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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

"How The New York Times and the American public managed to ignore the Holocaust"


While many Americans assume that the Holocaust was a well-kept secret until the concentration camps were liberated, anyone with a New York Times subscription could have read about the atrocities during the Second World War. Regrettably, though, the persecution and murder of Jews was frequently buried by the ‘paper of record’. Of more than 23,000 front-page articles between 1939 and 1945, just 26 were about the Holocaust. This powerful documentary from the US director Emily Harrold recounts how and why the genocide of Jews was neglected and euphemised by the Times, and by extension, the American people.

domingo, 12 de outubro de 2014

"Ponto Final" - Baptista Bastos


Durante sete anos, às quartas-feiras, publiquei no Diário de Notícias, a convite expresso de João Marcelino, uma crítica de costumes e hábitos. Foram sete anos excelentes, de trabalho entendido como tal, e de uma estima comum que se converteu em amizade. Marcelino é um jornalista com os princípios marcantes de outro tempo, de integridade a toda a prova e de uma cortesia e camaradagem que se perdeu quando as palavras foram substituídas por números, e quem dirigia foi trocado por porta-vozes estipendiados. Como a personagem de Sartre, "je suis irrécuperable" na certeza das minhas convicções sem certezas absolutas. Vivo, ainda hoje, sob o fascínio das palavras e do seu poder subversivo. João Marcelino pertencia, e pertence, a essa estirpe de jornalistas conhecedora de que só as palavras aproximam os homens e nos ensinam da sua imperfeita grandeza. Ele e a sua equipa fizeram de um jornal cinzento, pusilânime e obediente um empreendimento cultural honrado e limpo. Honro-me de ter participado no projecto a que já não pertenço por motivos a que sou alheio.

Fui posto fora, mas não das palavras. Vou com elas, velhas amantes, para aonde haja um jornal que as queira e admita a indignação e a cólera como elementos de afecto, e sinais de esperança, de coragem e de tenacidade. Nunca João Marcelino admitiu recados nem aceitou encomendas enviesadas tendentes a amenizar o texto, portanto as ideias, do seu colaborador. Nos tempos que correm, o que em outros anteriores seria normal é, agora, virtude e coragem. Estou-lhe grato pela rectidão de carácter, tantas vezes demonstrada.

Claro que também tive o suporte de milhares de leitores. O número foi crescendo na medida em que eles percebiam que o autor não envilecera com a idade nem amolecera as indignações com o peso e as ameaças da época sombria. Na edição digital do DN, as minhas crónicas chegaram a obter 15 mil visualizações, dezenas de impressões e de envios. Admiti, tola soberba!, que havia quem encontrasse nas palavras semanais uma ração de esperança, um apelo à não desistência e um aceno de confiança na força interior de cada um. Apenas relato, não lamurio. Mas não posso calar o que me parece um acto absurdo, somente justificado pelas ascensões de novos poderes. Porém, esses novos poderes são, eles próprios, transitórios pela natureza das suas mediocridades e pelo oportunismo das suas evidências.

As palavras, meus dilectos, nunca são uma memória a fundo perdido. A pátria está um pouco exausta de tanta vilania, mas não soçobra porque há quem não queira. Se me aceitarem, estou entre esses. Não quero nem posso pôr um derradeiro ponto final no texto sem o dedicar a todos os que fizeram do Diário de Notícias o jornal que tem sido. E aos leitores que o ajudaram a ser.

Publicado a 08/10/2014 no DN

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

"A cultura de direita em Portugal" - um artigo de leitura obrigatória


Jurista, historiador e consultor do Presidente da República António Araújo edita um blogue de grande qualidade: Malomil.

Este artigo é um exemplo porque se deve acompanhar este blogue.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

"The Big Picture"



The Big Picture é o nome dado pelo boston.com para a sua escolha de fotos do ano.

A autoria e a descrição das fotos podem e devem ser vistas aqui.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

"Save @Presseurop!"



