Ideia: representação mental; representação abstrata e geral de um objeto ou relação; conceito; juízo; noção; imagem; opinião; maneira de ver; visão; visão aproximada; plano; projeto; intenção; invenção; expediente; lembrança. Dicionário de Língua Portuguesa da Texto Editora
domingo, 14 de agosto de 2016
sexta-feira, 12 de agosto de 2016
"Conquista" - Miguel Torga (12/08/1907)
Conquista
Livre não sou, que nem a própria vida
Mo consente.
Mas a minha aguerrida
Teimosia
É quebrar dia a dia
Um grilhão da corrente.
Livre não sou, mas quero a liberdade.
Trago-a dentro de mim como um destino.
E vão lá desdizer o sonho do menino
Que se afogou e flutua
Entre nenúfares de serenidade
Depois de ter a lua!
Miguel Torga, in Cântico do Homem
Lettre de Jean Genet à Jean Cocteau
Mon cher Jean,
C’est seulement aujourd’hui que je peux assez correctement t’écrire. J’ai lu les journaux. Je ne me moque plus de tes précautions pour éviter les insultes, car je sais ce que c’est que voir son nom livré d’une façon honteuse à la raillerie imbécile. J’ai bien peur encore de n’avoir pas assez de délicatesse pour te dire ce qui va suivre. Je voudrais te le dire à l’oreille. Tu as osé, Jean, pour me tirer d’un pas plus que périlleux, d’un pas mortel car j’était décidé à me bousiller en cas de relégation — tu as osé prononcé une affirmation dont la gravité ne m’échappe pas. Je ne sais pas si je suis le plus grand écrivain de l’époque, je ne sais pas si tu le penses (j’espère que non) mais tu l’as dit pour me sauver, et voilà ce qui me bouleverse et me met en face de toi dans la situation d’un type orgueilleux qui se laisse écraser par un geste d’amour plus beau que ses gestes d’orgueil. C’est une situation adorable, Jean. Je sais l’importance que prend sous ta plume une affirmation publique aussi catégorique. Je sais comme c’est une tache sur Goethe qu’il ait considéré du Bartas comme le plus grand poète français. On dit : « Quelle admiration […] »
Dès ma sortie je partirai à la campagne. Tu me verras très rarement, et seulement dans l’intimité. Je suis une intelligence fruste, le Dr Claude l’a bien dit et il est bien trop tard pour que je me civilise. Profondément je reste un truand. J’aurais dû le comprendre et ne t’aimer que de loin. Mais comme la faute d’indélicatesse est trop dure pour moi je me dis que je ne l’ai commise qu’à cause de ton insistance à me dire de t’aller voir souvent. Comme si nous avions besoin de cela ! Il y a dix ans que je t’aime et tu n’en savais rien.
Je vais te quitter mon petit Jean. Il est possible que je parte aux Tourelles et je ne pourrai plus écrire qu’à ma famille de chair.
Sur cette lettre laisse-moi confier encore à Jeannot ce gosse perdu dont je lui ai parlé hier. Il est d’une grande beauté. Nous ne pouvons pas…
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
"Why Organ Harvesting in China is the New Holocaust"
In June, many Americans heard the words “organ harvesting” mentioned on the news for the very first time in reference to China’s state-run forced organ harvesting from prisoners of conscience.
While other types of organ transplant abuse are egregious, they are not truly comparable to this: leaders of the world’s most populous country mass-murdering its own citizens due to their ethnic, religious or political views—and then profiting from that murder.
The recent spate of media reports have drawn comments from casual readers comparing China’s organ harvesting to other incidents they’ve heard of in the past. The sentiment that “this is nothing new” is often seen in the comments sections.
Blasé as those remarks are, they are understandable—China’s organ harvesting bears similarities to countless cases of medical exploitation. In each story, there is an economic incentive, a person of vulnerable status, and a ruthless mastermind.
Taken as a whole, however, the phenomenon of Chinese organ harvesting surpasses any other horror we have seen in the modern day—especially in the information age, where it’s easy to presume that news of any considerable event would surely be at our fingertips.
To better understand the distinction, we begin by exploring organ trafficking broadly.
