Ideia: representação mental; representação abstrata e geral de um objeto ou relação; conceito; juízo; noção; imagem; opinião; maneira de ver; visão; visão aproximada; plano; projeto; intenção; invenção; expediente; lembrança. Dicionário de Língua Portuguesa da Texto Editora
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sexta-feira, 9 de agosto de 2019
quarta-feira, 17 de abril de 2019
terça-feira, 12 de março de 2019
terça-feira, 5 de fevereiro de 2019
domingo, 30 de dezembro de 2018
"A trumpalhada" - Miguel Sousa Tavares
Sentado a uma secretária Império cheia de doirados, como ele gosta, com aquele cabelo laranja-ruivo-loiro-branco (segundo a filha, resultado de experiências químicas mal-sucedidas), a longa gravata vermelho-berrante pendente, Donald J. Trump dirige-se a partir da sua urbanização de Mar-A-Lago, na Florida, aos americanos, no dia de Natal: “Este país é uma desgraça (“This country is a disgrace”). Feliz Natal a todos”. Acredito que a frase tenha sido um resumo montado do canal de televisão canadiano em que assisto à mensagem de Natal de Trump (cansada da sua infatigável Guerra com Trump, a CNN, em versão americana, desde o dia 24 de manhã, que só transmite uma interminável saga sobre a história dos cristãos e do Papado). Mas, resumida ou não, é extraordinário que, dia de Natal ou outro, um Presidente, dos Estados Unidos ou de qualquer outro país, se dirija aos seus concidadãos declarando-lhes que o seu país é uma desgraça. Só mesmo o salteador eleitoral que ocupou a Casa Branca há dois anos. Dois anos que pareceram uma eternidade.
E por que razão declarou ele que o país era uma desgraça? Porque o Congresso não lhe deu os 6,5 mil milhões que reclamava para construir o célebre muro na fronteira com o México, o tal muro que ele jurara na campanha eleitoral que ia conseguir que fossem os mexicanos a pagar — como se alguém imaginasse o México a pagar por um muro para defender os americanos dos próprios mexicanos! E porque o Congresso só lhe deu 1,5 mil milhões dos 6,5 que ele queria, Trump preferiu deixar bloquear todo o Orçamento federal, declarando-se “orgulhoso por fechar a administração” — um mecanismo que entra automaticamente em acção em tais casos, uma vez que toda a despesa nova tem de ser acrescentada à dívida federal de triliões e aprovada pelo Congresso. Orgulhoso, logo no dia 23 partiu de férias para a Florida, deixando o caos instalado em Washington e no Governo. Milhões de funcionários públicos, que recebem o salário à semana, passaram o Natal sem o receber e sem saberem quando voltarão a ser pagos, e a bolsa, que já estava sob pressão com a guerra comercial desencadeada por Trump contra a China e com os rumores da guerra surda de Trump com o presidente da Reserva Federal e o secretário do Tesouro, desabou com o shutdown da administração, levando consigo as poupanças e investimentos de milhões de outros americanos e não só. Mas, nessa altura, já Trump gozava as suas férias e de certeza que deveria já ter-se desfeito dos seus investimentos em bolsa.
Entretanto, Washington vivia ainda o choque do anúncio da retirada do que restava do contingente americano na Síria, mais uma decisão abrupta e unilateral de Trump, que levou à demissão do secretário da Defesa, James Mattis, e do enviado especial para a Síria na Casa Branca. O mesmo anúncio relativamente ao Afeganistão fez o senador republicano Lindsay Graham declarar publicamente que Trump preparava o caminho para o ressurgimento em força dos talibãs e deitava por terra o esforço e o sacrifício de milhares de soldados americanos ao longo de anos. Mas foi a demissão de “Mad Dog” Mattis, vista como o abandono de um dos últimos “adultos na sala”, e, sobretudo, a saída da Síria, que exasperaram toda a gente, incluindo republicanos e aliados do próprio Presidente. Porque ninguém encontra uma explicação racional para isso, ainda por cima num momento em que a investigação do procurador especial do FBI, Robert Mueller, cada vez parece mais próxima de chegar a uma conclusão verosímil e fundamentada entre a campanha presidencial de Trump e o Kremlin. Mueller está a um passo de colocar em cima da mesa as cartas que demonstrarão que Trump foi eleito em grande parte graças à colaboração íntima com os serviços secretos russos e, logicamente, e pergunta seguinte será: “em troca de quê”? A Síria poderia ser uma resposta óbvia. Mas será Trump assim tão estúpido? Imaginar-se-ia ele acima de tudo a esse ponto? Poderia um candidato a Presidente depois Presidente caminhar sobre a linha de traição à pátria?
Parece tudo inverosímil. Mas o certo é que, ao contrário da justificação de Trump para a retirada, logo corroborada por Putin, o Daesh só aparentemente foi derrotado na Síria. Não foi aniquilado, nem desapareceu do terreno: perdeu santuários, recuou, mas está lá. E quem o conteve e fez recuar foram os curdos, apoiados, armados e treinados pelos americanos. Foi aos curdos que americanos e europeus ficaram a dever a aparente derrota do Daesh, porém não terminada. Todas as restantes forças no terreno sírio estavam mais interessadas em defender interesses próprios do que em combater o terrorismo islâmico. Assad estava ocupado em chacinar a oposição interna; os iranianos em conquistar zonas de influência próprias; os russos (cujo território nunca foi atacado pelo Daesh) em apoiar Assad e garantir as suas bases na Síria; e os turcos, do sultão Erdogan, em combater os curdos, sabotando na práctica a luta destes contra o Daesh, de forma a garantir que nunca se verificasse uma fusão entre os territórios curdos da Síria e os da Turquia — que, juntamente com os do Iraque, pudesse dar lugar ao sonho longamente alimentado de dar uma pátria à maior nação do mundo sem país: o Curdistão.
