segunda-feira, 17 de outubro de 2016

"And the oscar goes to": Alejandro G. Iñárritu - melhor realizador




Alejandro G. Iñárritu

"On me dit "toi, c'est pas pareil""


Je vis dans un village de 300 habitants. Aux dernières élections régionales, ils ont voté à plus de 40% pour le Front national. Mais moi, "c’est pas pareil". Les gens me disent "les Arabes, ils sont fous, mais toi c’est pas pareil", "elles nous font chier avec leur voile, avec leur religion à la con, mais toi c’est pas pareil". Quand on me voit, on me dit "t’es algérienne" mais je me sens à 400% française. Les autorités ont demandé aux gendarmes d’être devant les écoles. Quelques jours après la rentrée, des parents d’élèves ont dit : "Regarde, il y a les flics parce que des gens sont radicalisés et fichés S." Il y avait une femme voilée à 10 mètres. Elle est née ici, elle a grandi ici. Ils ont commencé à dire : "Elle a une ceinture sous sa robe, elle va se faire péter", "c’est elle qui s’est radicalisée". Je bouillais, ça m’a rendue folle. Ces gens, je les appelle "les BFM". BFM, c’est leur Bible.

«L’islam me tient à cœur. Ma religion m’apaise et me donne une ligne de conduite : le respect, l’entraide. Je fais mes prières, je mange halal. Pour l’Aïd, mes enfants n’iront pas à l’école, on fera un goûter. C’est notre Noël à nous. Mais ta religion est dans ton cœur, c’est personnel. Je n’irai pas demander à l’école un repas halal pour mes enfants. J’ai dit qu’ils étaient végétariens. Ça ne va pas les tuer de ne pas manger de viande un repas sur deux. Je suis mariée avec un Français, catholique, baptisé, qui s’est converti. Pendant les repas de famille, il y a du pinard, du halal, du végétarien, du végétalien… On s’en fiche parce qu’on s’aime. Je suis allée en vacances à Alicante, il y avait une nana en burkini, une nana les miches à l’air, qu’est-ce que j’en ai à faire ? Dans les années 80-90, ma mère allait dans l’eau tout habillée à Dieppe et ça ne gênait personne.

«Moi, je ne ressens pas le besoin de porter le voile, je ne suis pas arrivée à maturité religieuse. Et puis je joue au foot, je ne me vois pas courir en short, tête découverte, et après aller me voiler. Toutes ces polémiques me font mal au cœur pour mes enfants. Quand on était à l’école, il n’y avait pas tout ça, on était potes, point. Je n’imagine même pas que demain quelqu’un vienne dire à mon fils "sale Arabe". Moi je ne l’ai pas vécu.»

Amel, 30 ans, mère au foyer, Chis (Hautes-Pyrénées)

International Day for the Eradication of Poverty/Dia Internacional pela erradição da Pobreza


Uniting all for peace, sustainability and dignity: breaking the vicious circle of poverty

Ending poverty in all its forms everywhere by 2030 is an ambitious but achievable goal -- the key to success rests on political determination, driven by solid knowledge about the causes, mechanisms and consequences of poverty. The possibility of achieving fast and sustained poverty eradication depends on our ability to work collaboratively.

As measured by the 2016 Multi-Dimensional Poverty Index, 1.6 billion persons are identified today as poor. That staggering figure reveals levels of human deprivation far beyond what arbitrary income lines can capture. Poverty is about money, but never just about money, as underlined by UNESCO’s 2016 World Social Science Report. Better understanding of the relationships between income and other dimensions of poverty can help to empower people living in poverty as agents of change.

Delivering the poverty eradication goal of the 2030 Agenda for Sustainable Development demands renewed policy approaches and more comprehensive and sophisticated knowledge. Beyond traditional mechanisms of poverty reduction, poverty can be only solved by tackling inequalities. So long as injustice and exploitation are embedded in economic, social and cultural systems, poverty will continue to devastate the lives of millions of women and men.

Breaking the vicious circle of poverty by 2030 is part of a larger cultural transformation based on solidarity, collaboration and peace to which UNESCO is deeply committed. Through powerful tools for social transformation -- education, culture, science, communication and information -- UNESCO contributes to embedding social justice within societies. Justice is a right, and justice and good governance are foundations for more lasting and sustainable peace.

Ending poverty is not just helping the poor – it is giving every woman and man the chance to live with dignity. By eradicating poverty, all humanity will be transformed. This is UNESCO’s message today.

Irina Bokova, Director-General of UNESCO

domingo, 16 de outubro de 2016

Filme recomendado - "Julieta"



Realização de Pedro Almodóvar

"O fim da Nova República" - Maurício Moraes


O impeachment de Dilma representa a quebra do grande contrato social firmado no Brasil após 20 anos de ditadura, a Constituição de 1988


O impeachment de Dilma Rousseff não é o mero fim de um processo previsto em lei executado por vias tortas. É algo mais profundo. É a quebra do grande contrato social firmado no Brasil após 20 anos de ditadura, a Constituição de 1988. É o fim da Nova República.

