Ideia: representação mental; representação abstrata e geral de um objeto ou relação; conceito; juízo; noção; imagem; opinião; maneira de ver; visão; visão aproximada; plano; projeto; intenção; invenção; expediente; lembrança. Dicionário de Língua Portuguesa da Texto Editora
domingo, 1 de novembro de 2015
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
"Felizmente há Luaty" - Ricardo Araújo Pereira
O caso da prisão de Luaty Beirão e dos seus amigos revela mais uma vez a verdadeira face do regime angolano: um regime bondoso, justo e preocupado com o bemestar dos seus cidadãos. Os activistas foram presos por estarem a ler um livro, o que constitui um dos mais engenhosos incentivos à leitura de que me lembro.
O programa Ler +, do nosso Ministério da Educação, empalidece junto do programa Ler -, levado a efeito pela polícia angolana. É sabido que os jovens nutrem especial predilecção pelas actividades clandestinas. Se o Estado os incentiva a ler, lêem menos; se proíbe a leitura, em princípio, lêem mais. É raro o aluno que lê com gosto as obras de leitura obrigatória, nos programas escolares portugueses, mas aposto que todos gostariam de saber mais acerca das obras de leitura proibida pelo regime angolano. Eu próprio, que considerei indigesta a obra "Eurico, o Presbítero", que me obrigaram a ler, já encomendei o livro "From Dictatorship to Democracy, A Conceptual Framework for Liberation", que o regime angolano não deseja que seja lido.
Enquanto a proibição da leitura não produz o seu efeito benéfico no povo, o regime angolano vai estimulando de outra maneira os usos imaginativos da linguagem através de eufemismos criativos. De acordo com a televisão angolana, Luaty Beirão não está a fazer greve de fome, antes adoptou "um comportamento diferente em relação aos alimentos".
O mundo, por vezes, sabe ser agreste, e as palavras certas podem torná-lo um pouco mais delicado. Se, no futuro, e de forma absolutamente inédita, o regime angolano se vir forçado a matar um cidadão (por exemplo, como castigo por um crime grave, como ter lido mais de um livro), pode sempre alegar que o cidadão em causa não foi assassinado, apenas adoptou um comportamento diferente em relação às funções vitais.
Além de dar atenção à cultura, o regime angolano não descura a economia e cria riqueza. Por enquanto, apenas entre os amigos e a família do ditador, mas é preciso dar tempo ao tempo. A filha de José Eduardo dos Santos é a mulher mais rica do continente africano. Mas, devido à acção do governo do pai, quem tiver 100 dólares no bolso transforma-se quase automaticamente num dos homens mais ricos de Angola.
Em todo o mundo, haverá poucos países em que seja tão fácil ascender ao restrito número dos mais ricos.
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
"Surenchère nationaliste pour les élections turques"
terça-feira, 27 de outubro de 2015
"Vhils escreve sobre Luaty: "Em nome da liberdade temos de agir. Já""
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
"EU failed to heed emissions warnings in 2013"
domingo, 25 de outubro de 2015
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
"Novo Dia" - Poema de Ruy Cinatti sobre Lisboa
A manhã sobe
na minha vidraça.
Ó penumbra nítida!
Ó claridade!
A manhã rebenta
como explosão.
Salto remoçado
da cama pró chão.
Ó realidade
crescida, sincrónica,
sempre afirmação
só para quem ama!
A manhã vibrou
numa gota fina
suspensa da folha
que à janela assoma.
Que manhã tão fria
me anuncia inverno.
Quanto arrepio
na minha cidade.
Medito na vida
ano após ano.
Um mês repetido
sempre um desengano.
Ruy Cinatti
terça-feira, 20 de outubro de 2015
"J’ai presque dix-sept ans, l’âge des espérances et des chimères, comme on dit."
L’œuvre poétique d’Arthur Rimbaud (20 octobre 1854 – 13 mars 1891), aussi brève qu’éclatante, a révolutionné le paysage littéraire par sa puissance symbolique et libertaire. Alors âgé de quinze ans, celui qui définira plus tard le rôle du poète comme celui d’un « voyant » écrit ici à Théodore de Banville, poète émérite et ami de Victor Hugo, Charles Baudelaire et Théophile Gautier. N’hésitant pas à mentir sur son âge pour se crédibiliser, il espère obtenir son appui auprès d’Alphonse Lemerre, éditeur du Parnasse Contemporain, pour voir ses premiers poèmes publiés dans la revue…
Cher Maître,
Nous sommes aux mois d’amour ; j’ai presque dix-sept ans, l’âge des espérances et des chimères, comme on dit. — et voici que je me suis mis, enfant touché par le doigt de la Muse, — pardon si c’est banal, — à dire mes bonnes croyances, mes espérances, mes sensations, toutes ces choses des poètes — moi j’appelle cela du printemps.
Que si je vous envoie quelques-uns de ces vers, — et cela en passant par Alph. Lemerre, le bon éditeur, — c’est que j’aime tous les poètes, tous les bons Parnassiens, — puisque le poète est un Parnassien, — épris de la beauté idéale ; c’est que j’aime en vous, bien naïvement, un descendant de Ronsard, un frère de nos maîtres de 1830, un vrai romantique, un vrai poète. Voilà pourquoi. — c’est bête, n’est-ce pas, mais enfin ?
Dans deux ans, dans un an peut-être, je serai à Paris. — Anch’io, messieurs du journal, je serai Parnassien ! — Je ne sais ce que j’ai là... qui veut monter... — je jure, cher maître, d’adorer toujours les deux déesses, Muse et Liberté.
Ne faites pas trop la moue en lisant ces vers... Vous me rendriez fou de joie et d’espérance, si vous vouliez, cher Maître, faire faire à la pièce Credo in unam une petite place entre les Parnassiens... je viendrais à la dernière série du Parnasse: cela ferait le Credo des poètes !... — Ambition ! ô Folle !
Arthur Rimbaud.
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
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