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
"Sanções, FMI e cegueiras" - Sandra Monteiro
Portugal está a ser submetido, há vários anos, a uma experiência de engenharia social. Usando de
instrumentos político-institucionais e económicos, a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) formaram uma Troika que, aproveitando uma imensa crise financeira internacional e as fragilidades estruturais de economias como a portuguesa, se juntaram aos representantes nacionais do neoliberalismo austeritário para impor, por muito tempo, uma economia estagnada, um desemprego acima dos 10%, uma emigração de mais de meio milhão de pessoas, salários esmagados, protecções sociais e laborais ínfimas, um Estado demasiado empobrecido para garantir serviços públicos, e uma dívida insustentável. Foram bastante bem sucedidos e não dão a experiência por terminada.
Os poderes que protagonizam esta experiência não são necessariamente loucos (por muito que se vislumbre neles laivos de sociopatia) nem incompetentes (por muito que a incerteza associada a qualquer experiência possa ser fraca desculpa). E o fanatismo com que insistem na aplicação dos seus modelos pode ser sobretudo sinal de um poder absoluto que não é politicamente partilhado nem intelectual ou socialmente contestado – pelo menos não com a força que seria necessária.
A cegueira que lhes é atribuída ao observar as consequências das suas experiências parte do princípio de que dominantes e dominados, vítimas e carrascos da austeridade, partilham os mesmos objectivos e lutam pelos mesmos interesses. Nada podia ser mais falso. E é justamente porque estamos perante profundas assimetrias de poder e interesses altamente divergentes que é tempo de percebermos que a cegueira que nos parece insensata tem atrás de si promotores altamente racionais e que é o nosso próprio direito à cegueira perante isto que deve ter limites.
Os neoliberais austeritários, externos e domésticos, não dão mostras de se afastarem minimamente dos seus objectivos. Para eles, Portugal precisa das políticas e regras que melhor servem o sistema financeiro internacional e os bancos do centro europeu; de ter um exército de mão-de-obra barata para uma economia nacional de serviços e emigrantes exploráveis, mesmo os mais qualificados; de manter o garrote de uma dívida pública que a crise fez explodir e que canaliza capitais para os credores financeiros, não para o bem-estar social. A engenharia social da desigualdade precisa tanto de riqueza como de pobreza. Constrói polaridades, não justiça.
O inédito processo político de sanções, aberto pela Comissão Europeia, a Portugal e Espanha, ficará para a história, apesar do compreensível alívio que a ausência de uma multa suscitou, como mais um episódio da gestão da arbitrariedade do poderoso neoliberalismo europeu, que mantém toda a flexibilidade táctica sem perder o seu fito estratégico. Neste caso, o poder soberano decidiu direccionar o polegar estendido, sob os olhares ansiosos da multidão, para a não aplicação de multas, mas não deixou de avisar que, depois de os súbditos folgarem nas férias, poderá optar por suspender a atribuição de fundos estruturais. Tudo dependerá da execução orçamental e da avaliação (política) do próximo Orçamento do Estado, o de 2017.
Por agora, o governo português e as forças partidárias que o apoiam estão a responder a esta estratégia de medo, destinada a provocar conformação ao rumo político da austeridade, sem ceder a chantagens. Ameaçando até, e bem, com o recurso a tribunais. Mas a folga para melhorar efectivamente as condições de vida da maioria dos portugueses é muitíssimo reduzida, independentemente da vontade política, no quadro das regras europeias existentes e de uma dívida que não seja reestruturada em juros, montantes e prazos. Isto não significa que o próximo orçamento não deva traduzir as melhores escolhas – claro que deve – mas que a arquitectura da União Europeia neoliberal, mais ou menos punitiva, está formatada para impor a Portugal desemprego, salários baixos, emigração e, quando muito, estagnação económica.
Nada disto é novidade. Não o é para os que criticam estas políticas há décadas de forma consequente, como não o é para os que as promovem. Estes últimos são useiros e vezeiros na criação de instrumentos para lançar a dúvida (e com ela a expectativa) sobre a sua capacidade de crítica e de mudança. Fazem-no, em particular, por via de intervenções cirúrgicas na comunicação social, muitas vezes apoiadas em relatórios que assumem erros no desenho e/ou execução das políticas, sejam esses estudos elaborados pelas instituições envolvidas ou por organismos independentes.
Desde há muito que o FMI começou a aplicar os seus planos de ajustamento estrutural em diferentes partes do planeta, da América Latina a África e à Europa de Leste. E, desde cedo, habituou-se, uma vez aplicado o programa, a assumir alguns erros. Mas depois fica tudo na mesma. A partir de 2001 criou até uma estrutura independente para avaliar a aplicação dos programas, o Independent Evaluation Office (IEO), autor do mais recente relatório sobre a actuação do Fundo em Portugal e na Grécia. Publicado a 25 de Julho, o documento é tão devastador como previsivelmente inconsequente.