A Constituição de 1988 colocou no papel o sonho de um país moderno, inclusivo, garantindo o direito a todos os cidadãos à saúde, à educação. Foi o sonho de uma social-democracia tropical, de diminuir a pobreza e dar dignidade a setores que jamais haviam sido incluídos nas políticas públicas.

A Constituição foi a convergência de setores que estiveram em lados opostos na ditadura. Foi o documento que acolheu os anseios de grupos que pediam justiça social com a elite econômica que já não via ser um bom negócio viver em um país sob jugo autoritário. Foi a promessa de um novo Brasil, o guia para o país do futuro, que agora passa a ser desmontado antes mesmo de Dilma Rousseff deixar o Palácio do Alvorada.

Nas próximas semanas, os jornalões e a tevê aberta vão defender a proposta do governo ilegítimo de Michel Temer de propor um teto para os investimentos públicos. Se hoje temos na Constituição um mínimo previsto para ser gasto em Educação e Saúde, com a nova emenda a torneira basicamente fecha quando se bate o teto estabelecido. E isso significa o sucateamento de hospitais, da educação pública e de programas sociais.

Note-se que na proposta de Temer não há teto para pagamento dos juros da dívida pública. Quanto a isso, rentistas, empresários e oportunistas sempre terão um argumento pronto: não se pode tolerar a quebra de contrato. Contratou-se, paga-se, dizem.

Ocorre que o que se vê no País é justamente a grande quebra do contrato social, seja com a farsa do impeachment feito sem crime de responsabilidade consensualmente comprovado, seja com os delírios imperiais de um vice decorativo, a apresentar uma agenda de desmonte dos direitos sociais que nem mesmo um presidente eleito pelo voto direto teria a audácia e a capacidade de fazê-lo.

Se tivesse o compromisso de garantir a evolução das políticas públicas e a garantia dos direitos sociais no Brasil, Temer poderia, por exemplo, aumentar a receita do Estado taxando as grandes fortunas ou os lucros e dividendos. Jamais o fará. A conta do atual déficit foi gerada em grande parte pelos subsídios dado a empresários nacionais (que agora querem Dilma fora), a fim de manter o nível de emprego durante a crise. Como é recorrente na história, a conta será paga pelos mais pobres. Nada de novo.

Dilma cometeu erros em seu governo, mas não cai por isso. É afastada por suas virtudes, por se negar a fazer negociatas com os gangsters do Congresso, ao fazer uma política republicana em um país de políticos sórdidos e retrógrados. Dilma cai por ser honesta e se recusar a chafurdar na lama.

Abrimos um novo capítulo em nossa história. Desta vez sem tanques nas ruas, mas com a desfaçatez costumeira dos que ignoram as regras para fazer valer a lei do mais forte, apoiados pela grande imprensa, por um judiciário obscuro e pela elite empresarial que não consegue produzir se não estiver mamando nas tetas generosas do Estado brasileiro.

Nos livros de história, 2016 será registrado com um ano infame, que os contrários ao golpe lembrarão com amargura e que os seus defensores tentarão esquecer para evitar o constrangimento. Por ora, o processo ilegítimo já deixou um legado: uma geração inteira estará rachada politicamente. E os hematomas deste ano levarão décadas para desaparecer.

Assim vai a Europa! - "The crushing of independent press in Hungary"

October 8, 2016 will go down in Hungarian history as the day when the ideals of the 1956 revolution (when Népszabadság was established) were finally betrayed by Hungary's autocratic government.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Lettre de Franz Kafka à Max Brod


Franz Kafka (3 juillet 1883 – 3 juin 1924) est un des écrivains majeurs du XXème siècle, auteur de chefs-d’œuvre commeLe procès , L’Amérique ou La métamorphose . Sa correspondance entière et particulièrement cette lettre adressée à son ami Max Brod révèle le fond de la personnalité de ce génie soumis à une torture, existentielle permanente sur le sens de sa vie, l’écriture, ses femmes, sa famille…

