sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

"Women Institutionalized Against their Will in India"


Women and girls with disabilities in India are forced into mental hospitals and institutions, where they face unsanitary conditions, risk physical and sexual violence, and experience involuntary treatment, including electroshock therapy. The Indian government should immediately order inspections and regular monitoring of all residential facilities – private and government-run – for women and girls with psycho-social or intellectual disabilities. India should also take steps to ensure people with psycho-social or intellectual disabilities can make decisions about their lives and receive treatment on the basis of informed consent.

"Tribunais" - Ciclo de Cinema na Casa da Achada - Há Cinema em Lisboa

Continua este mês este ciclo de Cinema na Casa da Achada:

Segunda-feira, 8 de Dezembro, 21h30
SACCO E VANZETTI (1971, 120 min.)
de Giuliano Montaldo
apresentação por Pedro Rodrigues

Segunda-feira, 15 de Dezembro, 21h30
O SOL NASCE PARA TODOS (1953, 90 min.)
de John Ford
apresentação por José Diogo Gonçalves

Segunda-feira, 22 de Dezembro, 21h30
1871 (1990, 100 min.)
de Ken McMullen
apresentação por Pedro Soares

Segunda-feira, 29 de Dezembro, 21h30
LA POISON (1951, 85 min.)
de Sacha Guitry
apresentação por António Rodrigues

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Filme Recomendado - "Interstellar"



Realização de Christopher Nolan

Voltou!


Governo chinês vai mandar artistas para o campo, para aprenderem o socialismo

"O COMBATE POLÍTICO DE SÓCRATES NÃO É O NOSSO" - José Pacheco Pareira


Agora que José Sócrates entra no seu último grande combate político – que é como ele olha para a sua prisão e para as acusações que lhe são feitas – e quando o ano eleitoral vai ser dominado pelo confronto entre os que vão usar a sua “culpabilidade” contra o PS, exigindo demarcações e purgas, e os que vão ver na prisão de Sócrates uma última manobra dos “malandros” que nos governam – duas teses politicamente fortes – resolvi andar para trás, para a memória.

Deixei de lado o argumento “responsável” de que “o que é da Justiça é da Justiça” e “não se deve misturar Justiça e “política”, porque isso pouco mais é do que “linguagem de madeira”, langue de bois, que se pode recitar (e desejar), mas que será varrida pela vida pública concreta que em democracia não é asséptica e inclui tudo: vinganças e amizades, desejos e medos, suspeitas e certezas, imagens e factos. Como é que chegamos aqui? Para quem escreve todas as semanas nos jornais isso significa: viste o que aí vinha?

No livro que publiquei sobre os “dias do lixo” não os comecei por Passos Coelho, Relvas, Gaspar e companhia, mas pelos últimos anos de José Sócrates. Foi aí que começaram os “dias do lixo”. No dia 16 de Outubro de 2010, governava Sócrates, escrevi no Público um conjunto de frases para os “tempos de hoje”. Peço desculpa de me citar, mas a gente também tem de ser avaliada pelo que disse, com data.

As frases eram dirigidas a Sócrates, a um Sócrates que tinha ganho as eleições e estava em plena loucura de esbanjamento, e a Passos Coelho, a um Passos que tinha então um discurso contra Manuela Ferreira Leite muito próximo do de Sócrates. Sócrates caminhava velozmente para o PEC IV e a bancarrota, Passos Coelho tinha posições pouco distintas de Sócrates, recusando a austeridade do PC IV, a última que se poderia ter tido sem troika, porque a achava “excessiva”. Passos Coelho prometia não aumentar impostos, nem despedir ninguém, nem cortar subsídios de Natal, nem tocar nas reformas, mas apenas atacar as “gorduras” do Estado.

Ambos estavam pior do que ceguinhos. Quando falo a seguir de austeridade, falo contra Sócrates e Passos Coelho. E quando elogio a determinação sobre o défice, a dívida, não falo do Passos Coelho de 2012-4, porque os problemas que ele defronta hoje foram em grande parte criados por ele próprio, pelo modo como teve de lidar com o descalabro orçamental gerado pelas despesas sociais resultado da “surpresa” do desemprego e pela depressão na economia. Como escrevi então, a boa política é a “a que escolhe as melhores medidas de austeridade e evita as más medidas de austeridade”. Não foi o que aconteceu, a “austeridade” foi conduzida por um programa ideológico, uma profunda ignorância do país e muita incompetência – por isso, os problemas que defrontamos hoje são fruto de Sócrates e Passos Coelho em conjunto.

