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segunda-feira, 4 de março de 2013

Moção de Censura


Foto: © Paulete Matos

Esta foi a Moção de censura popular aprovada no Sábado por mais de 1 milhão de portugueses:


Esta Moção de Censura Popular expressa a vontade de um povo que quer tomar o presente e o futuro nas suas mãos. Em democracia, o povo é quem mais ordena.

Os diferentes governos da troika não nos representam. Este governo não nos representa.

Este governo é ilegítimo. Foi eleito com base em promessas que não cumpriu. Prometeu que não subiria os impostos, mas aumentou-os até níveis insuportáveis. Garantiu que não extorquiria as pensões nem cortaria os subsídios de quem trabalha, mas não há dia em que não roube mais dinheiro aos trabalhadores e reformados. Jurou que não despediria funcionários públicos nem aumentaria o desemprego, mas a cada hora que passa há mais gente sem trabalho.

Esta Moção de Censura é a expressão do isolamento do governo. Pode cozinhar leis e cortes com a banca e a sua maioria parlamentar. O Presidente da República até pode aprovar tudo, mesmo o que subverte a Constituição que jurou fazer cumprir. Mas este governo já não tem legitimidade. Tem contra si a população, que exige, como ponto de partida, a demissão do governo, o fim da austeridade e do domínio da troika sobre o povo, que é soberano.

Que o povo tome a palavra! Porque o governo não pode e não consegue demitir o povo, mas o povo pode e consegue demitir o governo. Não há governo que sobreviva à oposição da população.

Esta Moção de Censura Popular é o grito de um povo que exige participar. É a afirmação pública de uma crescente vontade do povo para tomar nas suas mãos a condução do país, derrubando um poder corrupto que se arrasta ao longo de vários governos.

No dia 2 de Março, por todo o país e em diversas cidades pelo mundo fora, sob o lema "Que se lixe a troika! O povo é quem mais ordena", o povo manifestou uma clara vontade de ruptura com as políticas impostas pela troika e levadas a cabo por este governo.

Basta! Obviamente, estão demitidos. Que o povo ordene! 

domingo, 3 de março de 2013

Portugal na imprensa estrangeira - o 2 de março


Portugal protests against austerity - BBC




Portugal grita un multitudinario basta a la política de austeridad - El País

Thousands Protest Portugal Austerity Measures - The Wall Street Journal

Tens of thousands march in more than 20 Portuguese cities to protest government’s austerity - The Washington Post



TPortugal: marée humaine contre l'austérité - Le Nouvel Observateur

Eu vi! Eu ouvi! Eu cantei!



Era um caudal de gente!

Eu vi!

Do Marquês de Pombal ao Terreiro do Paço, crianças, homens e mulheres, jovens, gente de meia idade, reformados, desempregados, coxos, cegos, surdos, médicos, enfermeiros, doentes (as melhores Vítor, meu querido amigo, que tinhas feito quimio na véspera; e tu António que estás cheio de força), médicos, enfermeiros, professores, de todas as profissões, fizeram um rio de gente.

Eu vi!

Passavam a cantar, a gritar, a indignarem-se, a exigir.

“Demissão!”;  “O Povo é quem mais ordena!”; “Grândola Vila Morena”!; “Os Vampiros”.

Foram da nascente à foz. Ao Tejo. Ali à espera. Por todos. Lisboa encontra o rio para dizer Não!  
E a foz recebeu-os. Um rio de esperança! Um rio de pessoas, com ondas, com gente a suar, a chorar, a desesperar, a rir. Com gente que canta. E o rio também cantou. De certeza! O rio de Lisboa que viveu o 25 de abril só podia ter cantado connosco.

Vinham revoltados, zangados, angustiados, mas com a dignidade de um povo civilizado, sereno, que sabe o que quer.

Eu vi! Eu ouvi! Eu cantei! 




quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

"Que se lixe a troika" - os textos de apelo e apoio a uma manifestção


Luísa Ortigoso

António Pinho Vargas

Helena Pato

Luís Bernardo

Isabel Louçã

Pedro Vieira

João Camargo

Ana Margarida Esteves

Ângela Fernandes

Paulo Raposo

Paula Nunes

Vicente Alves do Ó

Raquel Varela

Helena Dias

Zé Pedro

Lúcia Gomes

André Freire

António Avelãs

Paula Cabeçadas

Belandina Vaz

Fernando Mora Ramos

Rui Borges

Miguel Cardina

Margarida Vale de Gato, Jaime Rocha e José Mário Silva

Tiago Mota Saraiva

Iolanda Batista

Joana Manuel

Tatiana Moutinho

Carlos Pereira

Paulo Varela Gomes

Ana Carla Gonçalves

Helena Romão

Nuno Gomes dos Santos

Pedro Rocha

Margarita Correia

Maria Bispo

Paulo Guinote

João Vasco Gama

Frederico Aleixo

Maria Luísa Cabral

Diogo Varela Silva

Tiago Rodrigues

João Gustavo

José João Louro

Francisco Calafate Faria

Joana Lopes

Bruno Carvalho

Aqulino Machado

Sandra Monteiro

Francisco Duarte

António Costa Santos

Rita Veloso

Nuno Bio

Jorge Silva Melo

Rui Dinis

Pedro Barroso

Mariana Avelãs

Ricardo Morte

Rui Zink

Pedro Ribeiro

Jorge Falcato Simões

Manuel Gusmão

Manuel Paulo

André Gago

Guadalupe Magalhães Portelinha

Manuel Jorge Marmelo

João Lavinha

Isabel do Carmo

Jorge Palma

Sara Gonçalves

João Paulo Cotrim

Tiago Torres da Silva

Cristina Cavalinhos

Joaquim Paulo Nogueira

Joaquim Reis Santos

Ana Nave

Rita Red Shoes

Sérgio Godinho

Myriam Zaluar

Paula Gil

Paula Marques

Alípio de Freitas

Joana Saraiva

João Reis

Diana Andringa

"O Povo é quem mais ordena!"




terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O meu contributo para o 2 de março


No próximo dia 2 de março vou estar, mais uma vez, na rua, tal como em 15 de setembro passado.
A crise social, económica e política que o país e a Europa estão a viver não se compadece com «paninhos quentes».
É absolutamente necessário que os cidadãos se libertem das grilhetas da política partidária tradicional, que levantem a voz e digam a tod@s @s polític@s que a vida existe para além do parlamento e das sedes dos partidos.
É absolutamente necessário que o governo e o Presidente da República compreendam que o mundo existe para além dos seus discursos incompreensíveis.
É absolutamente necessário que a «Europa» e a sua comissão percebam que os cidadãos são pessoas e não números.
É absolutamente necessário que tod@s percebam que não é possível prosseguir com um projeto político e económico que tem como único objetivo o empobrecimento da população, para que a banca possa continuar a acumular lucros, que os países mais pobres continuem esmagados pela ditadura do neoliberalismo.
É absolutamente necessário defender os valores do estado social: a escola pública, o direito a um serviço nacional de saúde universal, o direito à justiça.
É absolutamente essencial a exigência de uma democracia mais participativa.
É absolutamente essencial que o contrato do estado com os cidadãos seja cumprido.
É absolutamente essencial que os corruptos vão para a cadeia.
É absolutamente essencial uma ética democrática e republicana que trate os cidadãos como iguais sem descriminações.
É absolutamente essencial que digamos NÃO! Isto não pode continuar!