Ideia: representação mental; representação abstrata e geral de um objeto ou relação; conceito; juízo; noção; imagem; opinião; maneira de ver; visão; visão aproximada; plano; projeto; intenção; invenção; expediente; lembrança. Dicionário de Língua Portuguesa da Texto Editora
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quinta-feira, 23 de agosto de 2018
domingo, 29 de abril de 2018
quinta-feira, 4 de janeiro de 2018
domingo, 13 de agosto de 2017
"In Russia, sociology isn’t just about figures" & "Dissent in Russia: a festival of disobedience?" - Lev Gudov
Is solidarity possible in Russia? How has the relationship between Russia’s government and its citizens panned out in the last few years? An interview with one of Russia’s leading sociologists.
quinta-feira, 15 de junho de 2017
domingo, 12 de março de 2017
sexta-feira, 17 de junho de 2016
"Interview: Ethiopia’s Bloody Crackdown on Peaceful Dissent"
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
quinta-feira, 11 de junho de 2015
"Guerrilla Fighters of Kurdistan"
Every generation seems to grow up with the memory of at least one major war in his or her lifetime. Whether we choose to read the headlines or acknowledge the reality beyond our own everyday lives, the war that is currently underway in Iraq and Syria is one that affects us all. As a Kurdish soldier would tell me later— this conflict has been churning for centuries, but remains hidden from most of our views.
Like the rest of the world, I watched the Syrian Civil War escalate from simple protests to a full blown conflict between the Syrian regime, rebel militias, and jihadist organizations like the Islamic State and Jabat al Nusra. Ignoring the political demarcation of Syria’s borders, militant groups began to redraw their own territorial boundaries further into Iraq. Each heavy-handed stroke brought further destabilization to an already embroiled, war-torn region with deep-rooted sectarian tensions.
Seemingly without warning, Mosul— a densely populated city approximately 350 km north of Iraq’s capital of Baghdad— fell into the hands of the Islamic State, allowing the organization to capture ample amounts of American-made weapons. The militant group used this as an opportune moment to reinforce to their devout followers and Twitter-cheerleaders the rather absurd idea that some divine prophecy was at work— and an ancient Islamic Caliphate was being re-established. Leading up to this moment, the most effective fighting forces against the so-called Islamic State, or ISIS or ISIL as we see it being referred to in the press, were Shia militias with American blood on their hands, and the Peshmerga, a fighting force loyal to the Kurdistan Regional Government (KRG), which is the governing body of the Kurdish region in Northern Iraq.
In this massive game of chess, there was another distinct grassroots movement that caught my attention— Kurdish guerrilla groups known as the Kurdistan Worker’s Party (PKK), People’s Protection Units (YPG), and Women’s Protection Units (YPJ). These seemingly ragtag armies are in fact quite agile, effective and organized.
The Kurdish people number around 40 million— whose homeland is spread across vast swaths of Turkey, Syria, Iraq, and Iran. They are considered to be the largest ethnic group that do not have their own country. This is important to note, because as you’ll find out, they have something, which they believe is worth fighting for— a long-awaited independence and region to call their own.
During my initial research, I couldn’t help but notice that there were many theories as to whom these Kurdish guerrilla groups were. The foreign press often romanticized the females in their ranks as fearless warrior women, while some of my Turkish friends suggested that they were terrorists, operating more as opportunists in a bloody war. I set out to uncover the truth, or at least to better understand the nuances behind the headlines. Portrait photography has a strange way of humanizing even the most distant of situations, and that was my goal with this project.
Por Joey L
Guerrilla Fighters of Kurdistan from Joey L on Vimeo.
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Bons exemplos de resistência - "Occupy group buys, then cancels nearly $4 million of student debt"
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
"Que se lixe a Troika! - Queremos a nossas vidas!"
A 15 de Setembro de 2012 ocorreu uma das maiores manifestações no nosso país. Esse protesto não é apropriável por grupos de cidadãos ou partidos, pois pertence a todas as pessoas que nele participaram.
Passados dois anos entendemos que não é altura de celebrar. O governo não foi demitido. A troika não se foi embora. Vivemos pior.
Relembramos o texto da convocatória que chamou milhares de pessoas a tomar as ruas:
É preciso fazer qualquer coisa de extraordinário. É preciso tomar as ruas e as praças das cidades e os nossos campos. Juntar as vozes, as mãos. Este silêncio mata-nos. O ruído do sistema mediático dominante ecoa no silêncio, reproduz o silêncio, tece redes de mentiras que nos adormecem e aniquilam o desejo. É preciso fazer qualquer coisa contra a submissão e a resignação, contra o afunilamento das ideias, contra a morte da vontade colectiva. É preciso convocar de novo as vozes, os braços e as pernas de todas e todos os que sabem que nas ruas se decide o presente e o futuro. É preciso vencer o medo que habilmente foi disseminado e, de uma vez por todas, perceber que já quase nada temos a perder e que o dia chegará de já tudo termos perdido porque nos calámos e, sós, desistimos.