Retirei uma ou outra frase, não porque não as pudesse incluir, mas para economia da citação, já de si bastante pouco económica. Serviam apenas para reforçar a frase anterior. Apesar de tudo isto hoje em 2014 parecerem trivialidades, regressem a esse ano de interregno, 2010, entre a vitória eleitoral de Sócrates e a sua demissão, e leiam o que se escrevia e dizia, do PS ao PSD, para comparar.

Aqui vão algumas das frases de 2010, escritas muito antes da troika:

“1. A crise económica, social e política não vai durar um ou dois anos, vai durar pelo menos uma década. Na melhor das hipóteses.

2. O político que disser que as coisas vão melhorar na volta da esquina está a mentir.(…)

7. Primeiro serão os salários, depois serão as reformas. (…)

8. Nenhum imposto que subiu descerá tão cedo, se descer.

9. Nenhum salário que foi cortado voltará a ser inteiro.

10. Os mais pobres serão as vítimas principais, como sempre.

11. A classe média é que conhecerá a maior queda de qualidade de vida.

12. Algumas pessoas enriquecerão com a crise.

13. A corrupção continuará florescente. (…)

14. A crise matará milhares de pequenas empresas. (…)

16. As escolas tornar-se-ão mais caóticas. O clima de crise social é propício à indisciplina grave.(…)

18. A Saúde ficará bastante mais cara para todos.

19. A TAP pode não sobreviver à crise, a RTP sobreviverá. (…)

24. No final da década os portugueses vão estar pobres e a caminho de ficarem ainda mais pobres. Se nessa altura a nossa situação da dívida e do défice estiver controlada, ganhamos a década. Se não, perdemos ainda mais.

25. O estado dos portugueses será de irritação política, na melhor das hipóteses. Na pior poderá haver violência. (…)

28. Liberais e estatistas todos cortarão no Estado. Só não cortarão nas mesmas coisas.

29. Os nossos direitos face ao Estado tornar-se-ão quase inexistentes. Face ao fisco quase nenhum direito sobreviverá.

30. A nossa privacidade desaparecerá. O Estado vai conhecer por onde andamos, o que compramos, o nosso dinheiro, as nossas prendas, tudo o que sirva para taxar. O Google conhecerá o resto.

31. O fisco será a face do Estado mais próxima dos cidadãos e a mais odiada. (…)

34. Esta década conhecerá na prática o fim dos direitos adquiridos. (…)

38. A única política que se pode considerar patriótica não é a que se afasta da austeridade para dar “folga” aos portugueses, mas a que escolhe as melhores medidas de austeridade e evita as más medidas de austeridade.

39. A maioria das medidas de austeridade que qualquer governo vai aplicar nos próximos anos é escolhida e decidida no exterior, pela Alemanha, pela UE, pelas agências de rating, pelo FMI, e pelos credores.

40. Poucos políticos actuais sobreviverão à década, mas isso não significa renovação.

41. A maioria dos políticos das novas gerações será profissional da política. Os seus verdadeiros cursos são nos partidos e fora terão apenas cursos de plástico para colocar o dr. e o eng. antes do nome.

42. Os partidos serão substituídos pelos aparelhos partidários; fechados sobre si próprios, tornar-se-ão comunidades de poder e com poder.

43. Haverá cada vez mais familiares de políticos actuais nos lugares políticos.

44. A crise de lugares, empregos, salários, benesses tornará a competição dentro dos partidos cada vez mais dura, visto que os partidos serão uma das saídas rápidas para aceder a um lugar remunerado, para que menos qualificações se exigem. (…)

46. As eleições partidárias internas serão cada vez mais competitivas, duras e agressivas. Os lugares são poucos e a fome muita.

