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quarta-feira, 10 de maio de 2017

"Do sonho e da terra" - Ailton Krenak


Fui ver e ouvir Ailton Krenak no passado dia 6. A sua conferência Do sonho e da terra está inserida no arquipélago Questões indígenas: ecologia, terra e saberes ameríndios do ciclo Utopias do Teatro Maria Matos.

Uma experiência única. A forma como Ailton nos transmitiu a sua experiência de vida e a nos fez compreender a luta e a forma de estar dos povos indígenas só pode ser qualificada como inexcedível. Um comunicador pausado, racional, emotivo. Cada palavra está no sítio certo, pensada para nos transmitir exatamente o que é preciso. Aprendi muito e também fiquei a perceber muito melhor esta luta que é de todos. A luta de homens que encaram a natureza de uma maneira diferente da nossa, mas que também pode ser a nossa. Uma natureza espiritual, feita de comunhão, em que os rios, a terra e as montanhas são a nossa família e a nossa razão de existir.

Uma grande lição.

Desfrute aqui desta lição de vida.

Ailton pertence ao povo Krenak cuja luta pode ser melhor compreendida através deste documentário:




terça-feira, 20 de setembro de 2016

"From 280 Tribes, a Protest on the Plains"


When visitors turn off a narrow North Dakota highway and drive into the Sacred Stone Camp, where thousands have come to protest an oil pipeline, they thread through an arcade of flags whipping in the wind. Each represents one of the 280 Native American tribes that have flocked here in what activists are calling the largest, most diverse tribal action in at least a century, perhaps since Little Bighorn.

They have come from across the Plains and the Mountain West, from places like California, Florida, Peru and New Zealand. They are Oglala Lakota, Navajo, Seneca, Onondaga and Anishinaabe. Their names include Keeyana Yellowman, Peter Owl Boy, Santana Running Bear and Darrell Holy Eagle.

Some came alone, driving 24 hours straight across the Plains when they saw news on social media about the swelling protest. Some came in caravans with dozens of friends and relatives. One man walked from Bismarck.

Others finished the journey in canoes. They brought ceremonial pipes, dried sage, eagle-feather headdresses and horses that they ride bareback through the sea of prairie grass. They sleep in tepees, camper trailers and tents, and they sing and drum by firelight at a camp that sits on Army Corps of Engineers land.

On Friday, the federal government announced that it was temporarilyblocking construction of the pipeline at an important river crossing just up the road from the camp.

“We say ‘mni wiconi’: Water is life,” said David Archambault II, the chairman of the Standing Rock Sioux, whose reservation sits just south of the pipeline’s route. “We can’t put it at risk, not for just us, but everybody downstream.”

He added: “We’re looking out for our future, the children who are not even born yet. What is it they will need? It’s water. When we start talking about water, we’re talking about the future generations.”

Here are stories about a few of the people who have come to this remote rolling corner of North Dakota.

U.S. Suspends Construction on Part of North Dakota Pipeline

sexta-feira, 17 de julho de 2015

"They burned down my house"



Since their ancestral homeland was stolen from them and occupied by ranchers, Brazil’s Guarani tribe have been fighting to regain small pieces of their former territory. But with each new gain comes the renewed risk of violence from hired heavies.

Many Guarani communities in Brazil are under constant threat of attack and live in fear for their lives. When Tupã Guarani’s community was attacked, his house was burned down and he lost everything.

Through Survival’s Tribal Voice project, the Guarani can speak themselves to the world about their suffering.

Tupã sent this video, so you could see what happened to his home…


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

"Índio Educa"


A vida do índio

O índio lutador,
Tem sempre uma história pra contar.
Coisas da sua vida,
Que ele não há de negar.
A vida é de sofrimento,
E eu preciso recuperar.

Eu luto por minha terra,
Por que ela me pertence.
Ela é minha mãe,
E faz feliz muita gente.
Ela tudo nós dar,
Se plantarmos a semente.

A minha luta é grande,
Não sei quando vai terminar.
Eu não desisto dos meus sonhos,
E sei quando vou encontrar.
A felicidade de um povo,
Que vive a sonhar.