In three weeks, Presseurop is scheduled to close down. Our contract with the European Commission, which finances the website, ends on December 22 and has informed us that it does not intend to continue the project, citing budgetary reasons.

This is despite the European Parliament voting for an increase in the EU's 2014 budget so that the Commission would have additional resources to finance media projects, including Presseurop. The Commission apparently prefers to use the funds for other initiatives. Deprived of this funding, we will be forced to close.

Since it was launched, at the Commission's initiative in 2009, Presseurop has earned itself a reputation as a leading independent European Union news website. Each day, our readers can find the best of the European and international press translated into 10 languages. They can also share and comment on the articles posted. A community was thus created – a true embryo of European citizenship – allowing debate about Europe on our unique multilingual discussion platform. For the newspapers and for the journalists, intellectuals and experts – more than 1,700 to date – whose articles we have published, Presseurop is a way to reach audiences beyond their linguistic borders.

We deeply regret that just a few months ahead of European elections that will be crucial for the future of the EU and despite being greatly valued by readers and journalists, the European Commission wants to halt this experiment. An independent review ordered by the Commission gave a glowing assessment of Presseurop and encouraged the continuation of the project. But the Commission has chosen to follow a different path – one that deprives European citizens of a precious tool enabling them to participate in the EU's democratic life.

This shared space must not disappear.
Petição aqui.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Perigosos comunistas


Este senhor é o líder deste perigoso grupo, nomeado pelo PS, PSD e CDS.

Mujtaba Rahman, do Eurasia Group, faz esta, e outras, extraordinárias declarações ao Finantial Times sobre o Tribunal Constitucional: 
The court is a thorn in the side of both the government and Brussels and is perceived as almost communist by the markets,” says Mr Rahman. “It’s no exaggeration to say it’s the biggest impediment to the country’s clean exit from the bailout.

Na íntegra aqui.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Assim vai a Europa! - Recessão!!!


A economia da zona euro recuou pelo sexto trimestre consecutivo. Trata-se do mais longo período de descida do crescimento desde a criação da moeda única:

Comunicado do Eurostat

Artigo no Finantial Times

terça-feira, 22 de maio de 2012

A Imprensa em Portugal - Homossexualidade no "Sol"

Homossexuais contestatários é um "artigo" de José António Saraiva sobre um jovem que encontra num elevador publicado no Sol de 9 de abril. Uma prosa abjeta e própria de quem é homofóbico e quer parecer "politicamente correto".

Hoje, a propósito da morte da cantora Donna Dummer, a discoteca gay Trumps recebeu este pedido do Sol:

Boa noite,
Sou jornalista do Semanário Sol e estou a fazer um artigo sobre a morte da Donna Summer. Gostaria, se possível, que me explicassem porque é que ela é considerada um ícone gay e de saber em que medida a música dela influenciou a vossa discoteca.
Aguardo resposta.
Obrigada.
Cumprimentos,
Rita Osório.


A resposta foi esta:

Pergunte ao seu Diretor que é a pessoa que melhor sabe analisar o fenómeno gay no Mundo inteiro a começar na FNAC do Chiado.

Exemplar!!

A Imprensa em Portugal - "Director-adjunto do 'Público' confirma telefonemas de Relvas"

Vamos lá recordar:

No dia 18, é noticiado pela RTP que Ministro terá ameaçado uma jornalista do Público de divulgar, na Internet, dados da vida privada da jornalista: Conselho de Redacção do "Público" acusa Relvas de pressões sobre jornalista

No dia seguinte, de acordo com a diretora do Público, Miguel Relvas desmente mas pede desculpa. Um pouco contraditório.

Ontem foi anunciado que o PSD iria votar contra ao pedido de audição do ministro, pois o PSD considera oportunismo político.

Hoje o diretor adjunto do Público confirma pressões para condicionar publicação de trabalho de investigação e ameaças de revelação de elementos da vida privada de uma jornalista.

Agora é preciso o ministro demitir-se.