47. Os grandes interesses organizados terão na prática um direito de veto sobre as principais medidas políticas.

Este foi o mundo que Sócrates deixou e Passos Coelho continuou. A minha última frase era: "Comparado com o que aí vem nenhuma destas previsões é especialmente pessimista.” Não foram. A realidade foi muito pior: desembocou num ex-primeiro-ministro preso, em altos quadros do Estado presos, na queda do mais poderoso grupo bancário português, adorado pelos aspirantes a singapurianos novos-ricos entre o Martini man e o “homem da Regisconta”, que ainda nos governam, pela mistura de pseudo-aristocracia e altas esferas do dinheiro e do poder. Em que é que isto tem a ver com a prisão de Sócrates? Tudo. Se ele deseja um julgamento político, ele que nos deixou de herança Passos Coelho, como ele foi herança de Santana Lopes, de mim terá apenas a repetição do que disse no passado.

Para esse peditório político não dou. Este homem fez muito mal a Portugal. Não o quero preso injustamente, nem o quero preso apenas porque fez muito mal ao seu país, até porque o fez com milhões de votos dos portugueses. Desejo-o livre pela sua pura inocência e não pelas suas atitudes de “animal feroz”, arrastando para o seu gigantesco ego um combate político que é suposto ter outros alvos e outros motivos. Apesar das frases politicamente correctas do seu comunicado, pedindo ao PS para ficar à margem, ele não deseja outra coisa que não seja envolver tudo e todos no seu destino pessoal, mesmo que isso implique comprometer a oposição a soçobrar pouco a pouco numa teoria conspirativa.

Protestem, como eu protesto, contra tudo o que seja abuso do poder judicial, fugas orientadas de informação, humilhações escusadas, mas não dêem o passo que ele deseja que dêem. Por favor, projectem a recusa zangada do Governo para melhores causas do que o destino político do engenheiro Sócrates.


"Que serait une solitude qui ne serait pas une grande solitude?" - Lettre de Rainer Maria Rilke à un jeune poète


23 décembre 1903

Mon cher Monsieur Kappus,

Mon salut ne doit pas vous manquer pour le temps de Noël, quand, au milieu de la fête, vous porterez votre solitude plus durement qu'en un autre temps. Si vous sentez qu'alors votre solitude est grande, réjouissez-vous-en. Dites-vous bien: que serait une solitude qui ne serait pas une grande solitude ? La solitude est une: elle est par essence grande et lourde à porter. Presque tous connaissent des heures qu'ils échangeraient volontiers contre un commerce quelconque, si banal et médiocre fût-il, contre l'apparence du moindre accord avec le premier venu, même le plus indigne... Mais peut-être ces heures sont-elles précisément celles où la solitude grandit et sa croissance est douloureuse comme la croissance des enfants, et triste comme l'avant-printemps. N'en soyez pas troublé. Un seule chose est nécessaire: la solitude. La grande solitude intérieure. Aller en soi-même, et ne rencontrer durant des heures personne c'est à cela qu'il faut parvenir. Être seul comme l'enfant et seul quand les grandes personnes vont et viennent, mêlées à des choses qui semblent grandes à l'enfant et importantes du seul fait que les grandes personnes s'en affairent et que l'enfant ne comprend rien à ce qu'elles font.

Le jour où l'on voit que leurs soucis sont misérables, leurs métiers refroidis et sans rapports avec la vie, comment alors ne pas continuer de les regarder, ainsi que fait l'enfant, comme chose étrangère, du fond de son propre monde, de sa grande solitude qui est elle-même travail, rang et métier ? Pourquoi vouloir échanger le sage ne-pas-comprendre de l'enfant contre lutte et mépris, puisque ne pas comprendre c'est accepter d'être seul, et que lutte et mépris ce sont des façons de prendre part aux choses mêmes que l'on veut ignorer ?