O saque (empréstimo, ajuda, resgate, nomes que lhe vão dando consoante a mentira que nos querem contar) chegou e com ele a aplicação de medidas políticas devastadoras que implicam o aumento exponencial do desemprego, da precariedade, da pobreza e das desigualdades sociais, a venda da maioria dos activos do Estado, os cortes compulsivos na segurança social, na educação, na saúde (que se pretende privatizar acabando com o SNS), na cultura e em todos os serviços públicos que servem as populações, para que todo o dinheiro seja canalizado para pagar e enriquecer quem especula sobre as dívidas soberanas. Depois de mais um ano de austeridade sob intervenção externa, as nossas perspectivas, as perspectivas da maioria das pessoas que vivem em Portugal, são cada vez piores.
A austeridade que nos impõem e que nos destrói a dignidade e a vida não funciona e destrói a democracia. Quem se resigna a governar sob o memorando da troika entrega os instrumentos fundamentais para a gestão do país nas mãos dos especuladores e dos tecnocratas, aplicando um modelo económico que se baseia na lei da selva, do mais forte, desprezando os nossos interesses enquanto sociedade, as nossas condições de vida, a nossa dignidade.
Grécia, Espanha, Itália, Irlanda, Portugal, países reféns da Troika e da especulação financeira, perdem a soberania e empobrecem, assim como todos os países a quem se impõe este regime de austeridade.
Contra a inevitabilidade desta morte imposta e anunciada é preciso fazer qualquer coisa de extraordinário.
É necessário construir alternativas, passo a passo, que partam da mobilização das populações destes países e que cidadãs e cidadãos gregos, espanhóis, italianos, irlandeses, portugueses e todas as pessoas se juntem, concertando acções, lutando pelas suas vidas e unindo as suas vozes.
Se nos querem vergar e forçar a aceitar o desemprego, a precariedade e a desigualdade como modo de vida, responderemos com a força da democracia, da liberdade, da mobilização e da luta. Queremos tomar nas nossas mãos as decisões do presente para construir um futuro.
Este é um apelo de um grupo de cidadãos e cidadãs de várias áreas de intervenção e quadrantes políticos. Dirigimo-nos a todas as pessoas, colectivos, movimentos, associações, organizações não-governamentais, sindicatos, organizações políticas e partidárias.
Dividiram-nos para nos oprimir. Juntemo-nos para nos libertarmos!
domingo, 20 de julho de 2014
Lutas esquecidas - Presos Mapuche
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Salários mínimos - EUA - "SeaTac: the small US town that sparked a new movement against low wages"
quarta-feira, 23 de abril de 2014
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
"A morte do cinegrafista" - Alexandra Lucas Coelho
Um excelente texto de Alexandra Lucas Coelho no Público e no seu blogue:
1. A história de 2013–2014 no Brasil vai ter um antes e um depois da morte do cinegrafista. O cinegrafista (repórter de imagem) chamava-se Santiago Andrade e cobria uma manifestação para a TV Bandeirantes, quando foi atingido por um rojão (foguete de artifício). Câmaras captaram o rebentamento que afundou o crânio de Santiago. Isso aconteceu na quinta-feira, 6 de Fevereiro, ao fim da tarde, junto à Central do Brasil, onde milhares de cariocas se cruzam entre metro, comboio e ônibus. Santiago, 49 anos, casado, pai de quatro filhos, era um cinegrafista experiente, incuindo treino para situações de conflito. Passou quatro dias em coma e morreu na segunda-feira.
O texto completo aqui.
domingo, 26 de janeiro de 2014
domingo, 12 de janeiro de 2014
domingo, 3 de novembro de 2013
"POR QUE É QUE HÁ DEZENAS DE MILHARES NA RUA EM VEZ DE CENTENAS? " - por José Pacheco Pereira
2. Mas que há um cansaço das manifestações, há. E que não augura boa coisa, também não. E não é certamente porque os portugueses “percebem” lá no seu íntimo o governo e as suas medidas, e por isso não vêm à rua em massa, uma mirabolância do pensamento que deve fazer mal ao cérebro dos que a repetem. O “bom povo português” está completamente farto deste governo e destas políticas e se tivesse o botão que matava o Mandarim na China à sua disposição, faria filas de quilómetros para ir lá tocar. É exactamente por isso que não há eleições antecipadas e se fazem todas as piruetas para as evitar a todo o custo.
3. De passagem, anoto o curioso argumento da direita anti manifestações que implica que só haveria protesto a sério quando toda a gente andasse a partir montras, à grega. Até lá podem meter multidões na rua, que “não conta”. Parece que só “conta” quando há violência. É tão curiosa essa atitude, do género “estão mesmo a pedi-las”, que não abona muito à inteligência de quem a enuncia como se fosse a coisa mais natural deste mundo.
