Ideia: representação mental; representação abstrata e geral de um objeto ou relação; conceito; juízo; noção; imagem; opinião; maneira de ver; visão; visão aproximada; plano; projeto; intenção; invenção; expediente; lembrança. Dicionário de Língua Portuguesa da Texto Editora
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2018
domingo, 10 de junho de 2018
terça-feira, 15 de maio de 2018
domingo, 13 de maio de 2018
quarta-feira, 9 de maio de 2018
"Maio, uma esperança de oceano" - Serge Halimi
É um momento precioso na vida de um povo. A tampa das leis sociais levanta-se. De repente, a resignação e os hábitos tornam-se assuntos de reflexão, e a seguir são postos em causa. O «rio das cidades cinzentas, e sem esperança de oceano» [1], encontra-se com outros, ilumina-se; e todos se juntam ao mar. O «porque não?» sucede ao «é como é!». Um contágio das sublevações – há cinquenta anos ainda não se falava de «convergência das lutas» – recorda que a história não acabou, que as reformas e as revoluções que a moldaram muitas vezes quiseram abolir a obrigação de obedecer e de suportar.
Em Maio de 1968, o ensaio geral não foi seguido de uma estreia. Uma sublevação marcada por uma das maiores greves operárias da história da humanidade teve até a sua posteridade manchada, porque as suas encarnações mais mediatizadas foram aquelas que correram pior. O dirigente estudantil Jacques Sauvageot, cuja vida foi ceifada no passado mês de Outubro, foi, pelo contrário, um dos rostos mais luminosos do movimento de Maio e, em consequência, dos mais irrecuperáveis. Ele viu neste movimento o «produto de colectivos que agiram numa perspectiva que ultrapassava as individualidades» [2]. Lembrou que os insurrectos de então reflectiam sobre a abolição do capitalismo, questão que, lamentava ele, «já não é colocada por muita gente». Ele e os seus camaradas recusavam uma «modernidade» mais fundada na racionalização do trabalho do que na sua partilha, ou na partilha das riquezas. A globalização a que eles aspiravam visava o «desenvolvimento necessário da solidariedade internacional», não a circulação cada vez mais rápida das mercadorias. Por fim, em Maio de 1968, o que eles pretendiam era combater um poder que pretendia, já nessa altura, «fazer da universidade uma empresa rentável» [3].
Estas memórias relativizam o novo discurso dominante que gostaria de constituir a oposição entre um progressismo cultural arraçado de Maio de 68 – que seria encarnado por Emmanuel Macron, Angela Merkel ou Justin Trudeau – e uma «democracia iliberal» à maneira húngara como o marcador de todos os confrontos políticos. É que, apesar das suas diferenças, o pluralismo das sociedades abertas e o autoritarismo nacionalista encontram-se para preservar o sistema económico e as relações de dominação dele decorrentes [4]. Apresentar o presidente francês como símbolo internacional da moderação democrática face aos «extremos» é, de resto, um paradoxo curioso numa altura em que ele afronta os sindicatos, põe em perigo o direito de asilo e parece ter como principal ambição que os «jovens franceses tenham vontade de se tornarem multimilionários».
Macron tinha previsto comemorar o Maio de 68. Essa festa teria sentido, mas se feita contra o «velho mundo» que ele representa. Esse mundo que, passados cinquenta anos, ainda se lembra do medo que sentiu e pretende completar a sua vingança.
Notas
[1] René Crevel, Détours, La Nouvelle Revue française, Paris, 1924.
[2] «Mémoire combattante: quelques écrits de Jacques Sauvageot», Contretemps, n.º 37, Paris, Abril de 2018.
[3] Segundo as palavras do reitor Jean Capelle, ao analisar um plano governamental de 1966 sobre o ensino superior.
[4] Ler Pierre Rimbert, «De Varsóvia a Washington, um Maio de 68 ao contrário», Le Monde diplomatique – edição portuguesa, Janeiro de 2018.
quinta-feira, 3 de maio de 2018
1968 - Paris
A 3 de maio de 1968, o reitor da Sorbonne, em Paris, chama a polícia para interromper uma assembleia estudantil e expulsar os estudantes. As manifestações ampliam-se, centenas de estudantes são presos e surgem as primeiras barricadas.
terça-feira, 3 de maio de 2016
sexta-feira, 3 de maio de 2013
terça-feira, 24 de junho de 2008
segunda-feira, 2 de junho de 2008
quarta-feira, 28 de maio de 2008
segunda-feira, 26 de maio de 2008
sábado, 24 de maio de 2008
sexta-feira, 23 de maio de 2008
quinta-feira, 22 de maio de 2008
segunda-feira, 19 de maio de 2008
domingo, 18 de maio de 2008
sexta-feira, 16 de maio de 2008
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Maio de 68 - 40 anos - "É proibido proibir!"

A mãe da virgem diz que não
E o anúncio da televisão
E estava escrito no portão
E o maestro ergueu o dedo
E além da porta há o porteiro, sim
Eu digo não
Eu digo não ao não
Eu digo
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
Me dê um beijo, meu amor
Eles estão nos esperando
Os automóveis ardem em chamas
Derrubar as prateleiras
As estantes, as estátuas
As vidraças, louças, livros, sim
Eu digo sim
Eu digo não ao não
Eu digo
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
E o anúncio da televisão
E estava escrito no portão
E o maestro ergueu o dedo
E além da porta há o porteiro, sim
Eu digo não
Eu digo não ao não
Eu digo
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
Me dê um beijo, meu amor
Eles estão nos esperando
Os automóveis ardem em chamas
Derrubar as prateleiras
As estantes, as estátuas
As vidraças, louças, livros, sim
Eu digo sim
Eu digo não ao não
Eu digo
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
Caetano Veloso
terça-feira, 13 de maio de 2008
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