frisando ainda: "saio exatamente como entrei, com a minha profissão, sem qualquer subsídio e sem qualquer reforma".