Ser índio não é fácil,
Mas eles têm que entender.
Que somos índios guerreiros.
E lutamos pra vencer.
Temos que buscar a paz,
E ver nosso povo crescer.

Orgulho-me de ser índio,
E tenho cultura pra exibir.
Luto por meus ideais,
E nunca vou desistir.
Sou Pataxó Hãhãhãe,
E tenho muito que expandir.


Autor: Edmar Batista de Souza (Itohã Pataxó) 06/09/06

“Quem descobriu o Brasil?” A esta pergunta segue-se geralmente uma única resposta, tida como certeira: “Pedro Álvares Cabral”. Ora, ao atribuir ao navegador português a descoberta do país está-se a invisibilizar a versão dos mesmos acontecimentos de 5 milhões de pessoas que viviam no território agora chamado Brasil, antes da chegada dos europeus. A Organização Thydêwá tomou voz. Criou uma plataforma online onde diferentes povos índios desenvolvem materiais didáticos para contar as suas histórias, as de há séculos atrás e as de hoje: Índio Educa.

Através de Academia Cidadã

terça-feira, 30 de outubro de 2012

"‘Kill us all, then bury us here’: desperate appeal of Indians facing eviction"

A group of Brazilian Indians who endured violence and death to return to their land have made a dramatic appeal to the government after learning that they face eviction once more.
The 170 Indians, members of the 46,000-strong Guarani tribe in Brazil, have suffered several brutal attacks since going back to a small part of their ancestral land. The Indians’ territory, known as Pyelito Kuê/ M’barakai, is now occupied by a ranch. The Indians are surrounded by the rancher’s gunmen, with little access to food or health care.

terça-feira, 3 de julho de 2012

"Awáka`apará"

Wáka'apará" é um documentário que denuncia, em pleno século XXI, o risco de extinção de mais um povo indígena brasileiro.

Awá ka'apará, na língua Awá, significa, literalmente, Awá que vive na mata: os Awá (regionalmente conhecidos como Guajá) são tradicionalmente caçadores e coletores e andam pela floresta, da qual dependem inteiramente. Mais recentemente (década de 1970), grupos Awá começaram a ser fixados pela FUNAI, em torno de alguns de seus Postos Indígenas no Maranhão, e ali passaram a praticar uma agricultura de subsistência. Atualmente, os Awá formam uma etnia estimada em cerca de 350 a 400 pessoas.

Isoladas, entretanto, no que resta de mata da Terra Indígena Araribóia e de algumas outras terras indígenas no Maranhão, cerca de 90 pessoas Awá ainda vivem em fuga. Porque a vida delas vale menos que o "progresso".

Este documentário traz imagens destes grupos fixados pela FUNAI, bem como depoimentos acerca dos grupos Awá isolados.






domingo, 30 de maio de 2010

Petição - "Demande de soutien international du Chef Raoni et des représentants des peuples indigènes du Xingù (Brésil) contre le projet Belo Monte"



Nous, peuple indigène du Xingù, ne voulons pas de Belo Monte. Nous, peuple indigène du Xingù, luttons pour notre peuple, pour notre terre mais aussi pour l'avenir de la planète. Le président Lula a déclaré qu'il était inquiet pour les Indiens, qu'il était préoccupé par l'Amazonie et qu'il ne voulait pas que des ONG internationales s'opposent au barrage de Belo Monte. Nous ne sommes pas des ONG internationales. Nous, les 62 leaders indigènes des villages de Bacajâ, Mrotidjam, Kararaô, Terra-Wanga, Boa Vista Km 17, Tukamâ, Kapoto, Moikarako, Aykre, Kiketrum, Potikro, Tukaia, Mentutire, Omekrankum, Cakamkubem et Pokaimone, avons déjà subi de nombreuses invasions et affronté de nombreux dangers.

Lorsque les Portugais sont arrivés au Brésil, nous, les Indiens, étions déjà là ; beaucoup sont morts, beaucoup ont perdu leurs vastes territoires, la plupart de leurs droits, beaucoup ont perdu une partie de leur culture et d'autres groupes ont totalement disparu.

