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quinta-feira, 23 de junho de 2016

"White Ebony" - um projeto de Patricia Willocq


I was born and raised in the Congo (DRC). After leaving Africa, I spent my life traveling around the globe and came back to my native country in June 2013.

I remember as a child, I was absolutely fascinated with people with albinism. Twenty years later, this fascination is even more rooted in me than what I thought.

Being a person with albinism in many part of Africa is not the best gift life could grant you. Although, the Ndundus (albino in Lingala) in the Congo are better off then their Tanzanian and Burundian counterparts - killed and mutilated by witch doctors - they are stigmatised and discriminated by the society.

But people with albinism in the Congo are gathering and slowly making their way towards integration.

This photo report is a testimony of hope, courage, love and success to give them the dignity they deserve. It can hopefully be used to promote understanding and tolerance towards people with albinism in the Congo and in the rest of Africa.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Petição "Uganda: Direitos, e não repressão"

O parlamento da Uganda está a preparar uma nova lei brutal que irá punir gays com sentenças de prisão e até pena de morte.

Esta petição será entregue esta semana ao Presidente Museveni e ao parlamento da Uganda até o final desta semana por líderes da sociedade civil e religiosos. O governo já proibiu uma manifestação de extremistas anti-gay esta semana. É a prova que a pressão internacional pode funcionar!

Assine!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Movimento pela igualdade no acesso ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo


A igualdade no acesso ao casamento civil é uma questão de justiça que merece o apoio de todas as pessoas que se opõem à homofobia e à discriminação. Partindo da sociedade civil, a luta pelo acesso ao casamento para casais de pessoas do mesmo sexo em Portugal conta neste momento com um crescente apoio político e social. Nós, cidadãos e cidadãs que acreditamos na igualdade de direitos, de dignidade e reconhecimento para todas e todos nós, para as/os nossas/os familiares, amigas/os, e colegas, juntamos as nossas vozes para manifestarmos o nosso apoio à igualdade.

Exigimos esta mudança necessária, justa e urgente porque sabemos que a actual situação de desigualdade fractura a sociedade entre pessoas incluídas e pessoas excluídas, entre pessoas privilegiadas e pessoas marginalizadas; Porque sabemos que esta alteração legal é uma questão de direitos fundamentais e humanos, e de respeito pela dignidade de todas as pessoas; Porque sabemos que é no reconhecimento pleno da vida conjugal e familiar dos casais do mesmo sexo que se joga o respeito colectivo por todas as pessoas, independentemente da orientação sexual, e pelas famílias com mães e pais LGBT, que já são hoje parte da diversidade da nossa sociedade; Porque sabemos que a igualdade no acesso ao casamento civil por casais do mesmo sexo não afectará nem a liberdade religiosa nem o acesso ao casamento civil por parte de casais de sexo diferente; Porque sabemos que a igualdade nada retira a ninguém, mas antes alarga os mesmos direitos a mais pessoas, acrescentando dignidade, respeito, reconhecimento e liberdade.

Em 2009 celebra-se o 40º aniversário da revolta de Stonewall, data simbólica do início do movimento dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros. O movimento LGBT trouxe para as democracias - e como antes o haviam feito os movimentos das mulheres e dos/as negros/as - o imperativo da luta contra a discriminação e, especificamente, do reconhecimento da orientação sexual e da identidade de género como categorias segundo as quais ninguém pode ser privilegiado ou discriminado. Hoje esta luta é de toda a cidadania, de todos e todas nós, homens e mulheres que recusamos o preconceito e que desejamos reparar séculos de repressão, violência, sofrimento e dor. O reconhecimento da plena igualdade foi já assegurado em várias democracias, como os Países Baixos, a Bélgica, o Canadá, a Espanha, a África do Sul, a Noruega, a Suécia e em vários estados dos EUA. Entre nós, temos agora uma oportunidade para pôr fim a uma das últimas discriminações injustificadas inscritas na nossa lei. Cabe-nos garantir que Portugal se coloque na linha da frente da luta pelos direitos fundamentais e pela igualdade.

O acesso ao casamento civil por parte de casais do mesmo sexo, em condições de plena igualdade com os casais de sexo diferente, não trará apenas justiça, igualdade e dignidade às vidas de mulheres e de homens LGBT. Dignificará também a nossa democracia e cada um e cada uma de nós enquanto cidadãos e cidadãs solidários/as – e será um passo fundamental na luta contra a discriminação e em direcção à igualdade.

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sábado, 11 de outubro de 2008

E pronto! Por agora ganhou a hipocrisia

Os projectos do PCP e do BE sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo foram chumbados pelo PS. Ganhou a hipocrisia. São a favor mas só quando o chefe disser. Salve-se a posição de Manuel Alegre que não acatou a disciplina de voto.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Afinal, quem é "maricas"?


O Partido Socialista decidiu-se hoje pela disciplina de voto na votação relativa à legislação sobre o casamento entre homossexuais. Para o PS este não é um tema prioritário e irá votar contra. Também, verdade seja dita, ninguém pediu ao PS que o fosse. Trata-se apenas de uma oportunidade para acabar com a discriminação existente na nossa sociedade nesta matéria. O projecto não é do Grupo Parlamentar do PS. Contudo, a sua Juventude tem sido uma das grandes defensores desta legislação.

