sábado, 3 de outubro de 2015

Não gosto de maiorias absolutas



Não gosto de maiorias absolutas.

A experiência de maiorias absolutas em Portugal é muito pouco edificante: da AD a Cavaco Silva, de José Sócrates à direita atual no governo, os governos de maioria absoluta transformaram-se em ditaduras que não respeitam as ideias das oposições, que ignoram as diferenças políticas, que não sabem dialogar com a sociedade. Os políticos portugueses ainda não aprenderam a viver em democracia.

Sou de esquerda e quero um governo de esquerda.

Para isso é preciso que exista um programa consensual contra a austeridade, que respeite os trabalhadores, o estado social e que discuta as alternativas que levem a União Europeia a transformar-se numa verdadeira União e não naquilo que é hoje: uma ditadura dos fortes contra os fracos.

Para isso, é preciso que acabe a surdez de quem recebe os votos de esquerda. É preciso que deixe de se olhar para o umbigo, que deixe de se discutir se "a minha esquerda é melhor que a tua".

Para isso é preciso assumir a responsabilidade de uma vitória que se adivinha: a esquerda vai ter a maioria absoluta no Parlamento. Caso contrário, é a esquerda que levará ao governo a direita. E essa será a vergonha que os portugueses não compreenderão nem perdoarão.

Até agora sou houve uma formação política a assumir essa disponibilidade. É nela que vou votar.
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