La forêt est notre épicerie, la rivière notre marché. Nous ne voulons pas que les cours d'eau du Xingù soient envahis et que nos villages et nos enfants, qui seront élevés selon nos coutumes, soient en danger. Nous ne voulons pas du barrage hydroélectrique de Belo Monte car nous savons qu'il n'apportera que destruction. Nous ne pensons pas qu'au seul niveau local, mais à toutes les conséquences destructrices de ce barrage : il attirera encore plus d'entreprises, plus de fermes, il favorisera l'invasion de nos terres, les conflits et même la construction de nouveaux barrages. Si l'homme blanc continue ainsi, tout sera très vite anéanti. Nous nous demandons : « qu'est-ce que le gouvernement veut de plus ? Qu'apportera de bon tant d'énergie après tant de destruction ? »

Nous avons déjà organisé de nombreuses réunions et avons participé à de grandes rencontres pour nous opposer au complexe de Belo Monte, comme en 1989 et en 2008 à Altamira, et en 2009 dans le village de Piaraçu où beaucoup de nos leaders étaient présents. Nous avons déjà personnellement parlé avec le président Lula pour le convaincre que nous ne voulions pas de ce barrage et il nous a promis qu'il ne nous serait pas imposé. Nous avons également discuté personnellement avec Eletronorte et Eletrobrâs, avec la Funai et Ibama. Nous avons déjà prévenu le gouvernement que si la construction du barrage avait lieu, la guerre serait déclarée et il en porterait la responsabilité. Le gouvernement n'a pas compris notre message et, une fois de plus, a nargué les peuples indigènes, assurant qu'il construirait le barrage coûte que coûte. Lorsque le président Lula a dit ceci, il a démontré qu'il ne tenait aucun compte de la parole des peuples indigènes et qu'il ne reconnaissait pas nos droits. Son manque de respect l'a conduit à planifier l'appel d'offres pour le Belo Monte durant la Semaine des peuples indigènes.

En raison de tout ceci, nous, les Indiens de la région du Xingù, avons invité James Cameron et son équipe, des représentants du Movimento Xingù para Sempre (ainsi que le mouvement des femmes, ISA et CIMI, AmazonWatch et d'autres organisations). Nous voulons qu'ils nous aident à transmettre notre message au monde entier et aux Brésiliens eux-mêmes qui ne savent pas encore ce qui se passe dans le Xingu, Nous les avons invités car nous savons qu'il y a beaucoup de gens au Brésil et ailleurs qui veulent nous aider à protéger nos droits et nos territoires. Ceux-ci sont bienvenus parmi nous.

Nous luttons pour notre peuple, pour nos terres, pour nos forêts, pour nos rivières, pour nos enfants et à la gloire de nos ancêtres. Nous luttons également pour l'avenir du monde, car nous savons que ces forêts sont autant bénéfiques aux peuples indigènes qu'à la société brésilienne et au monde entier. Nous savons aussi que sans ces forêts, beaucoup de gens souffriront, beaucoup plus que de toutes les destructions qui ont eu lieu par le passé. Tout vie est interconnectée, comme le sang qui unit les familles. Le monde entier doit savoir ce qui se passe ici, il doit se rendre compte à quel point la destruction des forêts et des peuples indigènes signifie sa propre destruction. C'est pour ces raisons que nous ne voulons pas de Belo Monte. Ce barrage signifie la destruction de notre peuple.

Premiers signataires de la pétition

En conclusion, nous proclamons que nous sommes décidés, que nous sommes forts, que nous sommes prêts à nous battre et que nous nous souvenons des termes de la lettre qu'un Indien d'Amérique du Nord avait jadis envoyé à son président : « C'est seulement lorsque l'homme blanc aura détruit la forêt entière, lorsqu'il aura tué tous les poissons et tous les animaux et aura asséché toutes les rivières qu'il s'apercevra que personne ne peut manger l'argent ».

Cacique Bet Kamati Kayapô, Cacique Raoni Kayapô et Yakareti Juruna

Assinem!