Significado: Desopilar o fígado significa fazer rir mesmo os que estão doentes.
Origem: Digestões difíceis ou crises hepáticas provocam perturbações físicas com efeitos psicológicos. Por isso, quem se livra dessas dores passa a ter boa disposição.
Por uma figura de estilo denominada metalepse, o efeito substitui a causa porque se acredita que aquilo que faz rir beneficia quem estiver a sofrer de dores hepáticas. É uma crendice ingénua, mas fortemente enraizada.
Ideia: representação mental; representação abstrata e geral de um objeto ou relação; conceito; juízo; noção; imagem; opinião; maneira de ver; visão; visão aproximada; plano; projeto; intenção; invenção; expediente; lembrança. Dicionário de Língua Portuguesa da Texto Editora
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sexta-feira, 6 de março de 2015
domingo, 23 de junho de 2013
Curiosidades da língua portuguesa - "Andar com o credo na boca"
Significado: Sentir medo de correr perigo.
Origem: A expressão está ligada ao sofrimento do povo judeu e da criação da Santa Inquisição no século XVI, em Portugal, pelo rei D. João III. Quando este poderosíssimo tribunal católico iniciou a sua perseguição, muitos judeus fizeram-se passar por cristãos (e quem os censura?). Para que o disfarce fosse eficaz, decoravam a oração mais importante de então, o “Credo” (“Creio” em latim), e debitavam-na à frente dos carrascos e dos santos padres da Igreja. Foi assim que vários conseguiram escapar à fogueira…
domingo, 12 de maio de 2013
Curiosidades da língua portuguesa - "Unhas de fome"
Significado: Pessoa avarenta e mesquinha; sovina, catinga.
Origem: O Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa regista unha-de-fome e unhas-de-fome.
Não é clara a origem desta expressão, embora haja uma série de locuções, de sentido negativo ou depreciativo, em que unha participa.
O referido dicionário indica algumas delas: «à unha: manualmente, com as mãos Ex.: pegar o touro à unha a unha ou a unhas de cavalo: a toda pressa; apressadamente a unhas: com muito esforço; trabalhosamente deitar as unhas em: 1 apoderar-se com fraude ou violência de; 2 segurar ou agarrar (algo ou alguém) enterrar ou meter a unha: cobrar preço exorbitante estar na unha: Regionalismo: Rio Grande do Sul. Uso: informal. estar sem dinheiro fazer as unhas: fazer higiene das unhas, cortando-as, lixando-as e embelezando-as com esmalte mostrar as unhas: revelar aspectos desagradáveis de sua personalidade, esp. suas tendências autoritárias por uma unha negra Regionalismo: Portugal: por pouco, por um triz ter na ou nas unhas: estar de posse de; ter em seu poder ter unha: ser perito na viola ter unhas na palma da mão: ser ladrão, ter o hábito de roubar»
É curioso que nestas expressões se transmite a ideia de avidez, agressividade e escassez (financeira ou metafórica).
Talvez a expressão em causa tenha que ver com imagem de alguém que “deita as unhas” a tudo, não deixando nada a ninguém, o que pode metaforicamente corresponder a deixar os outros à fome. Historicamente, podemos conjecturar que a expressão se relaciona também com outra imagem negativa, por exemplo, a que os cristãos tinham dos judeus que conseguiam obter rendimentos dos bens que acumulavam à custa das suas poupanças. Pode-se ainda imaginar que, dado que a unha ou as unhas simbolizam as garras que possuem alguns animais, aqueles que agarram o dinheiro ou os bens e não gastam nem sequer para comer tornam-se piores que os animais, porque esses, pelo menos, saciam a sua fome.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Curiosidades da língua portuguesa - "Dar um lamiré"
Significado: Sinal para começar alguma coisa.
Origem: Trata-se da forma aglutinada da expressão «lá, mi, ré», que designa o diapasão, instrumento usado na afinação de instrumentos ou vozes; a partir deste significado, a expressão foi-se fixando como palavra autónoma com significação própria, designando qualquer sinal que dê começo a uma atividade.
domingo, 8 de julho de 2012
Curiosidades da língua portuguesa - "Fila indiana"
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Curiosidades da língua portuguesa - "Tirar o cavalo da chuva"

Significado: desistir.
Origem: Quando o cavalo, era um meio de transporte comum, era costume amarrá-lo na frente da casa. Amarrá-lo sob a varanda ou nalgum lugar protegido do sol era indício de que o visitante pretendia demorar-se, o que se considerava uma indiscrição pouco desculpável.
Quando este esboçava o ensejo de partir, o dono da casa dizia logo: “Pode tirar o cavalo da chuva“, ou seja, pode desistir dessa pressa de partir.
Tirar o cavalo da chuva seria amarrá-lo na varanda ou nalguma outra proteção, para que o visitante se pudesse demorar.
A ampliação de sentido para desistir de alguma coisa, ou simplesmente desistir, é uma consequência do uso muito frequente da expressão.
terça-feira, 17 de abril de 2012
Curiosidades da língua portuguesa - "Andar a toque de caixa"
Andar a toque de caixa