Appliquez, cher Monsieur, vos pensées au monde que vous portez en vous-même, appelez ces pensées comme vous voudrez. Mais qu'il s'agisse du souvenir de votre propre enfance ou du besoin passionné de votre accomplissement, concentrez-vous sur tout ce qui se lève en vous, faites-le passer avant tout ce que vous observez au dehors. Vos événements intérieurs méritent tout votre amour. Vous devez pour ainsi dire y travailler, sans perdre trop de temps ni trop de force à éclaircir vos rapports avec les autres. Qui vous dit d'ailleurs qu'il en est pour vous ? - Je sais, votre métier est dur et vous heurte. J'avais prévu vos plaintes; elles devaient venir. Maintenant qu'elles sont venues, je ne peux pas les calmer. Tout e que je peux, c'est vous conseiller de vous demander à vous-même si tous les métiers ne sont pas ainsi, pleins d'exigences, hostiles à la personne, comme imbibés de la haine de ceux qui se sont trouvés sans argument et maussades en face du devoir tout nu.

La condition dont vous devez actuellement vous accommoder n'est pas plus lourdement chargée de conventions, de préjugés et d'erreurs que n'importe quelle autre condition. S'il en est qui donnent l'apparence de mieux sauvegarder la liberté, aucune n'a les dimensions qu'il faut aux grandes choses dont est faite la vraie vie. Mais l'homme de solitude est lui-même une chose soumise aux lois profondes de la vie. Et quand l'un de ces hommes s'en va dans le jour qui se lève ou qu'il dresse son regard à la nuit tombante, cette heure plein d'accomplissements, s'il sent ce qui s'y accomplit, alors il dépouille toute condition, comme un homme qui meurt, bien qu'il entre alors, lui, dans la vie véritable. Quant à vos traverses d'officier, cher Monsieur Kappus, vous en auriez connu de pareilles dans toute autre profession. Et même si, loin de tout métier, vous aviez cherché à créer entre vous et la société des rapports souples et libres, ce sentiment d'oppression ne vous aurait pas été épargné. Il en va partout ainsi, mais ce n'est pas une raison d'être inquiet ou triste. S'il n'est pas de communion entre les hommes et vous, essayez d'être près des choses: elles ne vous abandonneront pas. Il y a encore des nuits, il y a encore des vents qui agitent les arbres et courent sur les pays. Dans le monde des choses et dans celui des bêtes, tout est plein d'événements auxquels vous pouvez prendre part. Les enfants sont toujours comme l'enfant que vous fûtes: tristes et heureux; et si vous pensez à votre enfance, vous revivez parmi eux, parmi les enfants secrets. Les grandes personnes ne sont rien, leur dignité ne répond à rien.

Si vous éprouvez angoisses et tourments en évoquant votre enfance dans tout de qu'elle a de simple et de secret, parce que vous ne pouvez plus croire en Dieu qui s'y trouve à chaque pas, alors demandez-vous, cher Monsieur Kappus, si vous avez vraiment perdu Dieu. N'est-ce pas plutôt que vous ne l'avez pas jamais possédé ? Quand donc, en effet, l'auriez-vous possédé ? Croyez-vous que l'enfant puisse le tenir dans ses bras, Lui que l'homme fait porte avec tant de peine et dont le poids écrase le vieillard ? Croyez-vous que celui qui le possède pourrait le perdre comme on perd un caillou ? Ne pensez-vous pas plutôt que celui qui possède Dieu ne risque que d'être perdu par Lui ? - Mais si vous reconnaissez que Dieu n'était pas dans votre enfance, et même qu'il n'était pas avant vous, si vous pressentez que le Christ a été dupe de son amour, comme Mahomet le fut de son orgueil, si vous éprouvez avec effroi le sentiment, à l'heure même où nous parlons de Lui, que Dieu n'est pas, comment donc vous manquerait-il, ainsi que vous manquerait un passé, puisqu'il n'a jamais été, et pourquoi le chercher comme si vous l'aviez perdu ?

