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quinta-feira, 3 de maio de 2018

1968 - Paris


A 3 de maio de 1968, o reitor da Sorbonne, em Paris, chama a polícia para interromper uma assembleia estudantil e expulsar os estudantes. As manifestações ampliam-se, centenas de estudantes são presos e surgem as primeiras barricadas.

segunda-feira, 3 de março de 2014

"I hate! On war in Ukraine"


Writing from a critical position is not something to be widely appreciated in turmoil times. For some hysterical idiots I’ve succumbed to the fascists, for others–betrayed the Fatherland. Time is now precious and to be used efficiently. This is why I respond to all in a single post.

I hate the Euroidiots who started all this because of their little ticks and cultural chauvinism.

I hate the bastard who clung to power despite dozens of deaths and who now wants to return to the country on foreign tanks.

I hate the former opposition, who became today’s authorities, and who found nothing better than to “save the Ukrainian language” [by restricting Russian], populate the government with fascists, and promise unpopular social measures.

I hate Crimean authorities, who are so afraid for their places that they would happily serve as the doormat of an occupying administration.

I hate the tyrant in the Kremlin, who needs a little victorious war to strengthen the rouble and his own, almost unlimited power.

I hate all these “deeply concerned” EU and US bureaucrats, which introduce sanctions only when the government is all but toppled and give aid under conditions resembling daylight robbery.

I hate Ukrainian and Russian fascists, who cannot get used to the reality of a multicultural and multilingual country, and are ready to destroy it.

I hate myself and other leftists for spending most of our time in mutual recriminations rather than the building of a powerful political organization. Divided, we could influence little the Maidan or the anti-Maidan. Part of the blame lies with us.I hate those “liberals,” who were ready to cover for and never distanced themselves from the the fascists present on the Maidan to give a chance for truly all-Ukrainian democratic movement rather than pushing the country to a Civil War.

But I am for the world peace. I send these flowers from Wallonia. Snowdrops against the background of green leaves from last year. I hope this is not the last time we see them. I just returned to my divided country and pray that all it will all end with a Second Crimean rather than Third World War. Because this war won’t grow into a world revolution (the chances for that are much less than 100 years ago) but in a nuclear holocaust.

Russian comrades, go to the central squares of your cities so that you could stop the intervention into Ukraine.

Ukrainian comrades, let’s think what we could do. It’s clear that signing up in the Right Sector [which has issued a call for mobilization] is not an option.

terça-feira, 16 de julho de 2013

"Novas revoltas globais: o sentido está em disputa"


O levante, agora persistente, na Turquia foi seguido por uma revolta ainda maior no Brasil, que por sua vez foi acompanhada por manifestações menos noticiadas, mas não menos reais, na Bulgária. Obviamente, estes protestos não foram os primeiros, e muito menos os últimos, em uma série realmente mundial de revoltas, nos últimos anos. Há muitas maneiras de analisar este fenómeno  Eu o vejo como um processo contínuo de algo que começou com a revolução mundial de 1968.

É claro que todas as revoltas são particulares em seus detalhes e na correlação de forças interna em cada país. Mas existem certas similaridades que devem ser notadas, se quisermos dar sentido ao que está acontecendo e decidir o que todos nós, como indivíduos e como grupos, deveríamos fazer.

A primeira característica em comum é que todas as revoltas tendem a começar muito pequenas — um punhado de pessoas corajosas manifestando-se sobre algo. E então, se elas “pegam”, coisa que é que é muito imprevisível, tornam-se maciças. De repente, não apenas o governo está sob ataque, mas, em alguma extensão, o Estado enquanto tal. Esses levantes reúnem tanto aqueles que querem a substituição do governo por outro melhor quanto os que questionam a própria legitimidade do Estado. Ambos grupos invocam o tema da democracia e dos direitos humanos, embora sejam variadas as definições que dão a esses dois termos. No conjunto, o tom dessas manifestações começa do lado esquerdo do espectro político.

O governo no poder reage, obviamente. Ou ele tenta reprimir as revoltas; ou tenta abrandá-las com algumas concessões; ou faz ambas as coisas. A repressão normalmente funciona, mas algumas vezes é contraproducente para o governo no poder, trazendo ainda mais pessoas às ruas. Concessões geralmente funcionam, mas algumas vezes podem ser ruins para o governo, levando as pessoas a ampliar suas demandas. De modo geral, os governos recorrem à repressão com mais frequência que às concessões. E, também grosso modo, a repressão tende a funcionar em um relativo curto prazo.

A segunda característica comum dessas revoltas é que nenhuma delas continua na velocidade máxima por muito tempo. Muitos manifestantes dão-se por vencidos após medidas repressivas. Ou são de alguma maneira cooptados pelo governo. Ou ficam cansados por causa do enorme esforço que as manifestações frequentes requerem. Essa diminuição da intensidade dos protestos é absolutamente normal. Ela não indica uma derrota.

Esse é o terceiro fator em comum, nos levantes. Embora terminem, deixam um legado. Mudam algo na política de seus países, e quase sempre para melhor. Forçam a entrada de alguma questão principal — por exemplo, as desigualdades — na agenda pública. Ou fazem crescer o senso de dignidade entre os extratos inferiores da população. Ou ampliam o ceticismo diante da retórica com a qual os governos tendem a encobrir suas políticas.

A quarta característica em comum é que, em cada onda de protestos, muitos que se unem ao movimento (especialmente os mais tardios) não chegam para reforçar os objetivos iniciais, mas para pervertê-los — ou para tentar conduzir ao poder político grupos de direita que são distintos daqueles que estão atualmente no poder, mas de maneira alguma mais democráticos ou preocupados com os direitos humanos.

O quinto traço em comum é que todos eles acabam envolvidos no jogo geopolítico. Governos poderosos, de fora do país nos quais os tumultos estão ocorrendo, trabalham intensamente (embora nem sempre com com sucesso), para ajudar grupos aliados a seus interesses a alcançar o poder. Isso acontece tão frequentemente que uma das questões imediatas sobre cada movimento específico é sempre — ou deveria ser — saber quais suas consequências, em termos do sistema mundial como um todo. Isso é muito difícil, já que os desdobramentos geopolíticos potenciais podem levar alguns a desejar rumos opostos às intenções anti-autoritárias originais do movimento.

Finalmente, devemos lembrar a respeito deste tema, e de tudo que está acontecendo agora, que estamos no meio de uma transição estrutural: de uma economia mundial capitalista que está se esgotando para um novo tipo de sistema. Mas ele pode ser melhor ou pior. Essa é a batalha real dos próximos vinte a quarenta anos. E a posição a assumir aqui, ali e em qualquer lugar deve ser decidida em função desta grande batalha política mundial.


Immanuel Wallerstein

sexta-feira, 21 de junho de 2013

E agora Dilma?


Espero que já tenho percebido que o povo não é burro.

Espero que tenha percebido que o povo já percebeu que o crescimento económico não é distribuído.

Espero que já tenha percebido que o pessoal prefere escolas e hospitais a estádios de futebol.

Espero que já tenha percebido que não se podem desalojar pessoas sem motivo.

Espero que já tenha percebido que o crescimento está a desacelerar.

Espero que já tenha percebido que a inflação está a subir.

Espero que já tenha percebido que lugares internacionais em organizações internacionais não dão de comer.

Espero que já tenha percebido que o povo não é burro.