A aplicação do plano de austeridade a Portugal e à Grécia teve especificidades na história do FMI, desde logo por serem países integrados numa moeda única e, portanto, incapazes de responder aos efeitos do ajustamento com uma desvalorização cambial. Mas muitas das críticas à actuação do FMI que surgem no relatório repetem as de outros documentos, internos ou independentes, até mesmo sobre Portugal. Apenas a título de exemplo, quem não se lembra de o FMI ter revelado, por via de Olivier Blanchard no «World Economic Outlook (WEO)» do início de Outubro de 2012, que havia problemas com os «multiplicadores» nas políticas de ajustamento, o que ia ter impactos mais recessivos do que o previsto, apesar de tantos economistas terem alertado repetidamente para isso mesmo? Quem não se lembra de, em meados de Dezembro de 2013, o FMI afirmar, na décima avaliação do Memorando de Entendimento, que iria continuar a impor reduções salariais e outras «flexibilizações» do mercado do trabalho, apesar de até alguns patrões chamarem já a atenção para que o problema essencial era a falta de procura numa sociedade em processo de desvalorização interna? Quem não se lembra de, no final de Junho de 2014, quando o programa foi formalmente encerrado, a própria Christine Lagarde ter reconhecido que o Fundo teria feito melhor em renegociar a dívida portuguesa? No entanto, a proposta continua a ser quase demonizada aos olhos da Troika e da direita austeritária. Quem não se lembra, já em meados de Dezembro de 2015, de os peritos do mesmo FMI terem reiterados vários erros cometidos, em particular a não reestruturação da dívida, mas nada disso ter tido quaisquer consequências, inclusive para efeitos de processo de sanções?
Na verdade, tal como a abertura de um processo de sanções por parte da Comissão Europeia se destina a manter viva a angústia da punição e o desejo de obedecer para a evitar, a publicação de relatórios de admissão de erros por parte do FMI ou das suas identidades independentes serve para acordar nos austerizados a esperança de correcção de uma trajectória política de pobreza e desigualdades. Se a resposta à primeira implica coragem e até insubmissão, a resposta ao segundo exige que deixemos de nos surpreender com o previsível e passemos a forçar mudanças reais.
Daqui
terça-feira, 9 de agosto de 2016
Lettre de Camille Claudel à son frère Paul
Si on se souvient de la tumultueuse sculptrice Camille Claudel (1864-1943), c’est pour son œuvre d’une grande puissance expressive, pour sa relation passionnelle avec Auguste Rodin, et pour les conditions désastreuses de son internement psychiatrique. Diagnostiquée d’une démence paranoïde en 1913, elle finira ses jours en asile, contrainte à l’enfermement, isolée de son art et des siens. Dans cette lettre écrite deux ans plus tard et adressée à son frère, elle déplore son isolement et l’ignorance et l’indifférence de sa famille alors qu’elle demande un transfert à Sainte-Anne.
J’ai écrit plusieurs fois à Maman, à Paris, à Villeneuve sans pouvoir obtenir un mot de réponse.
Toi-même, tu es venu me voir à la fin de mai et je t’avais fait promettre de t’occuper de moi et de ne pas me laisser dans un pareil abandon.
Comment se fait-il que depuis ce moment tu ne m’aies pas écrit une seule fois et que tu ne sois pas revenu me voir. Crois-tu que ce soit amusant pour moi de passer ainsi des mois, des années sans aucune nouvelle, sans aucun espoir !
D’où vient une pareille férocité ? Comment s’y prend-on pour vous détourner de cette façon ? Je voudrais bien le savoir.
J’ai écrit à Maman pour lui demander de me faire transférer à Sainte-Anne à Paris, ce qui m’offrirait l’avantage d’être plus près de vous et de pouvoir m’expliquer clairement avec vous sur les différents points qui restent à éclaircir. De plus ce serait une occasion pour vous de faire encore des économies puisqu’on peut entrer à Sainte-Anne pour 90F par mois. Je ne dis pas qu’à ce prix, ce serait le paradis, loin de là mais depuis que j’ai quitté mon atelier du Quai Bourbon je suis habituée à tout. On m’enverrait en Sibérie que rien ne m’étonnerait.