A propósito deste problema, publico o artigo no jornal Público de hoje de Miguel Vale de Almeida, Antropólogo e activista dos direitos LGBT, como assina. Um artigo em que revejo as minhas posições sobre esta matéria:

Quem propõe soluções legais específicas para gays e lésbicas, em vez do casamento, está a propor um regime de apartheid:

No dia 11 de Fevereiro de 2006 publiquei neste mesmo jornal um artigo intitulado "E se ganhássemos todos?". Passaram dois anos e no dia 10 de Outubro de 2008 o PS será confrontado com o desafio da votação nas propostas de alteração do Código Civil apresentadas pelo BE e pel'Os Verdes. Nestes dois anos, o PS não deu nenhum passo no sentido de estabelecer a igualdade no acesso ao casamento civil. Nestes dois anos tornou-se evidente, graças ao exemplo espanhol, que essa igualdade é não só uma questão básica de direitos e democracia, como torna a sociedade mais aberta, tolerante e dinâmica. A JS percebeu isso e ofereceu de bandeja ao PS a oportunidade de tomar a iniciativa legislativa nesta matéria. De pouco parece ter servido. O máximo que se ouviu do PS foram platitudes sobre o adiamento do assunto para a próxima legislatura, sendo que a sociedade não faz obviamente ideia de quais serão os resultados eleitorais. Finalmente, Sócrates colocou uma pedra sobre o assunto: "Não está na agenda do PS".

Desabafava há dias com amigos sobre como "já não há paciência" para continuar a argumentar sobre este assunto. Afinal de contas, a igualdade e a não-discriminação não deveriam ser as coisas mais simples de entender numa sociedade moderna e democrática, na Europa e no século XXI? Uma sociedade que, para mais, convive com o exemplo espanhol ao lado? Os argumentos de há dois anos mantêm-se iguais, como se manteriam caso estivéssemos a discutir a igualdade entre negros e brancos ou o direito das mulheres ao voto. Dizia eu em 2006 que, uma vez instituída a igualdade no Código Civil (processo que não custa nada, é simples e não impede a resolução de outros problemas do país), a maioria das pessoas continuará a poder optar, como hoje, entre casar ou viver em união de facto. Todas essas pessoas continuarão a poder escolher a sua forma de vida em conjunto, os direitos e deveres associados às diferentes opções, e o prestígio e valor simbólico que os seus valores a elas associem. A única diferença é que milhares dos seus concidadãos (iguais em tudo o resto, do pagamento de impostos à obediência às leis) passarão também a poder usufruir das mesmas escolhas. E nem uma ínfima porção dos direitos da maioria será posta em causa.

Garantir a igualdade no acesso ao casamento civil é aplicar a Constituição, única na Europa a proibir a discriminação com base na orientação sexual. Esta proibição complementou as outras, com base no género ou na "raça", por exemplo. Note-se, porém, que a discriminação dos gays e lésbicas é sentida no mais íntimo das pessoas; por ser sexual, esta forma de discriminação ultrapassa-se, em grande medida, justamente no plano dos ordenamentos conjugais e familiares. Note-se, ainda, que a democracia não é a ditadura da maioria, sendo a qualidade do regime medida justamente pela sua capacidade de defender as minorias. É por isso que, para alterar a situação actual de desigualdade, não é preciso esperar por uma "mudança de mentalidades" nem promover um "debate" prévio (o qual, de qualquer modo, tem sido fortíssimo). E muito menos optar pela via absurda e cruel de um referendo sobre direitos de uma minoria.

A discriminação dos gays e lésbicas face ao casamento é mesmo a última discriminação consagrada pela lei portuguesa. Pena é que, entre nós, dado o conservadorismo aflito e tantas vezes marialva da nossa classe política (nomeadamente à esquerda), tenha que ser muitas vezes a esquerda mais radical a defender aquilo que, afinal, é uma questão de puro e simples liberalismo. Há anos que defendo publicamente a alteração da lei. Tenho-o feito assumindo-me sempre como homossexual. Também na minha actividade de investigação trabalhei sobre este assunto, defendendo o carácter dinâmico da vida social e recusando argumentos falsamente antropológicos sobre a "naturalidade" do casamento e da família ditos tradicionais - na realidade argumentos sobre a naturalidade da homofobia. Estive em Espanha em 2005 fazendo pesquisa sobre o debate público em torno da alteração do Código Civil espanhol. Tive a oportunidade de conhecer muita gente que, pelas mais variadas razões, queria casar-se. Apesar das diferenças, uma razão era comum: toda a gente queria a possibilidade de escolher em igualdade de circunstâncias com os outros cidadãos. Escolher casar ou não. E, ao ter esta escolha, toda a gente o que queria era ser dignificada. O contrário é certamente verdadeiro: os que os detractores da igualdade querem é manter os e as homossexuais como criaturas indignas. Daí a importância do casamento. Soluções de segunda - uniões civis registadas, casamento "mas com outro nome", etc., como se fez por exemplo no Reino Unido - são, a meu ver, um insulto. Instituiriam um privilégio intolerável em democracia: só os casais de pessoas de sexo diferente poderiam usufruir do símbolo do casamento. Independentemente de gostarem dele ou não. Por tudo isto, quem propõe soluções legais específicas para gays e lésbicas está a propor um regime de apartheid.
Neste momento, a plena igualdade no acesso ao casamento civil está garantida na Noruega, na Holanda, na Bélgica, na Espanha, na África do Sul, no Canadá e nos estados de Massachusetts e Califórnia. No dia 10 de Outubro, dia da Abolição da Pena de Morte (algo de que Portugal se orgulha de ter sido pioneiro), Portugal poderia entrar para a linha da frente das democracias avançadas do mundo. Terão os socialistas coragem de conduzir o país para aí? Se é a contabilidade política que os preocupa, não precisam de engolir o sapo de votar nas propostas dos adversários políticos. Basta-lhes avançar, ainda nesta legislatura, com a proposta da "sua" Juventude Socialista.

Se não o fizerem, terá toda a legitimidade a pergunta matreira: "Afinal, quem é maricas?"