Significado: Fazer qualquer coisa depressa, com tempo limitado e, eventualmente, a mando de alguém, sem vontade própria.
Origem: Termo simplificado de caixa de rufo ou caixa de guerra — era a designação de tambor, que foi trazido para a Europa pelos Árabes. A caixa é o corpo oco do tambor: a caixa de ressonância. Como os exercícios militares eram acompanhados pelo som de tambores, dizia-se que os soldados marchavam a toque de caixa.
É por isso que hoje se diz que alguém anda a toque de caixa quando tem de fazer qualquer coisa depressa, eventualmente a mando de alguém ou à força, mesmo.
Por outro lado, na Idade Média, era costume escorraçar os indesejáveis (ébrios, indolentes, arruaceiros ou ladrões) ao som de tambores — ou seja, a toque de caixa — para fora das localidades, expulsando-os da comunidade.
A toque de caixa dizia-se, portanto, da situação de alguém que era obrigado a desaparecer, a fugir, de forma rápida e violenta
quarta-feira, 7 de março de 2012
Curiosidades da língua portuguesa - "Noiva de Arraiolos"

Significado: Alguém que demora demasiado tempo a arranjar-se.
Origem: A lenda que dá origem a esta expressão conta que uma donzela cristã que vivia na vila de Arraiolos teve de esperar muito tempo pelo seu noivo que foi combater os mouros. Passados vários anos, preparou-se novamente o casamento tendo a noiva feito esperar durante longo tempo o noivo. Apareceu então coberta com uma albarda, numa tentativa de recuperar a beleza e juventude de outros tempos.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Curiosidades da língua portuguesa - "Andar à toa"
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Curiosidades da língua portuguesa - "Bicho de sete cabeças"
Bicho de sete cabeças

Significado: Grande dificuldade, em regra, imaginária.
Origem: A expressão é curiosa, mas é importante ressaltar que o bicho de sete cabeças que deu origem ao termo, é claro, jamais existiu. A sua origem está na mitologia grega, mais precisamente na história da Hidra de Lerna. Diz a lenda que a hidra era um monstro de sete cabeças que, ao serem cortadas, renasciam. Matar este animal foi uma das doze proezas realizadas por Hércules.
A expressão ficou popularmente conhecida, no entanto, por representar a atitude exagerada de alguém que, diante de uma dificuldade, coloca limites à realização da tarefa, até mesmo por falta de disposição para enfrentá-la.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Curiosidades da língua portuguesa - "Andar na linha"
Andar na linha
Significado: Agir com correcção, com aprumo.Origem: De origem controversa, a expressão pode ter nascido do transporte ferroviário, mas é provável que, antes, tenha sido proferida nos quartéis, onde o jovem recruta aprendia a andar na linha, quer no sentido literal, acompanhando o pelotão, quer no sentido conotativo, obedecendo aos seus superiores militares, sem se desviar.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Curiosidades da língua portuguesa - "Andar com a pulga atrás da orelha"

Significado: estar/ficar/andar com grande desconfiança ou preocupação; ter suspeitas de algo ou de alguém.
Origem: Durante milhares de anos, o ser humano foi vítima desse maldito bicho chamado pulga. Não havia nenhum inseticida ou veneno realmente eficaz para combater esta praga, que se alojava em todos os cantos das casas, hospitais, escolas, jardins, ruas, salas de diversões, tribunais, e muitos outros espaços.
Até meados do século XX, a pulga era, sem dúvida, um problema muito grave: verdadeiras colónias do tamanho de Nova Iorque viviam nos colchões, nas nossas almofadas, nos nossos cabelos, nos nossos armários. Agora imaginem o desconforto de alguém que acorda a meio da noite com uma dor horrível no ouvido. Pois, é isso mesmo: uma pulga entrou pela orelha adentro, e ei-la, feliz e quentinha, a sugar o nosso sangue!
Atualmente, esta expressão significa que suspeitamos de algo ou alguém. Sentimo-nos desconfortáveis, há qualquer coisa que nos incomoda… Será uma pulga?
domingo, 27 de março de 2011
Curiosidades da língua portuguesa - "Arrastar a asa"
Arrastar a asa
Significado: Cortejar; namorar.Origem: Arrastar a asa é a forma de um galo cortejar a galinha. É da observação deste facto que surgiu a frase feita que indica o seu correspondente entre os humanos, ou seja, o cortejo do homem a uma mulher. Como o galo é o símbolo do macho dominador, subentende-se que arrastar a asa inclui a demonstração de habilidades de macho ou mesmo de machista.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Curiosidades da língua portuguesa - "Não meter prego sem estopa"
Significado: Ser prevenido; não fazer nada antes de verificar se o resultado será certo; não ter responsabilidades em qualquer facto; não interferir; não contribuir; não tomar parte ou partido; não emitir opinião; fugir às responsabilidades.
Origem: “Meter um prego” é perfurar alguma coisa, fechar, unir. “Meter estopa” é também fechar (com estopa), tapar.
Dicionário de expressões correntes, Orlando Neves
A estopa é um produto derivado do linho, sendo aproveitada de diversas formas, nomeadamente em cordoaria, em calafetagem de navios e de tubagens (canos/roscas), sendo ainda utilizada na confecção de vestuário.
Origem: “Meter um prego” é perfurar alguma coisa, fechar, unir. “Meter estopa” é também fechar (com estopa), tapar.
Dicionário de expressões correntes, Orlando Neves
A estopa é um produto derivado do linho, sendo aproveitada de diversas formas, nomeadamente em cordoaria, em calafetagem de navios e de tubagens (canos/roscas), sendo ainda utilizada na confecção de vestuário.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Curiosidades da língua portuguesa - "Dar trela"
Dar Trela