A vrai dire, j’aimerais mieux rentrer dans la vie civile et oublier toutes ces aventures.
Tu peux dire à Maman qui, si c’est qu’elle a peur que je ne réclame les biens de Villeneuve, je n’ai pas cette intention-là ; je préfèrerais faire une donation à Jacques de tout ce qui me revient et passer le reste de ma vie tranquille.
J’aimerais mieux même n’avoir qu’une place de bonne que continuer à vivre ainsi. As-tu fait attention qu’elles ne tombent pas entre les mains du gredin qui n’a fait ce joli coup que pour pouvoir s’en emparer ? Il en a eu une peur de me voir revenir avant qu’il ait eu le temps de mettre la main dessus…
C’est pour cela qu’il retarde toujours le plus possible ma sortie ; il cherche à gagner du temps et dans l’intervalle il arrivera toutes sortes de choses sur lesquelles vous ne comptez pas. Vous serez punis de votre apathie ; je prends bien garde à toi.
J’attends une lettre de toi prochainement.
Mes amitiés à ta femme et à tes enfants.
C.C.
"5 Ways to Make Sure Trump Loses" - Michael Moore
Friends,
Over the past few days, a number of polls have come out showing Hillary Clinton leading Donald Trump nationally by double digits, including in blue collar states like Michigan (10%) and Pennsylvania (11%). If you are a Clinton supporter and have felt a sense of relief when you saw these numbers, your shoulders suddenly relaxing and an audible “phew” coming from your mouth, if you got excited that your belief system was now reassured that there was no chance your fellow Americans will vote for a narcissistic misogynist, then you just became part of the problem — and why Donald J. Trump could actually win on November 8th.
Please do not think for a second this election is over or in the bag. There are three long months to go. If you think that all we have to do is just let Trump keep shooting himself in the head – that “Trump will beat Trump” and the rest of us just have to sit back and watch with glee – well, you are playing with fire. And you’re looking for a way to get out of doing any work. Clearly you’ve forgotten this election is not about whether there are more people “for” Hillary or Trump. Of course there are more people for Hillary! She will lead in the opinion polls from now until Election Day.
AND IT DOESN’T MATTER.
Because this is not a popularity contest decided by polls (or in this year’s edition, a contest over who you dislike the least). As I’ve said, if people could vote from their sofa via their Xbox or remote control, Hillary would win in a landslide. But this election is only about who SHOWS UP to the VOTING BOOTH on November 8th (or to early voting or by absentee ballot). The election this year is not being held as usual on the first Tuesday of November; it’s happening in the second week of the month, so if you live in the top half of the country, that means a greater chance for snow or icy rain — and that means a lower turnout. A lower turnout helps Trump.
This election is ONLY about who gets who out to vote, who’s got the most rabid supporters, the kind of candidate who inspires people to get out of bed at 5am on Election Day because a Wall needs to built! Muslims are killing us! Women are taking over! USA! USA! Make My Penis Great Again! Hillary is the Devil! America First! Fetus First! First in Line at the Polls!
So instead of feeling better this week because of the new polls (BTW, only one of these polls is of “likely voters” – the Reuters Poll – and in that one, Hillary leads by only 4 points), or regaling over Trump’s insanity (so insane, he raised $82 million last month in mostly $10-$20 contributions, stunning the Clinton campaign, because Bernie never had a grassroots month anywhere near that), I would like to suggest a different response. I’d like to ask those who love Hillary to hold off on the victory party ’til the wee hours of November 9th. Please, can we all agree that now is NOT the time to do this: http://www.npr.org/sections/thetwo-way/2015/08/25/434585015/not-over-til-its-over-runners-early-celebration-costs-her-the-bronze
Let’s stop the early celebrating and the gloating over Trump’s Bad Week. No premature end zone dances. If you are serious about this election, and if you are smart enough to still take Donald Trump seriously, then here’s 5 things to do – four for you, and one for Hillary:
1. You Are Responsible for Getting 50 People to the Polls November 8th. Start making your list now. Create this list on your smart phone of the people you will personally make sure show up to the polls on November 8th. Enter their email addresses and cell phone numbers. Call it your “November 8th Project.” Add a name to it every single day between now and November 8th until you have 50 people – 50 names in 90 days. Focus on nonvoters. Then, on November 7th and 8th, call, text and/or email every one of them and remind them to vote. Offer them a ride. Offer them lunch. Offer to watch the kids. Offer to mow their lawn. Plan a get-together or a party for everyone after going to vote. You must remind even those people who you think don’t need reminding. This election isn’t about you voting — it’s about you getting 50 others to vote.
