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domingo, 8 de março de 2015

Dia Internacional da Mulher



Neste Dia Internacional da Mulher todas as mulheres podem e devem ser homenageadas. Muitas há que se distinguiram na luta pelos seus direitos: operárias e camponesas, políticas, escritoras, pensadoras, jornalistas e anónimas.

Desde o dia 8 de março de 1857 que muito se progrediu. Mas, ainda hoje, as mulheres continuam a sua luta contra a descriminação e a violência.

A minha homenagem vai para a Mulher mais importante da minha vida - a minha mãe. Hoje com 84 anos, com dores no corpo e na alma, reconheço a luta diária pelos seus direitos. Ensinou-me, principalmente, a ter respeito por mim própria e pelos outros.

Hoje não é o dia da Mãe, mas é como se fosse.

terça-feira, 2 de março de 2010

Comunicado da UMAR sobre o 8 de Março


8 de Março – Dia Internacional das Mulheres

Por que razão continuamos a comemorar, ano após ano, o 8 de Março?
Não alcançaram já as mulheres todos os seus direitos? Não existem mulheres nas mais diversas profissões? Não são as jovens mais bem sucedidas na escola do que os rapazes?
Estas são algumas das perguntas que continuam a bailar na cabeça de muitas pessoas pouco atreitas a estes dias especiais que se criam anualmente.
Contudo, não olhemos para a superfície das coisas, não olhemos apenas para a pele que até pode estar em bom estado. Olhemos, para aquilo que se passa dentro das casas, nos empregos, nas escolas e por esse mundo fora.
Se assim for, depressa descobrimos que a violência contra as mulheres é um flagelo social. Que todos os anos morrem às mãos dos maridos, companheiros, ex-companheiros, namorados dezenas de mulheres em Portugal. Damos conta que, em média, as mulheres continuam a ganhar menos do que os homens. Verificamos que, nas escolas a tão apregoada igualdade entre rapazes e raparigas, não é bem assim , pois a violência no namoro começa a ter visibilidade. Nos empregos, o assédio moral e sexual atinge principalmente as mulheres. As penalizações laborais em função da maternidade continuam a existir, apesar das leis o proibirem. A almejada paternidade, por parte dos homens, não é bem vista por muitas entidades patronais.
Continuamos a verificar que o poder político é ainda muito cinzento, de fato e gravata. Tem pouca cor. Tem poucas mulheres. Continuamos a ver que no mundo há mulheres que são apedrejadas até à morte por terem tido um relacionamento fora do casamento. Existem milhares de jovens raparigas que são mutiladas sexualmente e que são forçadas a casamentos precoces.
Afinal, este ainda não é bem o mundo da justiça e do equilíbrio de poderes entre mulheres e homens. E, enquanto assim for, vale a pena falar do dia internacional das mulheres. Não apenas para se lhes oferecer uma flor nesse dia, mas para lembrar que elas têm de ser tratadas com igualdade de direitos.
A UMAR vai este ano, pela terceira vez, integrar a grande mobilização a nível internacional com as mulheres da Marcha Mundial das Mulheres. Em Lisboa, no Rossio, a partir das 17h 30m do 8 de Março, no arranque das acções e iniciativas que vão ocorrer ao longo de todo o ano de 2010 e que fazem parte da 3ª Acção Global desta rede feminista internacional.


UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta
www.umarfeminismos.org
www.marchamundialdasmulheres.blogspot.com

domingo, 8 de março de 2009

Dia da Mulher - 8 de Março

Aleluia

Era a mulher — a mulher nua e bela,
Sem a impostura inútil do vestido
Era a mulher, cantando ao meu ouvido,
Como se a luz se resumisse nela...
Mulher de seios duros e pequenos
Com uma flor a abrir em cada peito.
Era a mulher com bíblicos acenos
E cada qual para os meus dedos feito.
Era o seu corpo — a sua carne toda.
Era o seu porte, o seu olhar, seus braços:
Luar de noite e manancial de boda,
Boca vermelha de sorrisos lassos.
Era a mulher — a fonte permitida
Por Deus, pelos Poetas, pelo mundo...
Era a mulher e o seu amor fecundo Dando a nós, homens, o direito à vida!

Pedro Homem de Mello, in Miserere

Dia Internacional da Mulher

Este ano, uma reportagem da Amnistia Internacional sobre as mulheres de Kibera, o maior bairro de lata em Nairobi, no Kénia

sexta-feira, 7 de março de 2008

Dia da Mulher - 8 de Março


Picasso



















Elas sorriem quando querem gritar.
Elas cantam quando querem chorar.
Elas choram quando estão felizes.
E riem quando estão nervosas.

Elas brigam por aquilo em que acreditam.
Elas levantam-se contra a injustiça.
Elas não levam "não" como resposta quando
acreditam que existe melhor solução.

Elas andam sem novos sapatos para
suas crianças poderem tê-los.
Elas vão ao médico com uma amiga assustada.
Elas amam incondicionalmente.

Elas choram quando as suas crianças adoecem
e alegram-se quando as suas crianças ganham prémios.
Elas ficam contentes quando ouvem sobre
um aniversário ou um novo casamento.


Pablo Neruda