Pourquoi ne pas penser qu'il est celui qui viendra, qui de toute éternité doit venir, qu'il est le futur, le fruit accompli d'un arbre dont nous sommes les feuilles ? Quoi donc vous empêche de projeter sa venue dans le devenir et de vivre votre vie comme un des jours douloureux et beaux d'une sublime grossesse ? Ne voyez-vous donc pas que tout ce qui arrive est toujours un commencement ? Ne pourrait-ce pas être Son commencement à Lui ? Il est tant de beauté dans tout ce qui commence. Étant lui-même le parfait, ne doit-il pas être précédé de moindres accomplissements, afin qu'il puisse tirer sa substance de la plénitude et de l'abondance ? Ne faut-il pas qu'il vienne après tout, pour tout contenir ? Quel sens aurait notre poursuite si celui que nous cherchons appartenait déjà au passé ? A la façon des abeilles, nous le construisons avec le plus doux de chaque chose. Le plus petit, le moins apparent, venant de l'amour, nous est matière pour l'ébaucher. Nous le commençons dans ce travail, dans ce repos qui suit, dans ce silence, dans ce court élan de joie intérieure. Nous le commençons dans tout ce que nous faisons seul, sans l'assistance, sans l'adhésion des autres. Nous ne le connaîtrons pas dans notre existence, pas plus que nos ancêtres n'ont pu nous connaître dans la leur. Et pourtant ces êtres du passé vivent en nous, au fond de nos penchants, dans le battement de notre sang: ils pèsent sur notre destin: ils sont ce geste qui ainsi remonte de la profondeur du temps. Quoi donc pourrait nous priver de l'espoir d'être un jour en Lui, par-delà toute limite ?

Fêtez Noël, chez Monsieur Kappus, dans ce pieux sentiment. Pour commencer en vous, n'aurait-il pas besoin de votre angoisse devant la vie ? Ces jours de traverses sont peut-être le temps où tout en vous travaille pour Lui. Déjà, enfant, vous avez travaillé pour Lui, haletant. Soyez patient et de bonne volonté. Le moins que nous puissions faire, c'est de ne pas plus Lui résister que ne résiste la Terre au Printemps, quand il vient.

Soyez joyeux et plein de confiance.

Votre

Rainer Maria Rilke

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Callas sempre!


Maria Callas nasceu a 2 de dezembro de 1923.

Poemas moçambicanos com Malangatana - 1


Muitos são aqueles que, em Moçambique, se dedicam à Literatura. Mesmo em meio a dificuldades para a publicação de suas obras, grandes poetas dão voz à poesia moçambicana, como bem poderemos conferir nos versos seguintes.

As obras de arte que intercalam as poesias são de Malangatana, artista plástico e poeta moçambicano reconhecido internacionalmente por suas obras que englobam trabalhos de desenho, pintura, escultura, cerâmica, murais, poesia e música.

AFORISMO

Havia uma formiga
compartilhando comigo o isolamento
e comendo juntos.

Estávamos iguais
com duas diferenças:

Não era interrogada
e por descuido podiam pisá-la.

Mas aos dois intencionalmente
podiam pôr-nos de rastos
mas não podiam
ajoelhar-nos.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

"DISTO TUDO" - Verdadeiro serviço à população!


A Mariana Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda, criou este blogue para partilhar tudo sobre os trabalhos da Comissão de Inquérito sobre o BES.

Obrigada Mariana!


A estória Disto Tudo. O blogue

As comissões de inquérito já não são novidade para ninguém. Dezenas e dezenas de pessoas e páginas aos milhares. Difícil não é ter o que dizer, ou mesmo descobrir factos novos. Difícil é fazer sentido de todas as descobertas, ligar todos os pontos e minúsculas informações para que, no fim, seja finalmente possível explicar – ainda que em versão simplificada – o que é que aconteceu com o BES/GES.

Este espaço não existe, em princípio, para impor narrativas ou interpretações. Mas não pode ser também uma soma de fragmentos, meras traduções técnicas. O fio do raciocínio que junta todas as pontas soltas é, quase sempre, o produto de uma leitura pessoal.

E é esta a declaração de interesses óbvia. As explicações técnicas aqui reproduzidas são esforços praticamente individuais, sem pretensões de infalibilidade; as interpretações são leituras dos factos, e não constituem, por si só, factos. Sempre que possível os textos serão acompanhados de fontes e documentos de apoio.


Para seguir!

Escravos do século XXI - Um dossier de Isabelle Hachey - 3


La servitude pour dettes

Un recruteur débarque en camion dans un village pauvre et offre une somme d'argent aux habitants. En échange, ces derniers devront travailler dans une mine, une usine, un atelier. Pour ces villageois pauvres, l'offre est difficile à refuser. Alors, ils s'embarquent à l'arrière du camion, et partent pour une vie d'esclavage. Trompés, mal payés, ils n'arriveront pas à éponger leurs dettes, même en s'éreintant pendant des années. C'est la forme d'esclavage la plus commune, qui touche au moins 20 millions de personnes, surtout en Asie.