2. From Today Until November 8th, You Are in the French Resistance. Imagine what it was like to be in the French underground while the Germans invaded France. The only possible way to win was an unrelenting, round-the-clock commitment to defeat the Nazis. There was no time for one of those 3-hour French dinners. They did not take vacations. They did not sleep in. They did not have time for “playdates.” The Germans were coming! The Germans were there! Well, friends, our fascist (Drumpf!) is coming! That’s the mind-set you need to be in. For the next three months, the kids have to get themselves to soccer! Work on your marriage in December! There’s no time for hot yoga! No one in the French Resistance ever said “I can’t blow up that Nazi train today ’cause I feel like I might be coming down with a cold!”
3. You Must Be Supportive of the Depressed Voter. So many people have given up on our system and that’s because the system has given up on them. They know it’s all bullshit: politics, politicians, elections. The middle class in tatters, the American Dream a nightmare for the 47 million living in poverty. Get this straight: HALF of America is planning NOT to vote November 8th. Hillary’s approval rating is at 36%. CNN said it last night: No one running for office with an approval rating of 36% has ever been elected president (Trump’s is at 30%). Even in these newer polls, 60% still say that Hillary is “untrustworthy to be president.” Disillusioned young people stop me every day to tell me they’re not voting (or they’re voting 3rd Party). This is a problem, folks. Stop ignoring it. You need to listen to them. Chastising them, shaming them, will not work. Acknowledging to them that they have a point, that Hillary Clinton is maybe not the best candidate, and then promising them that you will join them on November 9th in a political revolution that will demand Clinton enact her platform, that might go a long way to getting them to vote. They don’t have to change their opinion about Hillary. They just have to reluctantly vote for her and be allowed to feel very bad about doing it – and very good that we will fight on their side after the election.
4. Hillary Must Slyly Stick Trump with a Comedy Shiv During the Debates. Bill Maher and I will help Hillary with this (Hill, call us!). I’m sure Amy Schumer and Chris Rock would chip in, too. Clinton actually has a good sense of humor, but keeps it mostly hidden (here she is back in the ’90s, sparring with a Republican leader of Congress: https://www.youtube.com/watch?v=2XsSydPOgCc). Trump has very thin skin. If she can slide the perfect line of satirical ridicule just under that thin skin of his, he will implode. On live TV. And that, my friends, will be the moment it’s over for him. A complete mental meltdown on a stage without his cheering man-fans in the room. BOOM!
5. I Hereby Appoint You Precinct Captain in Your Neighborhood, in Your School, and at Your Place of Work. Yes, you.Tell them Michael Moore personally named you. Not because I have any authority to do so. Just because I said so. And yousaid so. Please, friends, do not depend entirely on the “Democratic Party” to pull this off in November. It is often, depending on where you live, an apparatus of numskulls, hacks and former high school student council rejects. Quick, name the local chair of the Dems in your county. They are not of the people. If we depend just on them, we lose. We usually do. Obama had a brilliant campaign team, was a beloved candidate, and that’s why he won. Hillary’s campaign lost 22 states to a 74-year old socialist who had neither a comb nor 50 bucks in his pocket — and was unknown to everyone except me and some hippies in Vermont! Hahahaha! Here’s a tweet this week from one of Hillary’s “top advisers”, the chair of the “Campaign for American Progress”, just to give you a clue as to the brain trust surrounding her:https://twitter.com/neeratanden/status/761075519450341376
So we can’t just depend on them alone to stop Trump. That’s why I’ve decided to appoint myself, as of this moment, chair of the “Shadow Campaign to Defeat Donald J. Trump” (or, in short, “The Resistance”) — and I’m appointing each and every one of you as my Precinct Captains in the areas where you live, work and go to college. From this moment forward you will organize the block you live on, or the town or neighborhood you live in, or your dorm, your office, or your place of worship. If asked, just identify yourself as the “Local Head of the Defeat Trump Coalition.” If others want to be the “Head” or say they are the “Head,” just share the title with them. Then appoint more Precinct Captains. Don’t hold meetings. Do actions. Use humor. Conduct flash mobs. Be a disruptor. Think creatively and subversively. Have fun. Defeat Trump.
