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domingo, 28 de maio de 2017

Lettre de Jean Moulin à sa famille


Voici l’une des dernières lettres écrites par le préfet d’Eure-et-Loir, Jean Moulin, avant la capitulation du gouvernement de Pétain suite à l’invasion allemande lors de la Seconde Guerre mondiale. Révoqué dès la fin de l’année 1940, Jean Moulin entre vite dans la clandestinité et se rapproche de la résistance gaullienne. La lettre suivante, adressée à sa mère et sa sœur Laure, paraît terrible lorsque l’on connaît la fin de l’histoire : arrêté dans la banlieue lyonnaise en juin 1943, Jean Moulin est torturé par le chef de la Gestapo. Il meurt de ses blessures. Après la guerre, Jean Moulin est reconnu pour sa conduite héroïque et entre au Panthéon.

Bien chère Maman,
Bien chère Laure,

Je vous ai peu donné de mes nouvelles ces derniers jours. La faute en est aux événements tragiques que j’ai vécus. J’ai vu bien des misères humaines. Mon réconfort a été de voir bien des dévouements obscurs, des dévouements que tout le monde ignorera toujours, hormis quelques spectateurs.

Mon pauvre département est mutilé et saignant de toute part. Rien n’a été épargné à la population civile.

Quand vous recevrez cette lettre, j’aurai sans doute rempli mon dernier devoir. Sur ordre du gouvernement, j’aurais reçu les Allemands au chef-lieu de mon département et je serai prisonnier.

Je suis sûr que notre victoire prochaine — grâce à un sursaut d’indignation du reste du monde et à l’héroïsme de nos soldats, qui valent mieux que l’usage que l’on en a fait — viendra me délivrer.

Je ne savais pas que c’était si simple de faire notre devoir quand on est en danger.

Je pense à vous de tout mon cœur.

Jean

Si les Allemands me faisaient dire des choses contraires à l’honneur, vous savez déjà que cela n’est pas vrai.

terça-feira, 16 de maio de 2017

16 de maio de 1943 - Levante no Gueto de Varsóvia


Em 19 de abril de 1943 , reunindo comunistas, sionistas e socialistas judeus, começava no Gueto de Varsóvia a primeira revolta armada desencadeada por civis no interior da Europa ocupada pelos nazistas.  A ação durou até 16 de maio.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

“A resistência improvável, a ocupação impossível” - Reportagem na Palestina, por Renato Teixeira


São semanas confusas as que se vivem, por estes dias, no Médio Oriente, um território que tem pago caro as aventuras das potências que aí jogam, sem nenhum pudor, os seus interesses, à custa de elementares direitos humanos. Aqui todos sabem bem que ao aumento da confusão corresponde mais sangue derramado, sempre por aqueles que menos condições têm para se defender. O povo palestiniano vive desde o início da Nakba – tragédia; expulsão e extermínio dos palestinianos para a fundação e aprofundamento do Estado de Israel – uma violência sem paralelo, numa desproporção obscena relativamente a quem é vítima e agressor, levada a cabo por um projecto colonial já com 70 anos, e que se transformou numa das feridas que mantém todo o Médio Oriente em carne viva. Os palestinianos defendem-se levando a revolta a todas as esferas da vida onde o colonialismo israelita, sem memória e sem misericórdia, avança. Para embaraço dos poucos judeus que se mantêm verticais contra o que Israel tem feito, a verdade é que a sua estrutura política e militar sempre preferiu aprofundar a ocupação a partir o relatório do general das SS, Jürgen Stroop, que comandou a destruição do Gueto de Varsóvia, do que das teorias socialistas dos que alimentaram a ilusão de era possível construir uma sociedade justa por dentro do contexto de uma ocupação, numa coexistência que não implicasse a transformação do dia-a-dia dos palestinianos num pesadelo, como se veio a verificar. A mais violenta ocupação que sobra ao colonialismo enfrenta a mais abnegada das resistências, pelo que fica evidente que a revolta só terá fim quando terminarem as razões que a alimentam.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Livro Recomendado - "O Meu Testemunho perante o Mundo"


Publicada pela primeira vez nos EUA em 1944, esta obra fazia também parte da missão de denúncia e apelo a que o autor se propusera. Jan Karski, membro da resistência polaca, foi nesse ano o mensageiro do povo polaco junto do seu governo no exílio, o mensageiro dos judeus perante o mundo e o homem que alertou para o genocídio judaico, que ele mesmo presenciara, quando ainda era possível detê-lo. Além dos documentos e relatórios que deveria entregar ao seu governo no exílio e aos aliados, conseguiu ainda entregar ao presidente Roosevelt documentos relatando o que vira no Gueto de Varsóvia e no campo de concentração de Izbica Lubelska, os quais fazem também parte desta obra. Apesar de inicialmente ter sido um bestseller, a obra foi acolhida com alguma frieza pelas autoridades ocidentais e acabou por cair no esquecimento; o mundo não estava então preparado para os relatos de Karski, e o reconhecimento surgiu tardiamente. Obra capital de um Justo entre as Nações, proibiu e proíbe, em definitivo, as palavras «Não sabíamos».

Jan Karski

terça-feira, 9 de abril de 2013

José Luis Sampredo - m. 09/04/2013


Carta de José Luis Sampredo ao Movimento 15M a 14/03/2011:

Queridos amigos:

Ante la imposibilidad de asistir a vuestra convocatoria, deseo con estas líneas manifestar mi adhesión a la iniciativa ¡Democracia real ya! Naturalmente interpretando la palabra “real” como adjetivo referido a realidad y no a realeza.

Hace unos meses me uní a Stéphan Hessel prologando su panfleto Indignaos. Era un llamamiento a no aceptar sin más la tiranía del poder financiero y el abandono de los valores que encarnaba nuestra civilización (Europa). Poco después, Rosa María Artal tomó el relevo y bajo el título Reacciona nos invitó a unos cuantos estudiosos a profundizar en las razones para actuar frente a la crisis económica, política y social del sistema.

Ahora es vuestro turno, mucho más importante. Me ilusiona ver que los receptores del mensaje, muy certeramente, habéis comprendido que no basta con indignarse, que es necesario convertir la indignación en resistencia y dar un paso más. El momento histórico impone la acción, la movilización, la protesta, la rebelión pacífica. El llamamiento a indignarse no debe quedarse en un best-seller fácilmente digerible por el sistema y así lo estáis demostrando con esta convocatoria.

Por eso me adhiero a vuestras reivindicaciones, hago mío el manifiesto, me solidarizo y deseo un clamoroso 15-M. Pero sobre todo, os animo a avanzar en la lucha hacia una vida más humana. Los medios oficiales no se van a volcar con vosotros y encontraréis muchos obstáculos en el camino, pero está en juego vuestro futuro. El 15 de mayo ha de ser algo más que un oasis en el desierto; ha de ser el inicio de una ardua lucha hasta lograr que, efectivamente, ni seamos ni nos tomen por “mercancía en manos de políticos y banqueros”. Digamos NO a la tiranía financiera y sus consecuencias devastadoras.

José Luis Sampedro