Très cher Max,

Ce que je fais est quelque chose de facile et de totalement naturel ; j’ai, concernant la ville, la famille, la vie professionnelle, les relations sociales, les relations amoureuses (tu peux les mettre en premier, si tu veux), la communauté existante ou qui aspire à exister, en tout, je n’ai pas fait mes preuves et cela d’une façon que je n’ai constatée chez personne d’autre. C’est bien au fond l’idée puérile (« personne n’est aussi ignoble que moi ») qui est contredite plus tard par une nouvelle souffrance, mais à ce sujet (il ne s’agit plus ici d’ignominie ou de reproches adressées à soi-même mais du fait intérieur manifeste qu’on n’a pas fait ses preuves), cette idée est restée et persiste. Je ne veux pas me vanter de la souffrance qui accompagne cette existence non vécue ; elle se manifeste aussi (et cela à toutes les étapes depuis toujours) rétrospectivement de façon imméritée au regard des faits dont elle a dû supporter la pression ; quoi qu’il en soit elle était trop forte pour être supportée plus longtemps ou bien, sinon trop forte, trop absurde en tous cas (dans ce genre de creux dépressifs, la question du sens est peut-être permise.) L’issue proche qui s’offrait à moi, peut-être depuis mes années d’enfance, était non le suicide mais la pensée du suicide. Dans mon cas, ce n’était pas une lâcheté très constructive qui m’écartait du suicide mais uniquement la réflexion qui débouchait également sur l’absurde : « Toi qui ne sait [sic] rien faire, tu veux faire justement cela ? Comment peux-tu oser y penser ? Si tu es capable de te tuer, tu n’y es plus obligé finalement. Etc » Plus tard, un autre argument a fait apparition, j’ai cessé de penser au suicide. Ce qui se présentait désormais à moi, si j’étais assez lucide pour aller au-delà des espoirs confus, au-delà des états de bonheur solitaire et des boursouflures de la vanité (cet « au-delà », je n’y parvenais que rarement, lorsque le rester-en-vie le supportait) : c’était une vie misérable, une mort misérable. « C’était comme si la honte devait lui survivre », tels sont approximativement les derniers mots du Procès.

Aujourd’hui j’aperçois une issue que je pensais impossible dans sa complétude et que je n’aurais pas trouvée avec mes propres forces (à condition que la tuberculose ne fasse pas partie de mes « propres forces »). Je ne fais que la voir, je crois seulement la voir, je n’y suis pas engagé encore. Cela consiste, cela devrait consister à ce que j’avoue, non seulement de façon privée, non seulement par quelques bribes de discours tenus ici ou là mais de façon franche, ouverte, par mon comportement, que je ne peux pas faire mes preuves ici. Je ne dois rien faire d’autre dans ce but que de tracer fermement les contours de ma vie passée. La conséquence suivante serait alors que je pourrais me rassembler, que je ne me perdrais pas dans l’absurde, que je garderais un regard libre.

Telle serait l’intention qui, même si elle n’est pas réalisée – elle ne l’est pas -, ne serait pas « admirable » en soi mais au moins serait quelque chose de très conséquent. En la qualifiant d’admirable, cela me rendrait vaniteux, me ferait faire des orgies de vanité bien que je sache mieux que toi ce qu’il en est. C’est dommage. Dès que l’artiste souffle sur un futile château de cartes, celui-ci s’effondre. (Heureusement, c’est une mauvaise comparaison.)

Mais je vois – pour autant qu’ici on peut parler de voir – ton chemin complètement différent. Tu fais tes preuves, alors fais-les. Tu sais tenir ensemble les éléments qui divergent, pas moi ou tout du moins pas encore. Notre proximité toujours croissante consistera en ceci que nous « cheminerons » ensemble ; jusqu’à présent, j’ai eu trop souvent le sentiment d’être pour toi un fardeau.

Ce que tu appelles « soupçon » me paraît n’être parfois que le jeu de forces en surnombre que tu retiens, que ce soit la concentration qui manque à la littérature ou à ton sionisme qui sont une seule et même chose.

En ce sens donc, si tu veux, un « soupçon justifié ».

"The Pakistani Mecca of Terror" - Brahma Chellaney


Almost seven decades after it was created as the first Islamic republic of the postcolonial era, Pakistan is teetering on the edge of an abyss. The economy is stagnant, unemployment is high, and resources are scarce. The government is unstable, ineffective, and plagued by debt. The military – along with its rogue Inter-Services Intelligence (ISI) agency, comprising the country’s spies and secret policemen – is exempt from civilian oversight, enabling it to maintain and deepen its terrorist ties.

Dario Fo


A nossa pátria é o mundo inteiro. A nossa lei é a liberdade. Temos apenas um único pensamento, a revolução nos nossos corações.


terça-feira, 11 de outubro de 2016

Cartola




Cartola

"India Stops Turning the Other Cheek" - Shashi Tharoor


For two and a half decades, Pakistan has pursued a policy of inflicting on India “death by a thousand cuts” – bleeding the country through repeated terrorist attacks, rather than attempting an open military confrontation which it cannot win against India’s superior conventional forces. The logic is that India’s response to this tactic would always be tempered by its desire not to derail its ambitious economic development plans, as well as the Indian government’s unwillingness to face the risk of a nuclear war.

Roman Jakobson


Roman Osipovich Jakobson (October 11, 1896 - July 18, 1982) was a Russian thinker who became one of the most influential linguists of the twentieth century by pioneering the development of structural analysis of language, poetry, and art. Jakobson was one of the most important intellectuals in the humanities during the twentieth century. He began as one of the founding members of the Moscow Linguistic Circle, which was one of two groups responsible for the development of Russian Formalism, which influenced the entire field ofliterary criticism. Jakobson then moved to Prague, where he helped to form the Prague Linguistic Circle, which helped to influence the development of structuralism, one of the dominant movements in the humanities and social sciences of the era. Perhaps Jakobson's most enduring contribution was his development of the model of the communication theory of language based on his delineation of language functions.