Because, you see, we have no choice. We’re in the Trump Resistance.
Yours in revolution and future playdates,
Michael Moore
P.S. Still feeling giddy about all the bad news surrounding Trump this week? Here’s another bucket of cold water: Trump can actually lose Florida, Virginia, Colorado and New Mexico — and STILL WIN! All he has to do is carry the rust belt “Brexit States” of Ohio, Pennsylvania, Michigan and Wisconsin. Hillary lost three of these four in the primaries. Nothing can be taken for granted. Once more: This is all about who shows up November 8th — not who’s ahead in the popularity polls right now. On the morning of the Michigan Primary, Hillary was ahead of Bernie in a WJBK/TV2-Detroit poll by 22 points. Twelve hours later, shelost. Leave your bubble now! You are a Precinct Captain! You have work to do! https://www.youtube.com/watch?v=HM-E2H1ChJM
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
"Globalization and its New Discontents" - Joseph E. Stiglitz
"A fotografia da miúda vietnamita, nua, a fugir do napalm seria publicada hoje?" - Paulo Ferreira
domingo, 7 de agosto de 2016
sábado, 6 de agosto de 2016
"Europe’s Brexit Hangover" - Nouriel Roubini
Lettre de Maria Callas à Giovanni Battista Meneghini
Mon Battista,
Aujourd’hui j’avais décidé de ne pas t’écrire parce que j’ai l’impression d’exagérer. Je te fatigue et t’embête avec mes longues et ennuyeuses lettres, n’est-ce pas ?
Maintenant, il est 12 moins le quart et je ne suis pas capable. Je suis si pleine de toi que j’ai l’impression d’exploser. Battista, j’ai besoin de toi. C’est inutile de te dire des mensonges et de faire l’héroïque. J’ai besoin de toi ; je ne sais rien faire sans toi. Tu as tout pris de moi donc tu ne peux pas m’envoyer au loin car je n’ai plus rien. Ni mon âme, ni mon ressenti, ni mon corps, rien ! J’ai été courageuse jusqu’à présent mais j’admets que je commence à ne plus pouvoir résister. Quoi que je fais, pense, vois ou mange, je me dis toujours : « Battista aime, Battista aimerait. Battista penserait comme ça, etc. »
Pardonne-moi, chéri, mais ce n’est pas ma faute si je t’aime à ce point. Nous nous sommes rencontrés, compris, estimés, aimés, entendus, et enfin indissolublement liés.
Nous ne devons pas nous séparer, nous ne le pouvons pas ! Parce que ni toi ni moi nous ne résistons. Mon monde c’est toi, tout est toi, comment veux-tu donc que je sois tranquille et sereine loin de toi.
Et puis, je n’ai plus de mots en fait pour t’exprimer tout ce que je désire et combien ma vie sans toi est inutile. Je ne pourrais jamais trouver les mots justes et assez forts.
Si j’étais à côté de toi, en me regardant dans les yeux, tu comprendrais tout ce que j’éprouve alors, et avec ma tendresse, je saurais mieux te l’expliquer qu’avec des mots froids et insuffisants.
Je serai heureuse de pouvoir rentrer dans un mois ! C’est ma prière à notre petite Madone, chaque soir. Pense au jour où nous nous reverrons ! Il me semble que mon cœur cessera de battre à cause de la joie et le monde s’arrêtera tant il y aura d’émotion. Tu y as pensé toi ? Tu y penses ?
Pourquoi ne me parles-tu pas plus de toi, de tes affaires, davantage de toi !? Tu m’écris si peu, trop peu !
Et ta santé ? Je tremble pour toi, pour nous, parce que nous sommes si amoureux et heureux qu’il me semble que c’est une chose impossible qui existe. Ce n’est pas ça ? Qui a tout ce que nous avons, nous ?!
Mon cher amour, pense à moi complètement, écris-moi et porte-toi bien.
Je voudrais que tu me dises si tu pourrais trouver quelqu’un pour faire passer mes malles à mon retour, parce que si je trouve quelque chose qui me plaît ici, je pense que je l’achèterai. Par exemple, des tapis, il y en a de très beaux. Ecris-moi le prix et dis-moi ce que je devrais faire.
Je te laisse maintenant, et je continue demain. J’espère recevoir du courrier de ta part. J’ai besoin de toi, de tes lettres !
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