4. Os portugueses não vão em massa à rua porque não sabem o que fazer e não lhe agradam as alternativas oferecidas em democracia. E isso é que é perigoso. Seguro não mobiliza nem o seu braço esquerdo, quanto mais os portugueses. O grande vazio da política portuguesa é o PS e isso por si só cria um estado de apatia no protesto, quando um partido clama contra o governo atribuindo-lhe medidas gravíssimas e depois se fica por uma frouxa intervenção parlamentar ou pela ladainha: “como eu já disse há muito tempo…” Se os tempos são assim tão graves, por que raio é que a “responsabilidade” do PS se concentra toda em ficar pelos salamaleques? Desde quando é que o facto de um partido pretender governar o impede de, por exemplo, se manifestar, se toma a sério a gravidade do que o governo está a fazer? O PS é um entretenimento para o governo e o cancro de protesto.
5. Ir para rua com o PCP ou o BE tem poderosas limitações, para muitos portugueses que não se revêm nesses partidos, nem nas soluções que eles apresentam. A CGTP mobiliza mais, mas uma coisa são as manifestações de rua outra as greves e protestos por sector profissional, onde a ruptura com a UGT impede movimentações para lá do habitual em sectores críticos. (Desse ponto de vista, uma prova importante é a greve da função pública no dia 8 de Novembro.). Mas, seja como for, não adianta andar com “esquerda” face á direita” como se isso mobilizasse alguém, numa crise que de há muito ultrapassou essa dicotomia que é redutora.
6. Depois há a qualidade da “oferta” manifestante. Começa pelo nome “que se lixe a troika”. Começa mal, porque a uma dada altura o nome que parecia trivial e engraçado torna-se um obstáculo. Para muita e boa gente o “que se lixe” tem como primeiro e principal destinatário, o governo. “Que se lixe o governo” teria muito mais sentido, porque a animosidade com o governo é que é o motor da “rua” e não a troika de per si. O que é que vão fazer quando a troika for formalmente embora daqui a meses? Ficam sem nome. “É o governo, estúpidos!”, diriam os americanos.
7. Depois há qualquer coisa de errado no plebeísmo do “que se lixe”. Nem é um insulto directo do género do “vai-te lixar” bem substituído por expressões mais vernáculas com sólida tradição latina que, a julgar pelos cartazes espontâneos das manifestações, são muito mais eficazes. O problema é que é um plebeísmo mole, é grosseiro sem ser verdadeiramente ofensivo, afasta mais gente do que agrega, podia estar num cartaz mas não mobiliza quando é um nome de um movimento. Aliás, depois de Passos Coelho o ter usado no “que se lixem as eleições”, eu fugia a sete pés dessa irmandade vocabular.
8. O excesso de “culturalismo” dos organizadores leva-os a pensar que a palavra de ordem obscura de “não há becos sem saída”, mobiliza alguém, tanto mais que “saída” é o que de todo não lhes é oferecido. A palavra de ordem é atentista e todo o grafismo e a parafernália mais ou menos folclórica acantona o apelo da manifestação nos jovens radicalizados, e, como dizia um velho furioso com o governo, ele não ia a essa coisa dos “freaks”. Ou seja, muitos dos sectores mais atingidos pela crise não se reveem na “estética” do “que se lixe a troika”, e isso facilita a debilidade do movimento, uma vez passada a moda inicial.
9. Pode-se argumentar que o “Que se lixe a troika” mobilizou a maior manifestação da história da crise, que hoje é particularmente útil para os que não querem, minimizam, atacam o próprio princípio da manifestação. Só que, havia tantas ambiguidades nessa manifestação que ela iria ser inevitavelmente única, porque só se é virgem uma vez. A mesma perda de virgindade funciona para a comunicação social, que foi a grande propagandista da manifestação (e não as redes sociais), e que, perdida a novidade, reduziu as manifestações do “Que se lixe a troika” à sua verdadeira dimensão. Sem a trombeta da televisão e do jornalismo amigo, a flauta do Facebook não chega e é demasiado preguiçoso para mobilizar em termos eficazes. Veja-se o trabalho meticuloso da CGTP, sem o qual o protesto social seria errático e muito mais fraco.
10. Mas há uma coisa que a “esquerda” não compreendeu e é incapaz de contrariar: é que o discurso da divisão vindo do poder é eficaz quando há uma crise de representação e os que estão a empobrecer são deixados na solidão da sua condição. Em vez de olharem para cima, olham para o lado. Dividir novos de velhos, empregado de desempregados, privado do público, vai ficar para muito tempo a estragar Portugal, desagregando a força do protesto e impedindo-o de juntar os “rios” (uma metáfora que usei aqui e que circula por aí) e acima de tudo dos engrossar. E não é pela repetição dos posicionamentos e da língua de pau tradicional que se defronta essa cizânia.
Daqui
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
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