Significado: Encorajar alguém a falar, geralmente para obter informações; dar confiança; dar liberdade; manter conversa longa e despretensiosa; alimentar pretensões amorosas.
Origem: O termo trela, registado na nossa língua desde o século XV, deriva do latim tragella, diminutivo de tragulla “rede de arrasto, dardo com correia”. é daqui que vem o sentido actual de corrente de metal ou tira de couro a que se prende um animal, geralmente um cão.
Em português, a palavra trela é também usada como sinónimo de tagarelice. Esta última acepção está subjacente à expressão “dar trela a alguém“.
Ambos os sentidos acabam por se cruzar, pois, ao dar-se trela ao cão, dá-se-lhe espaço para se movimentar com mais liberdade; dando trela a alguém, dá-se-lhe a oportunidade de falar com mais à vontade.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Curiosidades da língua portuguesa - "Ver passarinho verde"
Ver passarinho verde
Origem: A fisionomia de quem viu é inconfundível: os olhos brilham, cheios de alegria pela novidade. A cor verde significa esperança, notícias boas. O passarinho em questão é um psitacídeo, nome esquisito para uma espécie de periquito verde. Conta uma lenda que alguns românticos rapazes do século passado adestravam o bichinho para que ele levasse no bico uma carta de amor para a namorada. Assim, o casal de apaixonados tinha grandes chances de burlar a vigilância de um paizão ranzinza.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Curiosidades da língua portuguesa - "Rir a bandeiras despregadas"

Rir a bandeiras despregadas
Significado: Rir aberta e sinceramente; rir com muita vontade e prolongadamente.
Origem:“«Bandeiras despregadas» significa «velas (dos navios) ao vento», «bandeiras desfraldadas» ou «bandeiras ao vento».
A expressão «rir a bandeiras despregadas» significa «rir aberta e sinceramente como nos dias de festa». É fácil compreender que as bandeiras podem estar atadas antes dos dias festivos para não se rasgarem. Chegado o dia marcado para a festa, as bandeiras são desatadas para serem agitadas pelo vento.”
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Curiosidades da língua portuguesa - "Dar o nó"
domingo, 11 de julho de 2010
Curiosidades da língua portuguesa - "Meter o rabo entre as pernas"
Meter o rabo entre as pernas
Significado: Encolher-se de medo; dar-se por vencido; ir-se embora vencido e humilhado.Origem: A palavra cobarde – que também pode apresentar a grafia mais antiga, covarde – vem do francês antigo coart (hoje couard), que deriva de coue, cuja forma actual é queue “cauda, rabo”. Como os animais com medo manifestam esse sentimento baixando a cauda, a língua francesa resolveu empregar a designação desta parte do corpo dos animais para se referir a todo aquele que, dotado de um carácter fraco e temeroso, se verga perante qualquer perigo ou age de uma forma desleal, atraiçoando valores ou pessoas. Daí talvez a utilização de expressão meter o rabo entre as pernas.
sábado, 26 de junho de 2010
Curiosidades da língua portuguesa - "Ver Braga por um canudo"
Ver Braga por um canudo
Significado: Não alcançar o que se deseja, querer algo e não o conseguir, ver frustradas as expectativas, ficar logrado, enganado, ludibriado.Origem: Braga foi (é) cidade de grande nomeada, sede de arcebispado, com importância reconhecida em todo o país. É natural, pois que ir a Braga, estar em Braga, pertencer à cidade de Braga, fosse almejado pelas pessoas em geral que conheciam a fama da cidade.
Canudo é termo que designa o óculo de alcance que permite ver algo que está a uma grande distância. Quando se vê algo por um canudo significa que não se está ao pé, que isso está longe, fisicamente inacessível.
Assim, Braga, com o valor metafórico de algo de muito bom, cobiçado, desejado, surge como inalcançável, e de uma forma ainda mais frustrante, porque se sabe que existe, se vê de longe, havendo a percepção da existência, mas não a posse.
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