L'esclavage héréditaire

Ils sont nés esclaves et mourront esclaves, comme leurs parents. L'esclavage héréditaire semble tout droit sorti d'un autre âge. Pourtant, il subsiste dans de rares pays: la Mauritanie, le Niger, le Soudan. Là-bas, les esclaves n'ont aucun droit: ni sur leurs propres enfants, ni sur la propriété, ni sur l'héritage. Au contraire, les esclaves font eux-mêmes partie de l'héritage de leur maître. À la mort de ce dernier, ils seront répartis entre les membres de sa famille, au même titre que ses têtes de bétail.

La traite de personnes

Des Roumaines forcées de se prostituer à Montréal. Des enfants enlevés ou achetés par des réseaux criminels en Asie du Sud-Est. La traite de personnes, c'est le lucratif commerce d'êtres humains, souvent à des fins d'exploitation sexuelle. Au Québec, on s'imagine des migrants enchaînés au fond d'une cale de navire. La réalité, c'est que neuf victimes de traite sur dix sont québécoises. C'est la fille d'à côté, piégée, puis asservie par un profiteur sans scrupules.

Le travail forcé

On les trouve partout, des champs de cacao d'Afrique jusqu'aux champs de courses de chameau des pays du Golfe. Recrutés illégalement, ils sont forcés à accomplir de pénibles corvées dans des conditions dangereuses. On les prive d'identité, on les enferme, on les menace et on les maltraite. Ils forment ainsi une main-d'oeuvre docile, malléable à souhait. D'autant plus qu'ils sont, pour la plupart, des enfants.

Le mariage forcé

Partout dans le monde, des femmes et des jeunes filles se soumettent à leur mariage sans y consentir. Elles vivent ensuite dans un état de servitude permanente, forcées d'accomplir les travaux domestiques à la maison ou les corvées agricoles aux champs. La plupart des victimes habitent des pays conservateurs, comme le Pakistan ou l'Afghanistan. Mais le phénomène s'observe dans les communautés immigrantes au Canada. Dans un bungalow près de chez vous.

Dia Mundial contra a Sida - 1 de dezembro


No Dia Mundial contra a Sidaprémio Partnering for Cure Research Funding 2014, de cerca de 100 mil euros, foi entregue a uma equipa portuguesa de investigadores no X Congresso Nacional de VIH/SIDA organizado pela Associação Portuguesa para o Estudo Clínico da SIDA.

domingo, 30 de novembro de 2014

"Making a living" - 101 anos


O 1º filme com Charlie Chaplin

Fiction: Chapter 2.2 of “Mecha, Tofu, and Revolution”


With that rebuke, Trotsky returned to the position he was in before, seeking a solution to Russia’s economic problems within the confines of War Communism. Perhaps realizing he had been overly harsh in his criticism, Lenin requested Trotsky take over the country’s department of transportation, which, beyond the derailing of Trotsky’s train, was in disastrous shape. Lenin surely meant it as a compliment, despite the extra work it would require from Trotsky, who was already overseeing the civil-war effort.

“However you want to handle this, I’ll support you,” Lenin said in the Kremlin cafeteria, while dipping a vegan grilled cheese sandwich in tomato soup. “You’re my best man.” Ultimately, the methods Trotsky used to fix the railroad system — militarization of the transportation workers — did not spark significant outcry and thus did not require any intervention by the Soviet leader on their behalf. This lack of controversy was no doubt due to the war raging in Poland, which had a silencing effect on potential critics.

In late June of 1920, Trotsky, backed by a contingent of Red Army guards, lambasted the workers of the railway repair shop in Murmansk. “Your laziness is killing our brave comrades on the front!” Trotsky shouted at the assembled crowd of workers on the warehouse floor. “The Poles are on the offensive, because they know our transport system is broken and we can’t get mecha reinforcements where they’re need in time. That changes now.” Trotsky went on to outline a dramatic increase in the workers’ hours and pace. As he wound down his speech, someone pushed to the front of the throng and loudly objected to the plan.