Para os soldados americanos na Síria, abandonar o país significa abandonar no terreno à sua sorte e a uma morte certa os combatentes curdos que nos últimos anos foram os seus camaradas de armas e os mais valorosos e leais combatentes contra o inimigo dos americanos e do Ocidente. O que Trump lhes exige é o mais revoltante que pode ser exigido a um soldado e, por isso, no meio da revolta geral entre altas patentes militares, generais veteranos do Iraque e do Afeganistão e mesmo senadores republicanos, Trump não teve alternativa que não a operação de relações públicas de aparecer de surpresa no Boxing Day de visita às tropas no Iraque, acompanhado da sua First Show Lady — a primeira vez que se incomodou em visitar um teatro de operações. Mas mesmo isso revelou-se um desastre porque não resistiu, nas suas breves três horas de visita, a quebrar um tabu sagrado entre os militares que foi falar-lhes de política interna, para defender a retirada da Síria.
Este Presidente americano tem uma estranha tendência para hostilizar os aliados e amigos dos Estados Unidos e cortejar todos os ditadores do mundo, desde o príncipe assassino da Arábia Saudita, passando pelo bandido filipino Duterte e o coreano Jong, até aos menos óbvios mas não menos perigosos: Erdogan na Turquia, Putin na Rússia, Bolsonaro no Brasil, ou os ditadores regionais europeus, no poder ou a caminho dele. Se o homem tem uma política externa, ninguém sabe qual é, além daquilo que ele, o seu genro e meia dúzia de fiéis que lhe restam, absolutamente destituídos de competência ou experiência, possam congeminar. Seja o que isso for, de certeza que não é do interesse dos Estados Unidos ou dos seus aliados. E, juntando as peças todas do puzzle, encaixando agora a última peça — que é a entrega por completo da Síria à Rússia — é difícil não concluir que, premeditadamente ou não, jamais Vladimir Putin poderia ter na Casa Branca um Presidente mais conveniente para os interesses russos do que este. Não é de excluir a mera estupidez e a arrogância na origem do desfecho. Mas estes são os factos.
A maior potência do mundo caiu nas mãos de um adulto infantilizado, tão mais perigoso quanto ignorante, tão mais imprevisível quanto inseguro. Estes dois anos pareceram uma eternidade e o problema é que ainda faltam pelo menos mais dois. Na célebre carta enviada em Setembro a “The New York Times”, por fonte anónima do Governo Trump, os americanos eram convidados a não entrar em pânico porque havia adultos na Casa Branca que chamavam a si a responsabilidade de controlar os acessos de irresponsabilidade do Presidente. O mesmo conta Bob Woodward no seu livro “Fear”. Mas o que todos discutem agora abertamente é se, com tantos demissionários e demitidos, restará lá algum adulto ou se aquilo estará mesmo, sem freio algum, nas mãos de um irresponsável.
Expresso de 29/12/2018
segunda-feira, 17 de dezembro de 2018
terça-feira, 27 de novembro de 2018
quarta-feira, 24 de outubro de 2018
"The Economic Consequences of Mr. Trump"
With unemployment at a 50-year low, wages starting to pick up, and the stock market booming, the US economy has defied expectations since the 2016 election. Nobel laureates Angus Deaton and Edmund Phelps, along with Barry Eichengreen, Rana Foroohar, and Glenn Hubbard, ask why, and whether what looks like a robust recovery is masking another crisis in the making.
quinta-feira, 11 de outubro de 2018
"Trump Tries to Destroy the West" - David Leonhardt
The alliance between the United States and Western Europe has accomplished great things. It won two world wars in the first half of the 20th century. Then it expanded to include its former enemies and went on to win the Cold War, help spread democracy and build the highest living standards the world has ever known.
President Trump is trying to destroy that alliance.
quinta-feira, 6 de setembro de 2018
"I Am Part of the Resistance, Inside the Trump Administration" - o artigo falado no mundo
quinta-feira, 16 de agosto de 2018
"Journalists are not the enemy" - "The Boston Globe"
Em resposta aos ataques que Donal Trump tem feito aos media norte-americanos, 350 jornais em todo o país publicaram editoriais e artigos sobre a liberdade de imprensa. Foram desafiados pelo The Boston Globe, cujo editorial aqui fica, bem como os links para todos os outros:
A central pillar of President Trump’s politics is a sustained assault on the free press. Journalists are not classified as fellow Americans, but rather “the enemy of the people.” This relentless assault on the free press has dangerous consequences. We asked editorial boards from around the country – liberal and conservative, large and small – to join us today to address this fundamental threat in their own words.
quinta-feira, 21 de junho de 2018
"The Western Crack-Up" - Javier Solana
segunda-feira, 18 de junho de 2018
quarta-feira, 7 de março de 2018
"Oil Was Central in Decision to Shrink Bears Ears Monument, Emails Show" - Eric Lipton and Lisa Friedman
Even before President Trump officially opened his high-profile review last spring of federal lands protected as national monuments, the Department of Interior was focused on the potential for oil and gas exploration at a protected Utah site, internal agency documents show.
MESSENGERS - A Running Story of Bears Ears & Grand Staircase-Escalante from Yeehaw Donkey on Vimeo.
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
"Populist Plutocracy and the Future of America" - Nouriel Roubini
domingo, 10 de dezembro de 2017
"TRUMP WHITE HOUSE WEIGHING PLANS FOR PRIVATE SPIES TO COUNTER “DEEP STATE” ENEMIES"
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