Ideia: representação mental; representação abstrata e geral de um objeto ou relação; conceito; juízo; noção; imagem; opinião; maneira de ver; visão; visão aproximada; plano; projeto; intenção; invenção; expediente; lembrança. Dicionário de Língua Portuguesa da Texto Editora
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terça-feira, 3 de janeiro de 2017
domingo, 5 de maio de 2013
Psico ou sociopatas?
Psicopata, a rigor designa um indivíduo, clinicamente perverso que tem personalidade psicopática.
Embora popularmente a psicopatia seja conhecida como tal, ou como "sociopatia", cientificamente, a doença é denominada como sinónimo do diagnóstico do transtorno de personalidade antissocial.
Muitas vezes, ao ler os jornais ou a ver televisão, concluímos que, muitas destas pessoas, tiveram problemas na infância ou na adolescência:
Assim, coloca-se um grave problema para descrever Pedro Passos Coelho ou Vítor Gaspar.
Não há notícia de traumas na infância ou na adolescência. Até parece que tiveram uma vida perfeitamente normal.
Ora, torna-se assim indispensável apurar factos que possam esclarecer a justiça no dia em que estes indivíduos forem julgados. Porque só podem vir a ser julgados um dia.
Ou foram abusados em criança, ou têm problemas genéticos e, quem sabe, possam ser considerados inimputáveis, ou são meros criminosos que devem ir para a cadeia.
A História dirá!
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domingo, 7 de abril de 2013
Foi parida uma ratazana
A comunicação ao país de Passos Coelho afinal não pariu um rato como eu esperava. Pariu uma ratazana, daquelas muito gordas e más.
- Veio dizer ao país que o Tribunal Constitucional deveria ter suspendido a Constituição. Isto é, dado o estado de exceção que, na sua opinião, o país vive, as leis do seu governo não deveriam ser consideradas inconstitucionais. Ora, pelos vistos, Passos Coelho diz que sim mas não compreende o que é um estado democrtático. Estado de exceção é o mesmo que ditadura.
- Para o 1º ministro tudo ia bem. Agora o TC criou uma crise.
- Veio dizer ao país que 0,8% do PIB representam um desastre para o país. E, portanto, há que realizar a reforma que há tanto tempo anuncia e deseja: a redução do estado social. Mas esta já tinha sido anunciada há muito.
- Veio dizer que não pretende estruturar o tecido económico de forma a desenvolver o investimento.
- Veio dizer mais do mesmo: que as famílias vão ter mais despesa e, consequentemente, vão ficar mais pobres e, consequentemente, a recessão vai continuar e aumentar.
- Finalmente, Passos Coelho veio chantangear o Presidente da República, o CDS, o PS, a Assembleia da República, o Tribunal Constitucional e os portugueses.
Na verdade o que falhou foi o governo.
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segunda-feira, 1 de abril de 2013
Já agora a melhor mentira dos últimos anos em Portugal - Dia das mentiras - 1 de abril
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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
"A CARTA"
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quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Afinal é tudo uma questão de fé
Há a fé religiosa, a fé "clubista" e agora temos a fé austeritária. Esta é a de Passos Coelho. E, assim, os portugueses ficam a saber que o 1º ministro vai continuar na sua política de desastre. Quando há fé não há nada a fazer.
Em entrevista ao FT, Passos admite que, "teoricamente", Portugal pode cair numa recessão semelhante à Grécia.
Artigo na íntegra aqui
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sábado, 8 de setembro de 2012
O capital está com fome! Nós damos-lhe de comer
Ouvi a comunicação de Passos Coelho ao país com toda a atenção:
1ª - os trabalhadores do setor privado passam a descontar 18% para a Segurança Social, mais 7% do que atualmente (descida de salário).
2ª - As empresas vão descontar menos 5,75% para a Segurança Social; ainda pensei: bem, deve ser para as 18.000 empresas que produzem bens transacionáveis com vista ao incremento do emprego e a uma maior capacidade de concorrência; mas... a EDP, a GALP, a PT, a Banca, a SONAE, etc. também vão beneficiar desta medida; isto é, vão ter menos encargos com o fator trabalho, mais lucros. Para quê? Qual a vantagem para o país?
3ª - Os trabalhadores do setor público também vão descontar mais 7%;
4ª - Os trabalhadores do setor público continuam sem receber um dos subsídios; o outro vai ser pago em 12 meses (e absorvido pelo aumento dos descontos);
5ª - Os reformados e pensionistas que em 2012 viram os subsídios cortados vão manter esse corte;
6ª - O estado vai cortar nas "gorduras", conforme o programa do governo: nada;
7ª - O capital, o património, etc, vão ter medidas extraordinárias: está em estudo; há quanto tempo? e vai continuar a estar até que este governo se vá embora; não esquecer que o objetivo é empobrecer as pessoas, torná-las vulneráveis;
8ª - Estas medidas são para combater o desemprego, desenvolver a economia; como? baixar o consumo não desenvolve, provoca mais falências, mais desemprego e assim sucessivamente;
E a Esquerda? E a reação a estas medidas? O PCP está na festa! Acontecimento importantíssimo do ponto de vista político e cultura, sem dúvida. Mas, mandem a malta do Seixal para Lisboa! O BE está em discussão de moções para a Convenção de Novembro. Importante, sim senhor! Mas interromper a discussão não vai fazer mal à Convenção! O PS... Bem, não sei!
1ª - os trabalhadores do setor privado passam a descontar 18% para a Segurança Social, mais 7% do que atualmente (descida de salário).
2ª - As empresas vão descontar menos 5,75% para a Segurança Social; ainda pensei: bem, deve ser para as 18.000 empresas que produzem bens transacionáveis com vista ao incremento do emprego e a uma maior capacidade de concorrência; mas... a EDP, a GALP, a PT, a Banca, a SONAE, etc. também vão beneficiar desta medida; isto é, vão ter menos encargos com o fator trabalho, mais lucros. Para quê? Qual a vantagem para o país?
3ª - Os trabalhadores do setor público também vão descontar mais 7%;
4ª - Os trabalhadores do setor público continuam sem receber um dos subsídios; o outro vai ser pago em 12 meses (e absorvido pelo aumento dos descontos);
5ª - Os reformados e pensionistas que em 2012 viram os subsídios cortados vão manter esse corte;
6ª - O estado vai cortar nas "gorduras", conforme o programa do governo: nada;
7ª - O capital, o património, etc, vão ter medidas extraordinárias: está em estudo; há quanto tempo? e vai continuar a estar até que este governo se vá embora; não esquecer que o objetivo é empobrecer as pessoas, torná-las vulneráveis;
8ª - Estas medidas são para combater o desemprego, desenvolver a economia; como? baixar o consumo não desenvolve, provoca mais falências, mais desemprego e assim sucessivamente;
E a Esquerda? E a reação a estas medidas? O PCP está na festa! Acontecimento importantíssimo do ponto de vista político e cultura, sem dúvida. Mas, mandem a malta do Seixal para Lisboa! O BE está em discussão de moções para a Convenção de Novembro. Importante, sim senhor! Mas interromper a discussão não vai fazer mal à Convenção! O PS... Bem, não sei!
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quarta-feira, 4 de julho de 2012
O 1º ministro já faz gincana
Dezenas de pessoas concentraram-se nesta quarta-feira em frente à Bosch, em Braga, para vaiar o primeiro-ministro, mas a comitiva governamental acabou por não se cruzar com os manifestantes, conseguindo escapar, ao entrar por outra porta. Na reitoria da Universidade do Minho, Pedro Passos Coelho também foi recebido com protestos
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domingo, 19 de fevereiro de 2012
Carnaval em S. Bento
A Embaixada do Carnaval de Torres Vedras deslocou-se esta manhã à Residência Oficial do Primeiro Ministro, em Lisboa, como forma de protesto pela (in) tolerância da terça-feira de Carnaval.Reis do Carnaval, Confraria do Carnaval, Ministro e Matrafonas, Marias Cachuchas, cabeçudos, Zés Pereiras, Rufos e Roncos, presidente da CM e presidente da Promotorres, entre muitos outros mascarados, foram os cerca de 250 embaixadores.
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
O 1º ministro é burro e ignorante
Amanhã, em São Bento, espero que o Sr. 1º ministro use estas orelhas. E, pelo caminho, volte à escola.Pedro Passos Coelho acusou os portugueses de serem piegas. Piegas é uma palavra portuguesa que é um adjetivo (não sei se o Pedro sabe o que é um adjetivo) que significa pessoa que se embaraça com pequenas coisas, niquenta, pessoa ridiculamente sensível, assustadiço, chorão. A fonte é o Dicionário da Texto Editora.
Ora, se há coisa que os portugueses não são é isto tudo. Nem se embaraçam (pelo contrário, é conhecida a nossa aptidão para o desenrrascanço), nem são tudo o resto que caracteriza este adjetivo (continuo sem saber se o Pedro sabe o que é um adjetivo).
Ainda por cima, divide o PIB pelo número de dias úteis.
Como diz a Joana Lopes, Piegas nos querem, revoltados nos terão
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Kit de Emigração
O governo tem vindo a aconselhar a emigração como solução para quem está desempregado. Este kit é uma contribuição para quem o quiser fazer.
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terça-feira, 20 de dezembro de 2011
"Carta aberta ao Senhor Primeiro Ministro"
Exmo Senhor Primeiro MinistroComeço por me apresentar, uma vez que estou certa que nunca ouviu falar de mim. Chamo-me Myriam. Myriam Zaluar é o meu nome "de guerra". Basilio é o apelido pelo qual me conhecem os meus amigos mais antigos e também os que, não sendo amigos, se lembram de mim em anos mais recuados.
Nasci em França, porque o meu pai teve de deixar o seu país aos 20 e poucos anos. Fê-lo porque se recusou a combater numa guerra contra a qual se erguia. Fê-lo porque se recusou a continuar num país onde não havia liberdade de dizer, de fazer, de pensar, de crescer. Estou feliz por o meu pai ter emigrado, porque se não o tivesse feito, eu não estaria aqui. Nasci em França, porque a minha mãe teve de deixar o seu país aos 19 anos. Fê-lo porque não tinha hipóteses de estudar e desenvolver o seu potencial no país onde nasceu. Foi para França estudar e trabalhar e estou feliz por tê-lo feito, pois se assim não fosse eu não estaria aqui. Estou feliz por os meus pais terem emigrado, caso contrário nunca se teriam conhecido e eu não estaria aqui. Não tenho porém a ingenuidade de pensar que foi fácil para eles sair do país onde nasceram. Durante anos o meu pai não pôde entrar no seu país, pois se o fizesse seria preso. A minha mãe não pôde despedir-se de pessoas que amava porque viveu sempre longe delas. Mais tarde, o 25 de Abril abriu as portas ao regresso do meu pai e viemos todos para o país que era o dele e que passou a ser o nosso. Viemos para viver, sonhar e crescer.
Cresci. Na escola, distingui-me dos demais. Fui rebelde e nem sempre uma menina exemplar mas entrei na faculdade com 17 anos e com a melhor média daquele ano: 17,6. Naquela altura, só havia três cursos em Portugal onde era mais dificil entrar do que no meu. Não quero com isto dizer que era uma super-estudante, longe disso. Baldei-me a algumas aulas, deixei cadeiras para trás, saí, curti, namorei, vivi intensamente, mas mesmo assim licenciei-me com 23 anos. Durante a licenciatura dei explicações, fiz traduções, escrevi textos para rádio, coleccionei estágios, desperdicei algumas oportunidades, aproveitei outras, aprendi muito, esqueci-me de muito do que tinha aprendido.
Cresci. Conquistei o meu primeiro emprego sozinha. Trabalhei. Ganhei a vida. Despedi-me. Conquistei outro emprego, mais uma vez sem ajudas. Trabalhei mais. Saí de casa dos meus pais. Paguei o meu primeiro carro, a minha primeira viagem, a minha primeira renda. Fiquei efectiva. Tornei-me personna non grata no meu local de trabalho. "És provavelmente aquela que melhor escreve e que mais produz aqui dentro." - disseram-me - "Mas tenho de te mandar embora porque te ris demasiado alto na redacção". Fiquei.
Aos 27 anos conheci a prateleira. Tive o meu primeiro filho. Aos 28 anos conheci o desemprego. "Não há-de ser nada, pensei. Sou jovem, tenho um bom curriculo, arranjarei trabalho num instante". Não arranjei. Aos 29 anos conheci a precariedade. Desde então nunca deixei de trabalhar mas nunca mais conheci outra coisa que não fosse a precariedade. Aos 37 anos, idade com que o senhor se licenciou, tinha eu dois filhos, 15 anos de licenciatura, 15 de carteira profissional de jornalista e carreira 'congelada'. Tinha também 18 anos de experiência profissional como jornalista, tradutora e professora, vários cursos, um CAP caducado, domínio total de três línguas, duas das quais como "nativa". Tinha como ordenado 'fixo' 485 euros x 7 meses por ano. Tinha iniciado um mestrado que tive depois de suspender pois foi preciso escolher entre trabalhar para pagar as contas ou para completar o curso. O meu dia, senhor primeiro ministro, só tinha 24 horas...
Cresci mais. Aos 38 anos conheci o mobbying. Conheci as insónias noites a fio. Conheci o medo do amanhã. Conheci, pela vigésima vez, a passagem de bestial a besta. Conheci o desespero. Conheci - felizmente! - também outras pessoas que partilhavam comigo a revolta. Percebi que não estava só. Percebi que a culpa não era minha. Cresci. Conheci-me melhor. Percebi que tinha valor.
Senhor primeiro-ministro, vou poupá-lo a mais pormenores sobre a minha vida. Tenho a dizer-lhe o seguinte: faço hoje 42 anos. Sou doutoranda e investigadora da Universidade do Minho. Os meus pais, que deviam estar a reformar-se, depois de uma vida dedicada à investigação, ao ensino, ao crescimento deste país e das suas filhas e netos, os meus pais, que deviam estar a comprar uma casinha na praia para conhecerem algum descanso e descontracção, continuam a trabalhar e estão a assegurar aos meus filhos aquilo que eu não posso. Material escolar. Roupa. Sapatos. Dinheiro de bolso. Lazeres. Actividades extra-escolares. Quanto a mim, tenho actualmente como ordenado fixo 405 euros X 7 meses por ano. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. A universidade na qual lecciono há 16 anos conseguiu mais uma vez reduzir-me o ordenado. Todo o trabalho que arranjo é extra e a recibos verdes. Não sou independente, senhor primeiro ministro. Sempre que tenho extras tenho de contar com apoios familiares para que os meus filhos não fiquem sozinhos em casa. Tenho uma dívida de mais de cinco anos à Segurança Social que, por sua vez, deveria ter fornecido um dossier ao Tribunal de Família e Menores há mais de três a fim que os meus filhos possam receber a pensão de alimentos a que têm direito pois sou mãe solteira. Até hoje, não o fez.
Tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: nunca fui administradora de coisa nenhuma e o salário mais elevado que auferi até hoje não chegava aos mil euros. Isto foi ainda no tempo dos escudos, na altura em que eu enchia o depósito do meu renault clio com cinco contos e ia jantar fora e acampar todos os fins-de-semana. Talvez isso fosse viver acima das minhas possibilidades. Talvez as duas viagens que fiz a Cabo-Verde e ao Brasil e que paguei com o dinheiro que ganhei com o meu trabalho tivessem sido luxos. Talvez o carro de 12 anos que conduzo e que me custou 2 mil euros a pronto pagamento seja um excesso, mas sabe, senhor primeiro-ministro, por mais que faça e refaça as contas, e por mais que a gasolina teime em aumentar, continua a sair-me mais em conta andar neste carro do que de transportes públicos. Talvez a casa que comprei e que devo ao banco tenha sido uma inconsciência mas na altura saía mais barato do que arrendar uma, sabe, senhor primeiro-ministro. Mesmo assim nunca me passou pela cabeça emigrar...
Mas hoje, senhor primeiro-ministro, hoje passa. Hoje faço 42 anos e tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: Tenho mais habilitações literárias que o senhor. Tenho mais experiência profissional que o senhor. Escrevo e falo português melhor do que o senhor. Falo inglês melhor que o senhor. Francês então nem se fale. Não falo alemão mas duvido que o senhor fale e também não vejo, sinceramente, a utilidade de saber tal língua. Em compensação falo castelhano melhor do que o senhor. Mas como o senhor é o primeiro-ministro e dá tão bons conselhos aos seus governados, quero pedir-lhe um conselho, apesar de não ter votado em si. Agora que penso emigrar, que me aconselha a fazer em relação aos meus dois filhos, que nasceram em Portugal e têm cá todas as suas referências? Devo arrancá-los do seu país, separá-los da família, dos amigos, de tudo aquilo que conhecem e amam? E, já agora, que lhes devo dizer? Que devo responder ao meu filho de 14 anos quando me pergunta que caminho seguir nos estudos? Que vale a pena seguir os seus interesses e aptidões, como os meus pais me disseram a mim? Ou que mais vale enveredar já por outra via (já agora diga-me qual, senhor primeiro-ministro) para que não se torne também ele um excedentário no seu próprio país? Ou, ainda, que venha comigo para Angola ou para o Brasil por que ali será com certeza muito mais valorizado e feliz do que no seu país, um país que deveria dar-lhe as melhores condições para crescer pois ele é um dos seus melhores - e cada vez mais raros - valores: um ser humano em formação.
Bom, esta carta que, estou praticamente certa, o senhor não irá ler já vai longa. Quero apenas dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: aos 42 anos já dei muito mais a este país do que o senhor. Já trabalhei mais, esforcei-me mais, lutei mais e não tenho qualquer dúvida de que sofri muito mais. Ganhei, claro, infinitamente menos. Para ser mais exacta o meu IRS do ano passado foi de 4 mil euros. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. No ano passado ganhei 4 mil euros. Deve ser das minhas baixas qualificações. Da minha preguiça. Da minha incapacidade. Do meu excedentarismo. Portanto, é o seguinte, senhor primeiro-ministro: emigre você, senhor primeiro-ministro. E leve consigo os seus ministros. O da mota. O da fala lenta. O que veio do estrangeiro. E o resto da maralha. Leve-os, senhor primeiro-ministro, para longe. Olhe, leve-os para o Deserto do Sahara. Pode ser que os outros dois aprendam alguma coisa sobre acordos de pesca.
Com o mais elevado desprezo e desconsideração, desejo-lhe, ainda assim, feliz natal OU feliz ano novo à sua escolha, senhor primeiro-ministro
e como eu sou aqui sem dúvida o elo mais fraco, adeus
Myriam Zaluar, 19/12/2011
A carta aberta da Myriam Zaluar publicada no Facebook ontem já teve, até agora, 1.975 partilhas.
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quarta-feira, 10 de março de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Bartoon - Amor pelo 1º Ministro
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terça-feira, 12 de maio de 2009
"O Prometido é devido, Sr Engenheiro!"
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quarta-feira, 22 de abril de 2009
Um Remake

Vi e ouvi com toda a atenção a entrevista do 1º Ministro ontem na RTP 1.
Afinal já tinha visto este filme. Um remake, mas com os mesmos actores.
Só teve uma novidade. Os remakes são assim: o caso Freeport.
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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Mensagem de Natal do 1º Ministro

Palavras de agradecimento aos portugueses e promessas de "ajuda" para quem tem dificuldades. Ninguém ficou a saber o que quis dizer.
Subsídio de desemprego, reformas, incentivo ao investimento - de nada disso falou. A "ajuda" ficou na escuridão.
Ficámos a saber, contudo, que José Sócrates tem uma grande influência no Banco Central Europeu: graças a ele, Sócrates, as taxas de juro baixaram.
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