Hoping to get a better look at this interrupting figure, Trotsky pushed his round, wire-rimmed glasses up the bridge of his nose. “Who are you, comrade?” The man in question was wearing suspenders; the shirt underneath was covered in grease. He said he was the union representative for the warehouse. “Ah,” Trotsky said, understanding. “Well, thank you for your services. We will appoint a new leader for this repair shop.” Trotsky was prepared to exit the building, but this dismissal of the union figure provoked an audible ripple of displeasure through the crowd.

“Gentlemen,” Trotsky said, turning back to the group. “We are in the midst of a civil war. Capitalists the world over want to crush us like they did the Communards fifty years ago in France. I’m afraid that for Russian workers it will get worse before it gets better. That’s just the terrible reality.” With that, he walked out of the building, his military entourage in tow. Under Trotsky’s tight grip the Soviet railways were soon repaired.

It was in the wake of this success that he exceeded the mandate granted him by Lenin. Speaking before a congress of trade unions, Trotsky admitted — happily it seemed — that he would seek the dismissal of union leaders in any industry who considered the needs of their membership before those of the revolution as a whole. He was quoted saying so in Pravda, and when the story ran Lenin summoned him to his office in the Kremlin.

When Trotsky arrived there the next day, Lenin stood before a beverage cart, stirring coconut-milk creamer into his coffee with a metal spoon. Grigory Zinoviev sat in one of the pair of wooden chairs before Lenin’s desk, eating a warm bublik, fresh from the oven, and slathered with soy-cream cheese. Zinoviev was, among other things, chairman of the Third International. Upon hearing Trotsky enter, both men turned and greeted him genially. Lenin inquired whether he had eaten breakfast, but Trotsky was well aware this was not a social call, and asked the Soviet leader as politely as he could manage to get to the point.

Lenin sighed, and in placing his mug on his desk, spilled a touch of coffee on the day’s edition of Pravda. Trotsky couldn’t help but notice the paper was open to an article featuring continued coverage of Trotsky’s comments before the congress of trade unions. “Comrade, the Central Committee is going to have to distance itself from you, because of your statements,” Lenin said, motioning to Pravda. “In the current period, the most important thing is reasserting worker democracy in the labor unions. I’m appointing Zinoviev to head up a commission to see that this is accomplished.”

From his chair, Zinoviev smiled at Trotsky, simultaneously appearing pleased and apologetic. Lenin continued, “Going forward, the Central Committee requires that you not make public comments regarding the relationship of unions to the government. Do you think you can manage that?” Fuming, Trotsky chewed his lip, but nodded eventually. Lenin walked out from behind his desk and clapped him on the back. “You’re a good soldier,” the Soviet leader said. Placing the remainder of his bublik on a platter, Zinoviev rose and formally shook Trotsky’s hand.


Por Jon Hochschartner

Os 50 melhores discos da música brasileira - 11



"El "primer museo feminista del mundo" abre sus puertas en Suecia"


El establecimiento es "el único museo del mundo dedicado al lugar que ocupa la mujer en la historia, el presente y el futuro", explicó a la AFP su directora, Maria Perstedt.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

"INTERVIEW: PAIN RELIEF FOR MEXICO’S – AND THE WORLD’S – TERMINALLY ILL"


Mexico, like much of the developing world, is facing a growing public health challenge – more people than ever will be dying from chronic illnesses like cancer, heart disease and diabetes that often cause extreme pain. In 2009, Mexico passed a progressive law granting patients given less than six months to live access to palliative care, which focuses on treating pain and other symptoms. Palliative care is relatively low cost – medicines such as morphine costs pennies per dose, although training staff can be more costly – and it can allow people to re-engage with life and pass away with dignity. Despite this law, little changed for Mexico’s terminally ill – at least at first. Associate Health Director Diederik Lohman talks about how Mexico came to embrace the necessity of pain relief, his work on palliative care around the world, and how it can give the terminally ill an opportunity for joy and meaning at the end of life.

"Cante Alentejano" é Património da Humanidade



Cante Alentejano é Património da Humanidade.

Cultura Portuguesa e Mundial: