quarta-feira, 5 de junho de 2013

Dia Mundial do Ambiente



 
UNEP EXECUTIVE DIRECTOR MAKES A PLEDGE FOR WED

Harry Sting - "Episode 04: "I am starving, therefore I am competitive!"

Portugal na imprensa estrangeira - "First port of call"


Why 2011 was a very good year for vintage port

Ainda querem o FMI? - "IMF to Admit Mistakes on Greece Bailout"


The International Monetary Fund is set to admit to major missteps over the past three years in its handling of the bailout of Greece, the first spark in a debt crisis that spread across Europe.

Assim vai a Europa! - "Thousands of anti-austerity protesters march in Madrid, Frankfurt, Lisbon"


Anti-austerity protesters on Saturday took to the streets of dozens of European cities, including Madrid, Frankfurt and Lisbon, to express their anger at government cuts they say are making the financial crisis worse by stifling growth and increasing unemployment.

terça-feira, 4 de junho de 2013

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Kafka - m. 03/06/1924


Two men were standing behind the grave and were holding a tombstone between them in the air; scarcely had K. arrived when they thrust the stone into the earth and it stood as if cemented there- (A Dream).

Kafka

Assim vai a Europa! - "Uma Europa deprimida"


Cartoon de Arcadio Esquivel

Os dirigentes europeus parecem incapazes de sair do círculo vicioso da recessão e do desemprego. Isto apesar das pressões das opiniões públicas para que se abandone o regime da austeridade imposto pelos seus compromissos europeus, sob a égide da Alemanha. Enquanto isso, a importância da União Europeia no mundo vai decrescendo.

"Un Dibujo de la Nada (Cuento)"

"Erdoğan cercado na sua torre de marfim"


Porque é que as manifestações contra um projeto urbanístico em Istambul se transformaram em protestos contra o poder do primeiro-ministro? Porque há já muito tempo que este último ignora as críticas e parece ter escolhido a fuga para a frente, considera um editorialista.

domingo, 2 de junho de 2013

Os protestos na Turquia em 90 segundos




Ainda se consegue fazer justiça neste país - o caso de Rui Valada


Trabalhou quatro anos de borla, sem contrato, com funções de relevo. Rui Valada vai ser integrado nos quadros da Câmara de Lisboa por ordem do tribunal

"MECANISMOS DE MANIPULAÇÃO QUE FUNCIONAM"


1. Escolher designações habilidosas para realidades negativas.

Passarei pela rama esta muito significativa manipulação, porque já falei dela várias vezes. A regra propagandística é que quem manda nas palavras, manda nas cabeças. Por isso, o confronto fez-se pelo doubletalk. O exemplo típico é passar a falar de "poupanças" em vez de "cortes", e o mais ofensivo da decência é chamar "Plano de Requalificação da Administração Pública" a um plano de despedimentos, puro e simples, sem disfarces. O comunicado do Conselho de Estado reproduz também este tipo de linguagem orwelliana.

2. Ocultar o que corre mal no presente com anúncios futuros do que vai correr bem.

Um exemplo típico é a última declaração do ministro das Finanças, numa altura em que se conhecem mais uma vez maus resultados da execução orçamental. Bastou ele acenar com medidas de incentivo fiscal ao investimento, em abstracto positivas, no concreto, pouco eficazes, para servirem de mecanismo de ocultação das dificuldades de execução orçamental. E como o "gatilho" (o nosso ministro pensa em inglês) dessas medidas é apresentada com a coreografia verbal da novidade e a encenação do ministro "inimigo" ao lado, estão garantidos alguns editoriais e comentários positivos. Tivemos já, há umas semanas, algo de semelhante, com o plano de "fomento industrial", aliás um remake de vários outros anúncios entretanto esquecidos.

O problema é que o Governo já percebeu que tem que utilizar uma linguagem de "viragem para o crescimento", mas as medidas mais significativas em curso e com efeitos imediatos são cortes no rendimento das pessoas e famílias. Não deveria o real ser tido em conta, face ao virtual? Deveria se não fosse a cenoura da novidade.

3. Escolher metas do futuro manipulando o seu significado para obter resultados propagandísticos no presente.

O melhor exemplo é a história do "pós-troika" para que colaboraram recentemente Portas e o Presidente da República. Portas fez um tardio e pouco convincente arroubo nacionalista contra "eles", os homens da troika, justificando a sua aceitação de medidas de austeridade gravosas com a necessidade de os ver pelas costas em 2014. O Presidente fez pior: usou o "pós-troika" para minimizar o caos governativo do presente em nome de uma inevitabilidade da mesma política para o futuro. Pretendeu alargar a base de sustentação do seu discurso no 25 de Abril, consciente, mesmo que não o diga, de que ele lhe tolheu a margem de manobra. Mas o Conselho de Estado teve os efeitos contrários ao que pretendia. O que ambos, Portas, o Presidente, somados a Gaspar-Passos o actual tandem governativo, pretendem é obter dois resultados inerentemente contraditórios: festejar a saída da troikacomo uma grande vitória governativa e depois garantir que tudo continua na mesma sem atroika.

4. Concentrar a atenção nas medidas que vão cair e fazer passar, por distracção, outras bem mais gravosas.

Um exemplo típico foi a intervenção de Paulo Portas sobre o "cisma grisalho". Portas concentrou-se naquilo a que chamou "TSU dos reformados" - designação que ele próprio criou com a habilidade de autor de soundbytes para, com a embasbaquice normal da comunicação social, facilitar a concentração de atenção num nome -, deixando deliberadamente na obscuridade todo um outro conjunto de medidas contra os reformados e pensionistas, muito mais gravosos do que aquele que recusava. O resto é o habitual: toda a gente passou a falar apenas das peripécias da "TSU dos reformados", e esqueceu as outras.

5. Deixar fluídos todos os anúncios de medidas, para criar habituação e poder recuar numas que geraram mais controvérsia e avançar noutras que ficaram distraídas.

Já fiz uma vez esta pergunta e repito-a: alguém sabe, do pacote dos 4 mil milhões, o que é que está decidido, o que é que está "aberto", o que é uma "hipótese de trabalho", o que é para discutir na concertação social, o que foi anunciado e deixado cair, que medidas são efectivamente para valer? Não se sabe, nem o Governo sabe. Sabe as que deseja, mas hesita em função das pressões da opinião pública, do medo do Tribunal Constitucional, do receio dos efeitos na UGT, nas suas clientelas.

Por isso temos navegação tão à vista que o navio parece estar encalhado. Não está, porque, nos interstícios, as medidas que são mais fáceis do ponto de vista administrativo, dependem de despachos, e não precisam ir à Assembleia ou ao Presidente, vão sendo tomadas. São todas do mesmo tipo: retiram direitos, salários, horários, condições de trabalho.

6. Fazer fugas de informação de medidas draconianas e violentas de austeridade, para depois vir-se gabar de que as evitou.

Um exemplo típico são as conferências de imprensa em que se valoriza determinadas medidas dizendo que elas permitem evitar outras muito piores, de que se fizeram fugas deliberadas. Joga-se com o medo, e com as expectativas negativas, para manipular as pessoas de que afinal, perdendo muito, sempre estão a ganhar alguma coisa. A comunicação social participa no jogo.

7. Manipular o efeito de novidade nos media para dar a entender que o Governo mudou.

O melhor exemplo é a utilização do novo ministro das relações públicas e marketing do Governo - no passado chamar-se-ia ministro da Propaganda -, Poiares Maduro, cujas intervenções se caracterizam até agora pela repetição vezes sem conta da palavra "consenso" e depois, nas questões cruciais, a repetir o mais estafado discurso governamental. Veja-se o que disse, contrariando todo o mais elementar bom senso e as evidências públicas, sobre não haverem divergências no Governo entre Portas e Passos, ou entre a ala do "crescimento" e a ala do "rigor orçamental". Ou, numa manipulação da ignorância mediática, de que eventos como as duas declarações sucessivas de Passos e Portas são "normais" em governos de coligação. O único caso, vagamente comparável, é o do par Cameron-Clegg, mas este tipo de eventos não são normais em nenhuma circunstância. O que seria normal é que a seguir a uma declaração com a que Portas fez, ou este pedisse a demissão ou fosse demitido. Esqueci-me de dizer que eles no intervalo da propaganda, são todos "institucionalistas".

8. Acentuar as expectativas negativas nas próximas eleições autárquicas, para obter ganhos de causa se os resultados não forem tão maus como isso.

As eleições autárquicas reflectem a situação política nacional, mas são das eleições mais afectadas pelo contexto local, ou pelas personalidades escolhidas. O PSD terá sem dúvida maus resultados eleitorais pela reacção contra o Governo, contra Passos e Gaspar e o ex-ministro Relvas. Terá também péssimos resultados por apresentar maus candidatos às eleições em muitos concelhos, em particular os mais importantes. Nesses duplicará os factores negativos da reacção contra o Governo, com candidatos envolvidos em polémicas desnecessárias ou escolhidos apenas pelas conveniências do aparelho. Mas também é verdade que em muitos sítios, em que o voto é mais exigente, o PS apresenta também candidatos muito maus, vindos como os do PSD dos equilíbrios aparelhísticos e do pagamento de favores internos ao grupo de Seguro.

Por isso, não é líquido que não haja um efeito de minimização dos estragos que permita transformar resultados medíocres em resultados razoáveis, logo, no actual contexto, numa "vitória", jogando com expectativas muito negativas. A comunicação social, com a habitual servidão aos lugares-comuns, ajuda ao baixar tanto as expectativas que qualquer resultado que não seja uma catástrofe nuclear possa ser visto como bom.

Há muito mais, mas fica para outra vez.


Daqui

Livro recomendado - "O Romance do Genji"


De Murasaki Shikibu

sexta-feira, 31 de maio de 2013

"Povos Unidos contra a Troika" - 1 de junho - 4



Em 1985 José Afonso – o poeta, andarilho e cantor – numa entrevista a Viriato Teles publicada no semanário "SE7E", avisava:
"O que é preciso é criar desassossego. Quando começamos a procurar álibis para justificar o nosso conformismo, então está tudo lixado! Acima de tudo, é preciso agitar, não ficar parado, ter coragem, quer se trate de música ou de política. E nós, neste país, somos tão pouco corajosos que, qualquer dia, estamos reconduzidos à condição de homenzinhos e mulherzinhas. Temos é que ser gente, pá!"
Hoje, em 2013, no país de uma coisa chamada “troika” continua, infelizmente, a haver lugar para se cantar os “Vampiros”. É por isso que a Associação José Afonso vem por este meio declarar o seu apoio à Manifestação de dia 1 de Junho “Que se Lixe a Troika”. 
Juntos seremos muitos, juntos seremos alguém! 
Setúbal, 28 de Maio de 2013 
Pela Associação José Afonso (AJA) 

Francisco Fanhais


The attacks on working class people are happening across Europe. Mass unemployment, the reduction in welfare benefits, the lack of security in every aspect of life – all this demands a response. The old parties of the centre left are now compromised by their support for the austerity programme. Their idea of a compassionate capitalism that can be made to work in the interests of all is clearly a fraud. Predictably, when faced with this truth, they line up with the parties of the Right. 

We need to start again. We need new parties of the Left that understand and defend the interests of ordinary people. We need to unite in this project across Europe. We can only succeed if we make a reality of the ‘Internationale’!

With good wishes and solidarity,

Ken Loach


I hope everyone in Europe will come out on the first of June to protest against the troika.
Why must we protest against the troika? Because here we are up against three institutions, all of which are completely undemocratical.
The first is of course the International Monetary Fund which by the way have said that they know now that austerity is going to create huge unemployment and be extremely costly to the economy and not promote growth at all. They now this. They've studied it. They published. But they are still not changing policy.
The second is the European Central Bank, again, appointed. The head of it is a very smart man, Mario Draghi which was also an employee of Goldman Sachs. Who do you think he is going to priviledge in his decisions? Will it be the people or will it be the banking system?
The third is off course the European Commission, and these people are not elected either. The three of them together are taking onto their own shoulders the policy decisions of member countries. No one has ever signed up for that.
Now we have treaties that are putting us in a straitjacket, we are told that the European Commission and these other unelected people will deal with our won budgets, with our own debt and repayment system, that they are going to deal with everything all the things that are the most important functions of a government and particularly of a parliament which we have elected. They may be good, they may be bad, but at least we have elected them.
We have to say no to this destruction, this systematic destruction of democracy. We have to say no to the policies that these people are putting in place, because these policies are invented in the name of the financial industry, the corporate sector and a very tiny minority of europeans, for whom the crisis is an opportunity to enrich themselves. This is an anti-democratic, anti-people and anti-human policy which all europeans must oppose, because if they don't, they'll be the next victims.


Susan George